|
|
AutoresOs conteúdos do Portal de Literatura são dinâmicos. Todas as semanas serão incluídos novos autores, novos títulos, novas informações. A actualização pode e deve contar com todas as pessoas que gostam de literatura. Se quiser participar neste projecto - um projecto que, em última instância, é de todos - contacte-nos. O Portal vai evoluir muito em função da sua OPINIÃO. Por isso, não hesite, contacte-nos e diga-nos o que pensa sobre as rubricas e conteúdos do Portal da Literatura. Pode fazê-lo para o e-mail geral@portaldaliteratura.com
António Lobo Antunes (1942, -)![]() ![]() ![]() ![]() ![]() Com 4 voto(s)
Periodo Literário
Topo
Literatura Contemporânea Séc. XXI ![]() Romancista. Proveniente de uma família da grande burguesia portuguesa, licenciou-se em Medicina, com especialização em Psiquiatria. Exerceu a profissão no Hospital Miguel Bombarda em Lisboa, dedicando-se desde 1985 exclusivamente à escrita. A experiência em Angola na Guerra Colonial como tenente e médico do exército português durante vinte e sete meses (de 1971 a 1973) marcou fortemente os seus três primeiros romances. Em termos temáticos, a sua obra prossegue com a tetralogia constituída por A explicação dos pássaros, Fado alexandrino, Auto dos Danados e As naus, onde o passado de Portugal, dos Descobrimentos ao processo revolucionário de Abril de 1974, é revisitado numa perspectiva de exposição disfórica dos tiques, taras e impotências de um povo que foram, ao longo dos séculos, ocultados em nome de uma versão heróica e epopeica da história. Segue-se a esta série a trilogia Tratado das paixões da alma, A ordem natural das coisas e A morte de Carlos Gardel - o chamado “ciclo de Benfica” -, revisitação de geografias da infância e adolescência do escritor (o bairro de Benfica, em Lisboa). Lugares nunca pacíficos, marcados pela perda e morte dos mitos e afectos do passado e pelos desencontros, incompatibilidades e divórcios nas relações do presente, numa espécie de deserto cercado de gente que se estende à volta das personagens. António Lobo Antunes começou por utilizar o material psíquico que tinha marcado toda uma geração: os enredos das crises conjugais, as contradições revolucionárias de uma burguesia empolgada ou agredida pelo 25 de Abril, os traumas profundos da guerra colonial e o regresso dos colonizadores à pátria primitiva. Isto permitiu-lhe, de imediato, obter um reconhecimento junto dos leitores, que, no entanto, não foi suficientemente acompanhado pelo lado da crítica. As desconfianças em relação a um estranho que se intrometia no meio literário, a pouca adesão a um estilo excessivo que rapidamente foi classificado de "gongórico" e o próprio sucesso de público, contribuíram para alguns desentendimentos persistentes que se começaram a desvanecer com a repercussão internacional (em particular em França) que a obra de António Lobo Antunes obteve. Ultrapassado este jogo de equívocos, António Lobo Antunes tornou-se um dos escritores portugueses mais lidos, vendidos e traduzidos em todo o mundo. Pouco a pouco, a sua escrita concentrou-se, adensou-se, ganhou espessura e eficácia narrativa. De um modo impiedoso e obstinado, esta obra traça um dos quadros mais exaustivos e sociologicamente pertinentes do Portugal do século XX. A sua obra prosseguiu numa contínua renovação linguística, tendo os seus últimos romances (Exortação aos Crocodilos, Não entres tão depressa nessa noite escura, Que farei quando tudo arde?, Boa tarde às coisas aqui em baixo), bem recebidos pela crítica, marcado definitivamente a ficção portuguesa dos últimos anos.
O Esplendor de Portugal Livro de Crónicas Não Entres Tão Depressa Nessa Noite Segundo Livro de Crónicas Memória De Elefante (1979)Os Cus De Judas (1979)Conhecimento Do Inferno (1980)A Explicação Dos Pássaros (1981)Fado Alexandrino (1983)Auto Dos Danados (1985)As Naus (1988)Tratado Das Paixões Da Alma (1990)A Ordem Natural Das Coisas (1992)A Morte De Carlos Gardel (1994)Crónicas (1995)O Manual Dos Inquisidores (1996)O Esplendor De Portugal (1997)Que farei quando tudo arde (2001)Boa tarde às coisas aqui em baixo (2003)Eu Hei-de Amar uma Pedra (2004)A História do Hidroavião (2005)D'este viver aqui neste papel descripto - Cartas da Guerra (2005)Ontem não te vi em Babillónia (2006)Terceiro Livro de Crónicas (2006)O Meu Nome é Legião (2007)O Arquipélago da Insónia (2008)Que Cavalos São Aqueles Que Fazem Sombra No Mar? (2009)
|
Patrícia Melo
Patrícia Melo é romancista, dramaturga e argumentista. Publicou Acqua Toffana (1994), O Matador (1995), O Elogio da Mentira (1998), Inferno (2000), Valsa Negra (2003), Mundo Perdido (2005) e Jonas, o Copromanta (2008).
Como chegou até ao Portal da Literatura?
Para ter acesso às votações é necessário estar registado no Portal da Literatura |