A sala de espera era pequena e acolhedora. Pairava no ar um aroma peculiar, adocicado, e fazia-se ouvir uma música suave, entorpecente. O tecto era baixo, forrado a madeira, e as paredes, maioritariamente ornadas de prateleiras, exibiam uma cor quente, entre o castanho e o alaranjado. Na parede do fundo, uma janela estreita deixava entrar uma réstia de luz solar filtrada por trepadeiras. Num dos cantos da sala, a recepcionista, uma mulher jovem de rosto inexpressivo, trabalhava sentada diante de um computador, de olhar fixo no ecrã, manuseando o rato. No canto oposto, um conjunto de sofás garridos, de gosto duvidoso, tentava alegrar o ambiente.