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Notícias



ANTÍGONA | Novidades Janeiro-Julho 2017

09 Jan, 2017

Conheça aqui as novidades da Antígona para Janeiro - Julho 2017.

Pastoralia
GEORGE SAUNDERS
(CONTOS)
tradução e prefácio Rogério Casanova
Janeiro

Ler George Saunders (n. 1958), autor frequentemente comparado a David Foster Wallace e discípulo de Donald Barthelme, é mergulhar num mundo de humor idiossincrático em que as distopias já se concretizaram, e cujas principais vítimas, no entanto, declaram obedientemente a sua vontade de cumprir as regras abstrusas do sistema. Conjunto de contos premiados e publicados na New Yorker, Pastoralia (2000) é puro George Saunders e inclui «Carvalho do Mar», um dos textos mais memoráveis do autor.




Alucinar o Estrume
JÚLIO HENRIQUES
(CONTOS)
Janeiro

Nas franjas indefinidas de uma sociedade que avança, absurda e doente, para o abismo que superiormente cria e quer, vão surgindo, às apalpadelas, núcleos de gente em busca de sentido. Entre os que migram da cidade para o campo, em busca de uma utopia à mão de semear, o naturalista Estêvão Vao exprime uma oposição liminar ao paradigma que corporiza a indigente ambição de se viver na Terra fora da terra. Nos seus fosfóreos descaspes, debruça-se sobre algo que já está em movimento, e anda ainda envolto em guapos e lustrosos desvarios. JH é tradutor, publicista e editor, mais recentemente da revista Flauta de Luz. Dedica-se a uma arte exigente, o assobio planado, que se pratica através do apuramento de uma coisa rara, os tintos sem pesticidas.





As Veias Abertas da América Latina
EDUARDO GALEANO
(ENSAIO)
tradução Helena Pitta
prefácio Júlio Henriques
Março

«Publicar Eduardo Galeano é publicar o inimigo: o inimigo da mentira, da indiferença e, sobretudo, do esquecimento. Graças a ele, os nossos crimes serão relembrados.»
John Berger

Este clássico, com mais de um milhão de exemplares vendidos em todo o mundo e traduzido em doze línguas, chega finalmente a Portugal em versão integral. Oferecido em 2009 por Hugo Chávez a Barack Obama e banido nos anos 1970 no Brasil, no Chile, na Argentina e no Uruguai, As Veias Abertas da América Latina (1971) é um brilhante estudo sobre cinco séculos de exploração económica, política e social de todo um continente – a América Latina - pela Europa e pelos Estados Unidos, desde a descoberta do Novo Mundo. Numa escrita eloquente e apaixonada, é uma condenação visceral da infâmia e da ganância no mundo.





Kitsch
Um Estudo sobre a Degenerescência da Arte
FRITZ KARPFEN
(ENSAIO)
tradução João Tiago Proença
Abril

Ensaio escrito em 1925, este texto é uma das primeiras referências significativas sobre o kitsch, fenómeno que acompanha historicamente, como uma sombra, as vanguardas artísticas. Nesta reflexão inaugural, polémica e com humor, Fritz Karpfen escalpeliza a função dormitiva pequeno-burguesa do kitsch nas suas múltiplas encarnações, que vão do exótico-colonial à arte religiosa, do interior consolador à compensação social generalizada.





DRONES
HUGH GUSTERSON
(ENSAIO)
tradução Luís Leitão
Maio

Tema sensível e de enorme relevância política, sobretudo agora que Donald Trump presidirá aos destinos do mundo, o uso de drones é uma estratégia bélica cada vez mais comum. Reunindo testemunhos de pilotos de drones, activistas, dirigentes e jornalistas, passando pela experiência das vítimas e pela perspectiva atroz da generalização dos drones como instrumentos de vigilância e violência, Drones (2016) é um livro imprescindível para compreender as mudanças em curso na natureza da guerra e da violência de Estado, pela mão de Hugh Gusterson, professor de Antropologia na Universidade George Washington.





SEI PORQUE CANTA O PÁSSARO NA GAIOLA
MAYA ANGELOU
(FICÇÃO)
tradução Tânia Ganho
Julho

Sei Porque Canta o Pássaro na Gaiola (1969) é um clássico da literatura universal que conquistou leitores no mundo inteiro. O primeiro de vários volumes autobiográficos de Maya Angelou narra a infância da autora no Arkansas, os seus medos e anseios, compondo simultaneamente o retrato da vida da população negra no Sul dos Estados Unidos na primeira metade do século xx, numa poderosa escrita poética.




Uma Vindicação dos Direitos da Mulher
MARY WOLLSTONECRAFT
tradução Elisabete Sousa
Julho

Neste documento fundador do feminismo, escrito em 1792, a libertária Mary Wollstonecraft, mãe de Mary Shelley, defende o direito das mulheres à educação, num século que as via em parte como meros ornamentos. Um texto essencial sobre a condição e o papel da mulher na sociedade, pela mão de uma figura marcante da emancipação feminina.




Contos Escolhidos
ZAMIATINE
tradução Nina Guerra e Filipe Guerra
Fevereiro

Contos Escolhidos é precedido de «Carta a Estaline», texto breve mas elucidativo da vida de um escritor durante a ditadura opressiva de Estaline, no qual Zamiatine pede autorização para se ausentar do país e regressar apenas «quando for possível servir, na literatura, as grandes ideias sem se ter de obsequiar pessoas insignificantes». Este livro inclui um punhado dos melhores contos do autor da pioneira distopia Nós, ordenados cronologicamente, entre os quais «O Dragão», O Norte, «O Xis», «A Caverna» e «Inundação», textos que nos permitem apreciar a magnífica prosa de Zamiatine em toda a sua profundidade e riqueza.




Contos Musicais
Wackenroder | Kleist | Hoffmann
tradução e prefácio Claudia J. Fischer
posfácio Mário Vieira de Carvalho
Fevereiro

Esta antologia de contos literários de autores românticos alemães sobre temática musical reúne textos inéditos em Portugal e assinados por autores já conhecidos do leitor português, nomeadamente Kleist, E.T.A. Hoffmann e Wackenroder, este último com um papel determinante no nascimento do movimento romântico na Alemanha.





Requiem por Um Sonho
HUBERT SELBY JR.
(ROMANCE)
tradução Paulo Faria
Abril

«Selby pertence às fileiras dos maiores escritores americanos. Compreender a sua obra é entender a angústia da América.» (New York Times Book Review)


Adaptado ao cinema por Darren Aronofsky em 2000, Requiem por Um Sonho (1978) é, segundo o autor, um retrato da perversão destrutiva do sonho americano, essa ilusão delirante alimentada a drogas e comprimidos, imagens televisivas e dinheiro. A história de quatro nova-iorquinos – Sara, Harry, Marion e Tyrone – cujas vidas sucumbem a uma espiral incontrolável e que recusam ver que criaram o seu próprio inferno na terra. Hubert Selby Jr. é autor de Última Saída para Brooklyn (Antígona, 2006).





Manuscrito Corvo
MAX AUB
(ROMANCE)
tradução Júlio Henriques
Maio

«Os homens fazem coisas que não desejam. (…) Para lograrem este fim, tão absurdo a nosso ver, inventaram quem mandasse neles.»

Uma das obras mais singulares de Max Aub, Manuscrito Corvo (1955) é o caderno de notas do corvo Jacobo, no qual este nosso narrador alado relata as suas impressões sobre a espécie humana, depois de ter observado a vida no campo de concentração de Vernet d’Ariège (onde Max Aub esteve encarcerado depois da Guerra Civil de Espanha). Um tratado sobre a vida do Homem, as suas contradições e supostas certezas, pela pena de um sagaz pássaro.





Tono-Bungay
H. G. WELLS
(ROMANCE)
tradução José Miguel Silva
Junho

Tido pela obra-prima de H. G. Wells, e livro no qual o autor revela todo o seu talento, Tono-Bungay é a história de um líquido-remédio que se converte em elixir e panaceia universal, que restaura a saúde, a beleza e a energia. Quando George Ponderevo é solicitado pelo seu tio para comercializar eficazmente a beberagem, cria-se um verdadeiro empório. Uma genial sátira à mercantilização crescente e à credulidade do mundo.





Políticas da Inimizade
ACHILLE MBEMBE
(ENSAIO)
tradução Marta Lança
Junho

Depois de Crítica da Razão Negra, Achille Mbembe, filósofo e historiador camaronês, professor em universidades dos EUA e na África do Sul, debruça-se neste ensaio sobre a inimizade – que se amplia sem cessar e que se reconfigura à escala global – como sacramento da nossa época. Reflexão pertinente e actual no contexto de novos movimentos migratórios, do estreitamento do mundo e da brutalidade das fronteiras, Políticas da Inimizade disseca a patologia do racismo, criticando nacionalismos atávicos e propondo os fundamentos de uma nova política da humanidade.





Uma Semana nos Rios Concord e Merrimack
HENRY DAVID THOREAU
tradução Luís Leitão
Julho

Obra inseparável de Walden ou a Vida nos Bosques, Uma Semana nos Rios Concord e Merrimack (1849) é o relato da viagem que Thoreau e o seu irmão, John, empreenderam em 1839 no barco que os dois construíram, Musketaquid (o nome índio do rio Concord). Este diário de bordo e grandioso ensaio sobre a amizade e o amor tempera a sublime solidão de Walden com salutares gotas da vida nos rios.

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