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Poema e Poesia de Maria Teresa Horta

Em cada canal 
a sua veia 

o veio que entumesce 
no fundo da sua teia 

Em cada vento 
o seu peixe 
no tempo que a água tenha 

sedosa na sua sede 
viciosa em sua esteira 

Da seda 
o tacto e o suco 
dos lábios à sua beira 

como se fosse um beiral 
do corpo 
pra língua inteira 

ou o lugar para guardar 
o punhal 
que se queira 

Em cada punho 
o seu ócio 

um cinzel 
de lisura 

com a doçura do pranto 
da prata e bronze 
a secura 

O travesseiro não apoia 
as pernas já afastadas 
mas ajusta as ancas dadas 

Escalada 
que se empreende na pele das tuas nádegas 

Em cada corpo há o tempo 
no gozo da sua adaga 

Mas só no teu há o espasmo 
com que o teu pénis 
me alaga 

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