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Poema e Poesia de Maria Teresa Horta

São as tuas nádegas 
na curva dos meus dedos 

as tuas pernas 
atentas e curvadas 

O cravo – o crivo 
sabor da madrugada 
no manso odor do mar das tuas 
espáduas 

E se soergo com as mãos 
as tuas coxas 
e acerto o corpo no calor 
das vagas 

logo me vergas 

e és tu então 
que tens os dedos 
agora 
em minha nádegas 

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