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Poema e Poesia de Fernando Namora

Raro e vazio dia. 
Calmo e velho dia. 
Os membros lassos debruados deste cansaço sem porquê. 

Raro e vazio dia, 
assim inteiro e implacável 
na solidão grave e trágica do meu quarto nu. 

Perdido, perdido, este vagabundear dos meus olhos 
sobre os livros fechados e decorados, 
sobre as árvores roídas, 
sobre as coisas quietas, quietas... 

Raro e vazio dia 
na minha boca pálida e pouca, 
sem uma praga para quebrar a magia do ópio! 

Em 'Mar de Sargaços'

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