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40ª Dádiva

Morada: Casa da Madeira do Norte, Porto
Publicado por: Portal da Literatura
Data: 06 Set, 2017
Hora: 22:15

Poemúsica por Luis Beirão. Musipoesia por Blandino Soares. Espectáculo de cerca de 1 hora e pouco para fruir e para pensar. Intercalado com participações de quem quiser dizer poemas ou cantar.

Dádiva é um projecto de fusão e simbiose entre a poesia e a música, sobretudo em língua portuguesa: poemúsica, ou músipoesia, como preferirem. Iniciado em 2014, com Blandino Soares (voz, guitarra e concertina, entre outros instrumentos) e Luís Beirão (voz e teatralização poética), nasceu a partir do conceito de Dádiva, como preconizado nalguma poesia de Álvaro de Campos ou Gedeão, só para citar exemplos de poetas que abordaram esta temática transversal. Toda a arte é uma dádiva. Toda a vida é uma dádiva. Damo-nos uns aos outros. Damo-nos a tudo aquilo que fazemos. Damo-nos à vida e ao tempo, a todos os dias que passam, em última instância. A Dádiva é sempre completa (ou nos damos ou não nos damos) e ocorre, mesmo sem esperar nada em retorno. Ocorre porque sim, porque tem de ser. É uma inevitabilidade. E ao mesmo tempo é mágica. Torna-se quase num ritual. Ao mesmo tempo, é uma experiência trascendental. Todas as Dádivas começam por ser individuais (do indivíduo), mas por força da partilha, tornam-se plurais (do colectivo). Passa-se de uma música a um poema ou vice-versa, diz-se um poema com música, toca-se uma música com um poema, ambas as coisas ocorrem por cima ou por baixo uma da outra, em pano de fundo ou em realce, todas as escolhas e sequências casam umas com as outras, alterna-se entre a escolha espontânea e a planeada, entre a associação deliberada e a sugestão de uma miríade de associações possíveis... Uma Dádiva completa, em que quem se dá também recebe e em que quem recebe também acaba por dar. E na qual se pretende que todos se exponham, todos sejam sem disfarce, virgens de mal ou de bem, como dizia o Gedeão. Porque se o dar-se, o entregar-se, o descobrir-se e desflorar-se começam por ser do Luis e do Blandino, quer-se no final que possam ser de toda a gente...

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