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Meditação, a Liberdade Silenciosa, novo livro de Paulo Borges

Morada: Anfiteatro III da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
Publicado por: Portal da Literatura
Data: 26 Set, 2017
Hora: 19:00

Apresentação pelo Professor Carlos João Correia do novo livro de Paulo Borges, "Meditação, a Liberdade Silenciosa. Da mindfulness ao despertar da consciência" (Lisboa, Mahatma, 2017).

(no final do Colóquio "Mindfulness ou Despertar da Consciência? A meditação e a contemplação numa encruzilhada")

Sinopse:

Nunca fomos senão o espaço infinito onde continuamente surgem, se transformam e dissipam mundos, astros, céus, terras, seres vivos, coisas, acontecimentos, emoções, pensamentos, incluindo o de haver tudo isso... Nunca fomos senão o Infinito, a sua imensa paz e liberdade silenciosa. Mas imaginamo-nos distintos e separados, vemo-nos não como o espaço, mas como algo ou alguém no espaço. Somos muitos a fazê-lo e achamos isso evidente e normal. Estamos a dormir, sonhamos que estamos despertos e que o sonho é real. E isso torna-nos cativos na prisão que não há. A mais temível e a mais ridícula. Pois as suas únicas grades são as da mente que mente, que acredita cegamente nas suas alucinações e rejeita quem lhe diga o contrário, que os seus melhores sonhos cor-de-rosa e os seus mais temíveis pesadelos, tudo aquilo que a faz sentir-se tão real, não existem e nunca existiram.

O passarinho recusa admitir que não há gaiola fora do seu imaginar-se distinto da vastidão, como uma onda que se acreditasse separada do oceano. O passarinho recusa admitir que não há gaiola porque não há passarinho distinto do infinito e de todas as coisas. Ou então insiste em ver-se distinto e que isso não é uma gaiola, que isso é ser livre e que nisso pode e deve ser feliz. O passarinho não suporta que lhe digam que é livre e que sempre o foi. Mas livre de si, livre da gaiola de se ver algo ou alguém no espaço infinito, fechado na forma do corpo ou do pensamento.

O passarinho é a nossa mente, caros leitores, a meditação é um aspecto essencial da via para despertarmos disto e este é um livro sobre essa meditação e essa via. A meditação e a via que nos abrem os olhos para vermos que nunca fomos senão espaço livre e ilimitado, sem poleiros nem gaiolas. A meditação e a via que nos despertam do aconchego dos nossos sonhos. Não a meditação que nos mantém adormecidos na ficção de estarmos separados e que se limita a procurar tornar mais suportável, agradável ou rentável a nossa vida de prisioneiros inconscientes de sermos livres. Não a meditação que visa apenas acalmar a mente que mente, para que continue a mentir mais em paz. Não a meditação a que recorre o passarinho para se manter agarrado à ficção do bem-estar do poleiro e da gaiola.

Após O Coração da Vida. Visão, meditação, transformação integral (2015), um guia prático de meditação, este livro procura distinguir entre a meditação que desperta e a meditação que adormece, instrumentalizada e mercantilizada pela cultura dominante, a cultura do passarinho, do poleiro e da gaiola que não existem, mas que leva demasiado a sério a ficção de serem reais. Este livro conclui com a proposta de um programa prático para despertarmos de todos os nossos sonhos e regressarmos ao Infinito que desde sempre somos.

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