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Apresentação de «Carpe Diem, Nuvem de Françoise M.» de Adriana Crespo

Flâneur, Porto
10 Nov, 2017
18:30h

A Livraria Flâneur, a autora Adriana Crespo e a Edições Sem Nome têm o enorme gosto de vos convidar para a apresentação da obra Carpe Diem, Nuvem de Françoise M. a realizar-se no dia 10 de Novembro às 18.30h. A apresentação está a cargo de Pedro Eiras e de Rui Manuel Amaral.

Na linha das obras anteriores de Adriana Crespo, o pre­sente trabalho integra-se no projecto Zipling Zeppelin, que a autora tem vindo a construir desde 1991.
Trata-se de um ciclo de histórias, distintas ainda que relacionadas entre si, um pouco como os romances do ciclo arturiano ou as sagas de Tolkien. Aqui, porém, as pessoas que dão título e autoria a cada uma das obras participam nelas, como num drama. Tudo se passa como se se tra­tasse de uma gigantesca peça de teatro em que as perso­nagens, em vez de terem falas, escrevem livros — os li­vros dos seis autores-personagens:
F. de Riverday, Maria do Mar, Françoise M., Orlando I, António Pizarro e Artur B.
Este é porventura um modo outro, não pessoano, de «drama em gente». A heteronímia é aqui entendida como género literário. Pela mão de Françoise M., Adriana Crespo chega, dir-se-ia paradoxalmente, ao ponto de es­crever:Tu estás invisível no teu nome.
Carpe Diem está desenhado segundo uma espécie de revisitação-decalque da sextina camoniana “Foge-me pouco a pouco a curta vida”, poema onde as palavras-rima (vida, vivo, olhos, falo, passo, pena) se repetem ao longo das estrofes, mudando apenas de lugar na ordenação ri­mada da sua sequência.
Na presente obra, não se trata de decalque em analogia e alusão aos decalques mecânicos nos quais, por um mero efeito de transfer, se replica o mesmo numa superfície diferente. Como aqui se lê: Ver era um vento, um ciclone, uma tempestade. Ver é cami­nhar.
Ler este livro é um continuar e recomeçar permanentes do caudal, dir-se-ia infindável, desta escrita admirável. Talvez por isso, a autora nos advirta:
Não há ordem possível, não há numeração para estes li­vros. O conjunto não é uma sequência, não é uma ordem. Rede infinita, o conjunto é uma poeira.
Carpe Diem, Nuvem de Françoise M. é um convite irre­cusável a penetrar na teia-labyrintho de um universo fascinante.

Contamos com a vossa presença!

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