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José Luís Peixoto


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1974 - -

Biografia

Nasceu em 1974 em Galveias, concelho de Ponte de Sor. Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, foi professor do ensino secundário e é colaborador regular de vários jornais e revistas como o DNA (Diário de Notícias) e o Jornal de Letras, entre outros.

Em 2000, publicou a ficção Morreste-me e, logo a seguir, o romance Nenhum Olhar, que fez agitar o panorama literário português e foi finalista dos prémios da APE e do PEN Clube, acabando por ganhar o prémio José Saramago. Foram estes dois livros que, já traduzidos e publicados em quatro línguas e em negociação para várias outras, lhe garantiram o lugar que hoje ocupa como um dos jovens romancistas de maior destaque na Europa.

O livro de poesia A Criança em Ruínas, lançado em 2001 e com edições sucessivas, constitui um novo êxito de público e de crítica. Tendo representado Portugal em diversos eventos literários internacionais (Paris, Madrid, Frankfurt, Zagreb, entre outros), foi em 2002 o primeiro autor português convidado para a residência de escritores Ledig House em Nova Iorque.

Livros escritos por José Luís Peixoto

Em Teu Ventre (2015)

Galveias (2014)

Dentro do Segredo (2012)

A Mãe Que Chovia (2012)

Abraço (2011)

Livro (2010)

Gaveta de Papéis (2008)

Cemitério de Pianos (2007)

Cal (2007)

Hoje Não (2007)

Antídoto (2003)

A Casa, a Escuridão (2002)

Uma Casa na Escuridão (2002)

A Criança em Ruínas (2001)

Nenhum Olhar (2000)

Morreste-me (2000)

Vídeos de José Luís Peixoto



Comentários


A mostrar os últimos 20 comentários:

Jorge Almeida, 2009-06-29 22:22:30

A dor que deveras sente
Fernando Pessoa



Uma dor intensa, sofrida, imensa, omnipresente, em tudo se infiltrando, tudo usando como instrumento de tortura (“Tudo o que te sobreviveu me agride”). O que um filho sente quando perde um Pai.

Um texto espontâneo, pesado e verdadeiro. Três características tornam este livro notável no panorama literário português:

· A areligiosidade – num tema como a morte, a espiritualidade e a religião infiltram-se com facilidade e com frequência. José Luís Peixoto consegue abordar o tema sem recurso a crenças ou devoções, sem invocar a vida eterna. Sem essa esperança a morte torna-se mais definitiva, mais dura, mais real.



· A veracidade - quando alguém desaparece a tendência dos escritores do País é para o panegírico, para a evocação de qualidades sempre aumentadas, exageradas e amplificadas, que transformam o defunto naquilo que não era verdadeiramente. José Luís Peixoto não segue por esse caminho, o Pai que emerge do seu livro é uma pessoa de carne e osso, presente na educação dos filhos, mas frágil e indefeso perante a doença (“... e nós a vermos o sangue alastrar-te nas calças e no casaco de pijama. Pai que nunca te vi tão vulnerável, olhar de menino assuntado perdido a pedir ajuda. Pai, meu pequeno filho.”). Não é um herói inverosímil, mas tão só um ser humano que podemos identificar.



· A dignidade – aqui não há lugar para lamúrias, nem carpideiras, não há espaço para a pieguice, nem para a auto-vitimização, do tipo “porquê eu?”, “coitado de min”, que transmigra o foco da atenção do morto para o que chora, mas à custa da dignidade deste último. Aqui existe apenas a dor e a memória. Assumidas com verticalidade.

A ausência da religiosidade, o evitar do caracterização laudatória e a dignidade na adversidade, sem queixumes nem lamentos, afastam este livro da abordagem tradicional deste tema, e consagram este livro como uma obra maior da literatura contemporânea portuguesa.

A escrita flui num ritmo de choro digno, assumido, sentido. O texto poderia ser teatralizado, no que seria um monologo comovente.

Num país em que a edição literária aposta apenas nos filhos de família, que faz passar por escritores, e em que o único Nobel português vivo foi escorraçado para o estrangeiro, José Luís Peixoto teve, naturalmente, de recorrer à edição de autor para que o seu livros chegasse aos leitores. Ainda bem que o fez.

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