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Profanações



Sinopse

Giorgio Agamben assume os seus pecados: escreve sobre a literatura, a filosofia, a arte e o pensamento ocidentais em tom provocatório, desafiador e algumas vezes desdenhoso. Paralelamente, discorre com reverência sobre os mesmos assuntos. Entre as duas posturas paradoxais (ou talvez não) encontra-se um conhecimento profundo dos assuntos em causa.

 

Estas Profanações são, por isso, deambulações entre pilares e vanguardismos, que é o mesmo que dizer entre a Antiguidade e o mainstream. Escreve-se sobre Horácio com referências a Duchamp. Fala-se tão facilmente sobre Benjamin, Kafka e Proust, como sobre o Pinóquio, a Dulcineia de D. Quixote ou Júpiter. Entre Aristóteles e Orson Welles há reflexões sobre o poder da imagem (espoletada pela importância da fotografia), sobre o autor literário como génio, sobre o mito e a paródia, o Messias e as pornostars. Agamben reconhece o legado de Foucault e a sombra incontornável de Dostoievski. Sobre todos estes temas, contudo, insiste, desafiadoramente, em espalhar as brasas do elogio profanatório:

“Os juristas romanos sabiam perfeitamente o que significava «profanar». Sagradas ou religiosas eram as coisas que pertenciam, fosse qual fosse a forma, aos deuses. (...) E se consagrar (sacrare) era o termo que designava a retirada das coisas da esfera do direito humano, profanar significava, por oposição, restituí-las ao livre uso pelos homens.”

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