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Sinopse

De Profundis é uma longa carta escrita por Oscar Wilde na prisão de Reading ao seu amante Lord Alfred Douglas. Nela o homem que havia procurado o prazer estético inspirado nos clássicos gregos e o brilho social, tira consequências da sua descoberta de que o «segredo da vida é o sofrimento». Condenado num julgamento que desencadeou e sabia perdido, perseguido pelo escândalo, abandonado por amigos, Oscar Wilde revela a sua complexa personalidade. É um texto íntimo, um monólogo dramático que permaneceu singular numa obra repartida pelo ensaio, a poesia, o teatro, o romance e os diálogos ocasionais. Oscar Wilde tinha a «virtude do encanto» como afirmou Borges. Mas foi capaz de jogar «tragicamente com o seu destino». No seu voluntário exílio em Paris disse a Gide que quisera conhecer «o outro lado do jardim». Nascido em Dublin em 1854, Oscar Wilde morreu 46 anos depois no discreto Hôtel d’Alsace. Como escreveu Borges «a sua obra não envelheceu; podia ter sido escrita esta manhã».

Comentários


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Marcos Jansen , 20/03/2021 17:01

Uma preciosidade. Obra prima da literatura. As páginas às quais me refiro nesta sinopse são da edição da L&PM Editores S/A de 1998. ISBN: 85.254.0825-5. Com 193 páginas.
Observo que o livro não está organizado por capítulos pois foi escrito continuamente . É que o autor tinha acesso a poucas folhas de papel por dia e economizava de toda maneira ao escrever. É de impressionar como mantinha a coerência na escrita, pois todos os dias exigiam que devolvesse o que foi escrito para que obtivesse novas páginas. Além de escrever com letras miúdas tinha que guardar de memória todo o enredo para manter a continuidade da história. Algo que entendo ser dificílimo.
Há uma mudança substancial no rumo do documento de sua passagem pelo cárcere a partir da página 97. Ao escrever suas memórias na cadeia e vislumbrar seu passado descobre Deus, ou algo parecido, que desconhecia. Primeiro um Deus do sofrimento, ainda difuso que vai, num crescendo se misturando a todas as formas de arte até que na página 107 percebe que Deus é a união da "personalidade com a perfeição". Tal como nos movimentos de um concerto o tema é introduzido num "allegro" que nos envolve até nos levar num "andante" ou "largo" grandioso. Nos mostra seu Deus sobre o ponto de vista da arte, na visão do artista. Na página 121 assume Cristo com o "poder de dizer coisas maravilhosas" e, mais ainda "fazer com que as pessoas lhe dissessem coisas maravilhosas". Wilde mostra também, por diversas vezes, a importância da imaginação. Finalmente na página 126 aceita a doutrina de Cristo como a única verdadeira. Como pode ter mudado tanto? Teria sido uma espécie de lavagem cerebral? Fica posta a questão desta conversão do gênio Oscar Wilde.

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