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Notícias



Novidades Antígona para Setembro - Dezembro

05 Set, 2018

Conheça aqui as novidades da Antígona para os próximos meses.

Ociosas Reflexões de Um Ocioso
JEROME K. JEROME
tradução Paulo Faria
posfácio Júlio Henriques
24 de Setembro

Aquilo que os leitores de hoje pedem a um livro é que este edifique, instrua e anime. Este livro não seria capaz de animar um morto. Para ser honesto, não posso recomendá-lo nem afirmar que possui a mais pequena utilidade. Posso apenas sugerir que, quando se cansarem de ler «as melhores cem obras da história da literatura», peguem neste volume e o folheiem durante meia hora. Sempre será uma mudança.
Do autor do famoso livro Três Homens num Barco, a Antígona dá à estampa um conjunto de crónicas, publicado em 1886, de um dos grandes humoristas ingleses. Dedicados ao fiel cachimbo do escritor, estes textos para procrastinadores ferrenhos desmontam convenções edificadas pelo hábito e paradoxos do quotidiano. Entre divagações irónicas e lampejos de irreverência, o feliz rol de temas abarca a preguiça, a vaidade (essa «verdadeira força motriz da humanidade»), a neura, o estado do tempo e bebés (assunto no qual o autor diz ser mestre, principalmente por «já ter sido um deles»).


A Guerra das Salamandras
KAREL ČAPEK
tradução do checo Lumir Nahodil
24 de Setembro

Salamandras oprimidas de todo o mundo, uni-vos!
Tradução directa do checo da obra-prima de Karel Čapek (1890-1938), publicada em 1936, em plena ascensão do nazismo. Uma distopia de fino humor e uma sátira política que rivaliza pelo seu conteúdo visionário com 1984, de George Orwell, e Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley. Quando, ao largo da ilha de Tana Masa, descobre afáveis salamandras inteligentes, o capitão Jan van Toch está longe de imaginar que elas mudariam o destino da humanidade. Exploradas e escravizadas pelo homem, comidas e espezinhadas, as salamandras em breve se revoltam e reivindicam os seus direitos, aspirando a dominar o mundo.



O Tango de Satanás
LÁSZLÓ KRASZNAHORKAI
tradução do húngaro Ernesto Rodrigues
prefácio Rogério Casanova
22 de Outubro

Prémio Man Booker International 2015
Um livro inexorável e visionário de um mestre húngaro do apocalipse. | Susan Sontag
Intenso e instransigente. A universalidade da sua escrita rivaliza com a de Almas Mortas, de Gógol. | W. G. Sebald
Um dos livros mais assombrosos de László Krasznahorkai. Uma obra ímpar na literatura contemporânea. | New York Review of Books
N´O Tango de Satanás (1985), o primeiro livro do autor, uma pequena comunidade isolada e ao abandono na planície húngara, batida pelo vento e pela chuva incessante, confronta-se com o regresso do misterioso Irimiás – messias ou demónio, trapaceiro ou salvador da aldeia? –, que se julgava morto e que dividirá para conquistar. Coreografia da desolação e doloroso livro sobre esperanças e fracassos, O Tango de Satanás é uma meditação sobre a morte e a avareza, a imperfeição e a crença, sobre as histórias que contamos para sobreviver e para iludir.
Inédito em Portugal, László Krasznahorkai (n.1954) é um dos maiores escritores contemporâneos, traduzido em várias línguas e vencedor do Prémio Man Booker International. Estudou Direito e Literatura em Budapeste e foi editor nos anos 80, antes de se dedicar exclusivamente à escrita. A sua obra visionária, formada por romances, ficção breve e argumentos cinematográficos, é um ambicioso projecto, profundamente influenciado por Kafka e Beckett, que reflecte sobre a condição do homem na pós-modernidade. Trocou a Hungria comunista por Berlim, em 1987, e viajou pelo Japão, pela China e pela Mongólia, nos anos 90, década em que viveu em Nova Iorque, na casa de Allen Ginsberg, que o terá aconselhado quando escrevia Guerra e Guerra. Da sua fértil colaboração com o cineasta Béla Tarr, resultaram várias adaptações cinematográficas (O Tango de Satanás e As Harmonias de Werckmeister) e o argumento original d’O Cavalo de Turim.



O Ofício
SERGUEI DOVLATOV
tradução do russo Galina Mitrohovitch
prefácio Júlio Henriques
8 de Outubro

Sarcástico, proibido e exilado, Serguei Dovlatov é o pai da narrativa russa contemporânea. | Babelia
A sua voz é profundamente autêntica e universal. | Carta de Kurt Vonnegut a Serguei Dovlatov
Dovlatov não é só o escritor mais popular do último quarto de século na Rússia; é também o autor de algumas das melhores páginas que nos deu o século XX. | Guardian
Serguei Dovlatov (1941-1990) sempre foi um escritor em terra estranha. No radar da polícia secreta e impedido de publicar no seu país (ao menos que não lhe tirassem «o direito inalienável ao fracasso», dizia), fixou-se em Tallinn em 1974, onde foi jornalista, e exilou-se em Nova Iorque em 1978. Grande amigo de Joseph Brodsky (que o achava «um autor admirável, sobretudo por ter recusado a tradição trágica da literatura russa»), foi na Grande Maçã que publicou vários livros e, na New Yorker, contos com um humor cáustico e um estilo lacónico. Mestre do cepticismo irónico, soube como ninguém entender a literatura e a vida, como simbiose lúdica, e o absurdo da existência.
O Ofício não é um livro, mas dois: «O Livro Invisível» e «O Jornal Invisível». O primeiro é a crónica das andanças de um certo Dovlatov, que tudo faz para ser publicado no seu país, e um hilariante texto sobre os procedimentos absurdos da censura e a condição dos escritores em estados com uma burocracia kafkiana. O segundo narra a sua nova vida nos EUA e a tentativa não menos difícil de criar um jornal russo em Nova Iorque, o umbigo da liberdade e do capitalismo.



O Tacão de Ferro
JACK LONDON
tradução Inês Dias
prefácio Howard Zinn
posfácio Leon Trótski
5 de Novembro

Uma notável profecia da ascensão do fascismo. | George Orwell
O Tacão de Ferro (1908) é uma das principais distopias do século xx e viria a influenciar 1984, de George Orwell. É, em suma, a história da ascensão ao poder de uma ditadura oligárquica e fascista – o Tacão de Ferro – nos EUA, que subjugará a nação. Em forma de manuscrito escrito por Avis Everhard, mulher do cabecilha da resistência, e encontrado ao fim de setecentos anos pelo historiador Anthony Meredith, conserva toda a sua relevância hoje em dia. Esgotado há décadas em Portugal, O Tacão de Ferro, «clássico da revolta», é agora publicado numa nova tradução directamente do inglês e prefaciado por Howard Zinn.



GuerraCivilândia em Mau Declínio
GEORGE SAUNDERS
tradução Rogério Casanova
5 de Novembro

Depois de Pastoralia, em 2017, a Antígona edita o aclamado livro de estreia de George Saunders. GuerraCivilândia em Mau Declínio (1996), formado por seis contos e uma novela, publicados na New Yorker e na Harper’s, tem por tema a desumanização do homem submetido a trabalhos absurdos, quer em parques temáticos distópicos quer em mecas do consumo, mares citadinos onde vogam empreendedores ultraliberais e se afundam subalternos: em suma, uma América decadente, sem bóias de salvação nem redenção. Num tom desesperado e hilariante, a brilhante estreia de George Saunders estará em breve finalmente disponível em português, numa edição que inclui uma nota do autor sobre a génese do livro.



No Nevoeiro e Outros Contos
LEONID ANDREIEV
tradução do russo Nina Guerra e Filipe Guerra
19 de Novembro

Quero que os homens empalideçam de pavor ao ler-me, que os meus textos ajam sobre eles como ópio, como um pesadelo, que os façam perder a razão…
Génio louco, ser revoltado e místico, Leonid Andreiev (1871-1919) é um dos autores mais importantes da literatura russa. Anticzarista e antibolchevique, homem de exílios frequentes, legou-nos uma obra monumental pautada pela indignação e pela paixão pela verdade. Intitulava-se um apóstolo da auto-aniquilação, e versou como ninguém o caos do mundo e a loucura e as tragédias do seu semelhante. A presente colectânea reúne os contos «No Nevoeiro», «O Governador», «Judas Iscariotes», «Os Fantasmas» e «As Trevas».



A Sociedade contra o Estado
PIERRE CLASTRES
tradução Manuel de Freitas
10 de Setembro

Monumento incontornável do pensamento anarquista e antropológico, e a obra mais famosa de Pierre Clastres, A Sociedade contra o Estado (1974) reúne artigos escritos no seio de uma intensa convivência com tribos índias sul-americanas nos anos 60 e 70. Nestes estudos que inspiraram libertários de todo o mundo, tecem-se duras críticas ao etnocentrismo do Ocidente, desfazendo-se o mito de que a história tem um sentido único e de que qualquer sociedade está condenada a percorrer as etapas que vão da selvajaria à civilização. Uma brilhante análise e redefinição da natureza do poder e um dos grandes textos da antropologia política.



Modos de Ver
JOHN BERGER
tradução e posfácio Jorge Leandro Rosa
22 de Outubro

A obra mais famosa de John Berger, publicada originalmente em 1972, agora com uma nova tradução portuguesa. Um dos livros mais estimulantes e influentes da história da arte e um clássico baseado na série homónima da BBC, que influenciaria gerações de artistas e historiadores de arte, analisando a relação entre cultura e política.



Entretanto
JOHN BERGER
tradução e prefácio Júlio Henriques
22 de Outubro

Breve ensaio, lúcido e cristalino, sobre o mundo contemporâneo neoliberal e uma denúncia da forma como o poder transforma o planeta na prisão invisível em que todos nos movemos. Entretanto é uma reflexão sobre a crescente ausência de liberdade nas sociedades ocidentais, em que as aparentes cores da liberdade encerram o cinzentismo das tiranias. Um dos ensaios favoritos do próprio autor.



As Bênçãos da Civilização
(título prov.)
MARK TWAIN
tradução Luís Leitão
prefácio e notas Fernando Gonçalves
19 de Novembro

Uma selecção que revela Mark Twain como o cronista da desonra americana, fiel a ideais pacifistas e anticolonialistas. Estes ferozes textos contra a guerra, o imperialismo e o racismo, escritos entre 1870 e 1908, abordam tanto infâmias dos EUA (Cuba arrancada aos Espanhóis, a segregação de chineses na Califórnia, o linchamento de negros no Sul) como as tiranias no globo. Uma denúncia de imperialismos hipócritas, com a perfurante ironia de Mark Twain, em linhas de uma assombrosa actualidade.

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