Loading...

Poema e Poesia de José Régio

Cultura
José Régio

Sabedoria

Desde que tudo me cansa, 
Comecei eu a viver. 
Comecei a viver sem esperança... 
E venha a morte quando 
Deus quiser. 

Dantes, ou muito ou pouco, 
Sempre esperara: 
Às vezes, tanto, que o meu sonho louco 
Voava das estrelas à mais rara; 
Outras, tão pouco, 
Que ninguém mais com tal se conformara. 

Hoje, é que nada espero. 
Para quê, esperar? 
Sei que já nada é meu senão se o não tiver; 
Se quero, é só enquanto apenas quero; 
Só de longe, e secreto, é que inda posso amar. . . 
E venha a morte quando Deus quiser. 

Mas, com isto, que têm as estrelas? 
Continuam brilhando, altas e belas. 

José Régio, in 'Poemas de Deus e do Diabo'

Voltar

Top 10 de vendas

Novidades

Questão

Qual a secção do Portal da Literatura de que mais gosta?

Livros 46.91 %
Poesia 17.53 %
Também Escrevo 13.40 %
Escritores 10.31 %
Pensamentos 4.12 %
Adivinhas 2.58 %
Editoras 2.06 %
Provérbios 2.06 %
Vídeos 1.03 %

194 voto(s) até ao momento

Para poder votar é necessário estar registado no Portal da Literatura.
Registe-se

Este website contém 2910 autores e 7043 obras.

Subscreva a Newsletter do Portal da Literatura

E recebe os destaques e as novidades no seu email.