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Novidades Âncora Editora
Conheça aqui as principais novidades da Âncora Editora.
Fernão Mendes Pinto e a sua Peregrinação – adaptada em banda desenhada
Autor: José Ruy
ISBN: 978 972 780 496 2
Código: 8035
Colecção: Banda Desenhada
N.º páginas: 52
4.ª Edição: Julho de 2015
Sinopse: FERNÃO MENDES PINTO – Nasceu em Montemor o-Velho, em 1510. Durante 21 anos efectuou uma aventurosa viagem pelo Oriente, vindo a escrever a Peregrinação entre 1570 e 1578, no Pragal, em Almada. Em 1614 foi postumamente publicada, com cortes feitos pela censura de então. Na capa dessa primeira edição, impressa em Lisboa, pode ler-se:
«PEREGRINAÇÃO
de Fernão Mendes Pinto
Em que dá conta de muitas e muito estranhas coisas que viu e ouviu no reino da China, no da Tartária, no do Somau que vulgarmente se chama Sião, no do Calaminhão, no Pegú, no de Martavão, e em outros e muitos reinos e senhorios das partes orientais, de que nestas nossas do ocidente há muito pouca ou nenhuma noticia.
E também dá conta de muitos casos particulares que aconteceram assim a ele como a outras muitas pessoas; e no fim dela trata brevemente de algumas coisas e da morte do Santo Padre Mestre Francisco Xavier, única luz e resplendor daquelas partes do Oriente e nelas Reitor Universal da Companhia de Jesus».
A PEREGRINAÇÃO, de Fernão Mendes Pinto, é uma das obras-primas da literatura portuguesa do final do século xvi, excelentemente adaptada por José Ruy para banda desenhada e agora reeditada na comemoração dos 400 anos da sua publicação.
José Ruy nasceu na Amadora em Maio de 1930. Cursou Artes Gráficas na Escola António Arroio, onde foi discípulo do Mestre Rodrigues Alves, e frequentou habilitação a Belas Artes.
Iniciou-se como autor de textos e desenhos com 14 anos, tendo publicado 79 álbuns, 48 dos quais em banda desenhada, com destaque para Os Lusíadas, Aristides de Sousa Mendes, Humberto Delgado e História da Amadora, e também em língua mirandesa, Ls Lusíadas, João de Deus e Mirandés.
Tem colaborado em diversos jornais e revistas, nomeadamente em O Cavaleiro Andante e Selecções BD. Editou e dirigiu a 2.ª série do jornal O Mosquito.
O rigor na investigação e a qualidade dos seus trabalhos têm sido apreciados de norte a sul do país, com múltiplas homenagens e a atribuição de 25 prémios.
Expôs com sucesso em vários países da Europa, na China, no Japão e no Brasil.
Primeiro autor a ser galardoado com o Prémio de Honra do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, em 1990. No ano seguinte foi distinguido com a Medalha Municipal de Ouro de Mérito e Dedicação da sua cidade natal, onde o seu nome foi atribuído a uma escola e a uma avenida.
Seis dos seus livros, publicados na Âncora Editora, são recomendados pelo Plano Nacional de Leitura:
João de Deus, A Magia das Letras
Aristides de Sousa Mendes – Herói do Holocausto
Os Lusíadas
Humberto Delgado - O General sem Medo
Mirandés - Stória Dua Lhéngua i Dun Pobo (Col. Banda zenhada)
Pêro da Covilhã e a misteriosa viagem
L’Eiternidade de las Yerbas | A Eternidade das Ervas – Poemas (E)scolhidos
Autores: Fracisco Niebro | Manuol Bandarra (Augarielhas)
ISBN: 978 972 780 507 5
Código: 19024
Colecção: Álbuns
N.º páginas: 86
1.ª Edição: Julho de 2015
Sinopse: L’Eiternidade de las Yerbas | A Eternidade das Ervas, escrito em Português e Mirandês, foi um desejo de Amadeu Ferreira, com uma selecção de textos feita por si, entre as obras publicadas e inéditas, de Fracisco Niebro.
Os amigos fizeram algumas traduções em falta, e a organização dos textos, assim como das aguarelas que o seu irmão Manuol Bandarra fez para este livro, ficaram a cargo do filho de Amadeu Ferreira.
Amadeu Ferreira (1950-2015, Sendim, Miranda do Douro), jurista, autor e tradutor de uma vasta obra em português e em mirandês (também com os pseudónimos de Fracisco Niebro, Marcus Miranda e Fonso Roixo), segunda língua oficial de Portugal, reconhecida há 15 anos pela lei 7/99 de 29 de Janeiro, foi um dos principais responsáveis pelo reconhecimento e divulgação da língua mirandesa.
Traduziu para a língua mirandesa obras como Os Quatro Evangelhos, Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões, Mensagem, de Fernando Pessoa, dois volumes de Astérix, e obras de Horácio, Vergílio e Catulo, entre muitos outros. Foi, além disso, colaborador, sobretudo em mirandês, de diversos meios de comunicação social, nomeadamente do Jornal Nordeste, do Mensageiro de Bragança, do Diário de Trás-os-Montes, do Público e da rádio MirandumFM e publicou mais de três mil textos, quase exclusivamente literários, em blogues como Fuontes de l Aire, Cumo Quien Bai de Camino e Froles Mirandesas.
Deixou-nos obras científicas e literárias, em poesia e em prosa. Entre muitas outras, publicou, na área do Direito, Homicídio Preveligiado e Direito dos Valores Mobiliários; em poesia, Cebadeiros; e em prosa, Cuntas de Tiu Jouquin.
Na Âncora Editora publicou as traduções para a língua mirandesa de Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões, e uma edição comemorativa dos 25 anos da adaptação daquela obra para banda desenhada por José Ruy, com quem também colaborou no álbum Mirandês – História de uma Língua e de um Povo, e correspondente versão em mirandês. É autor de La Bouba de la Tenerie / Tempo de Fogo, primeiro romance publicado simultaneamente em mirandês e português, e das obras Norteando, com fotografias de Luís Borges; Ars Vivendi Ars Moriendi (poesia); Lhéngua Mirandesa – Manifesto an Modo de Hino / Língua Mirandesa – Manifesto em Forma de Hino; Ditos Dezideiros – Provérbios Mirandeses; e Belheç / Velhice.
Foi vice-presidente da Associaçon de la Lhéngua i Cultura Mirandesa, presidente da Academia de Letras de Trás-os-Montes, vice-presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), professor convidado na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, Membro do Conselho Geral do instituto Politécnico de Bragança e, desde 2004, comendador da Ordem do Mérito da República Portuguesa.
Manuol Bandarra, pseudónimo de Manuel do Nascimento Ferreira, nasceu em 1954, Sendim, Miranda do Douro.
Foi professor de Educação Visual no Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro.
Fez muitas exposições de pintura, tendo as últimas sido em: 2012, Bragança e Sendim; 2013, Miranda do Douro, Macedo de Cavaleiros, e Cogula, Trancoso; e 2014, Miranda do Douro.
As suas pinturas e desenhos embelezam vários livros escritos em mirandês.
Arrecadou, duas vezes, o segundo prémio do Concurso de Pintura “Mascararte”, da Câmara Municipal de Bragança.
Que é feito do Pastor João?
Autor: Mário Correia
ISBN: 978 972 780 510 5
Código: 16059
Colecção: Holograma
N.º páginas: 94
1.ª Edição: Agosto de 2015
Sinopse: Que é feito do Pastor João? é uma Novela histórica cuja acção decorre em 1941 em terras de Mogadouro, Freixo de Espada à Cinta e Torre de Moncorvo, baseada em factos verídicos.
«Não, não! Nunca mais soubemos nada dele. Nadinha! Também, sem família nem ninguém mais chegado a ele, quem é que se ia importar mais com o que lhe aconteceu? Cá na aldeia, nos primeiros dias ainda se foi falando no assunto mas passado pouco tempo já ninguém se lembrava mais disso. Se a gente fosse andar sempre a falar do que se passa!... A vida continua, não é? Mas olhe bem para o que lhe digo: o pastor João meteu-se nalguma! De certeza! Então ia lá desaparecer assim sem mais nem menos, sem motivo nenhum?! De um dia para o outro, zás!, desaparecia sem deixar rastro! Nah! Não me fio! Pode escrever aí: meteu-se nalguma alhada! Sabe: puseram para aí a correr que ele terá caído nalguma fraga e que a bicharada já lhe terá comido a carne! Nah! Eu cá não acredito: conhecedor como ele era daquelas canadas e ladeiras havia lá fraga que o atraiçoasse! Sim, sim, bem sei que tem para lá uns poços do inferno, mas ele era listo e nessas não se metia. Isto é o que se dizia, fique vossemecê a saber. Mas deixe que lhe pergunte: vai mesmo escrever um livro sobre a vida do pastor João?! Não sei o que é que tem de contar mas vossemecê é que sabe!...»
Mário Correia (Praia da Granja, 1952) iniciou em 1970 o seu percurso de crítico e divulgador das músicas tradicionais e populares, bem como de expressão folk e étnica, na revista MC-Mundo da Canção (criada em 1969), da qual chegou a exercer o cargo de director entre 1976 e Abril de 1998.
Como divulgador da música tradicional e popular portuguesa, assim como das suas congéneres europeias e latino-americanas, publicou numerosos artigos em jornais nacionais e revistas, quer nacionais quer estrangeiras. Realizou, também, durante cerca de cinco anos, alguns programas de rádio (RCP/Porto, RDP-Antena 1 e Rádio Nova-Porto/RCP-Lisboa).
Entre 1990 e 1998 integrou a equipa responsável pelo Festival Intercéltico do Porto e, desde 2000, realiza o Festival Intercéltico de Sendim, integrado nas actividades do Centro de Música Tradicional Sons da Terra, fundado em 2001 e com sede em Sendim (Miranda do Douro), com um catálogo de edições de recolhas musicais da tradição oral portuguesa que já ultrapassa uma centena e meia de títulos publicados.
Investigador na qualidade de membro colaborador do IELT (Instituto de Estudos de Literatura Tradicional) da Universidade Nova de Lisboa, tem vindo a publicar, regularmente, várias obras consagradas às temáticas musicais. Membro da Academia de Letras de Trás-os-Montes e vice-presidente da Associaçon de la Lhéngua i Cultura Mirandesa.
Foram-lhe atribuídos os seguintes prémios: XII Prémio Europeu de Folklore Agapito Marazuela (2007 – Segovia, Espanha) e Chosco de Oro (2010 – Navelgas, Astúrias). No ano de 2012 o Governo de Portugal concedeu-lhe a Medalha de Mérito Cultural.
A Alma da Gaita-de-Foles Mirandesa – Palhetas e Palhões
Autor: Henrique Fernandes
ISBN: 978 972 780 511 2
Código: 4022
Colecção: Raízes
N.º páginas: 54
1.ª Edição: Agosto de 2015
Sinopse: A Alma da Gaita-de-Foles Mirandesa reúne, num só livro, todo o processo de construção, manutenção e informação da palheta, e do palhão, artefactos nobres que dão vida e beleza à gaita-de-foles.
Esta obra resulta das vivências do autor, através do contacto com a gaita-de-foles, da sua enorme paixão por este instrumento, do conhecimento adquirido com os antigos gaiteiros (Planalto Mirandês, Minho, Estremadura, Castela e Leão, e Galiza), e, em grande parte, da procura incessante de novos conhecimentos para apurar a técnica da feitura daquilo que nos faz identificar o inigualável som da gaita-de-foles.
Com este livro, o autor pretende manter viva a memória do presente, para serventia do futuro, deste instrumento secular, tão actual e apreciado nos nossos dias.
Henrique de Jesus Fernandes nasceu a 19 de Julho de 1970, em Fontainebleau, França.
Militar de carreira, frequentou o Curso de Engenharia Electrotécnica no Instituto Superior Técnico de Lisboa. Fez a sua formação musical, tendo como base o instrumento de flauta transversal, no Conservatório de Música de Vila Real, onde viria a dar aulas de curso livre de gaita-de-foles.
Fundou o Grupo de Música Tradicional Mirandesa, Lenga Lenga – Gaiteiros de Sendim.
Descendente, em quinta geração, da família mais antiga de Gaiteiros Tradicionais da Terra de Miranda, mantém-se fiel às técnicas de digitação desenvolvidas pelos seus antecedentes que, transversais a três séculos, perduram desde 1865 até aos dias de hoje.
Frequentou vários cursos de construção de palhetas para gaitas-de-foles galegas, fagote e oboé, tornando-se, assim, o único português a construir, no seu país, palhetas/palhões para gaitas-de-foles mirandesas bem como outros modelos usuais.
Gaiteiro conceituado em terras de Miranda, tem a peculiaridade de já ter tocado com quase todos os grupos de pauliteiros dos três concelhos – Miranda do Douro, Mogadouro e Miranda, que formam, geograficamente, o Planalto Mirandês.
O Advogado de Roma
Autor: António Loja
ISBN: 978 972 780 512 9
Código: 16060
Colecção: Holograma
N.º páginas: 174
1.ª Edição: Setembro de 2015
Sinopse: Júnio Graco, advogado, é um cidadão de firmes convicções republicanas, na tradição dos seus antepassados Tibério e Caio Graco, ambos sacrificados nas Guerras Sociais de que resultara uma Roma diferente, agora governada por imperadores que instauram uma governação sanguinária e ditatorial, estendendo-se a todos os territórios conquistados, que se alargam muito para além do Mediterrâneo (o Mare Nostrum).
Enquanto Imperador, Tibério decide eliminar Júnio Graco convidando-o a conduzir na Palestina uma inquirição aos actos governativos de Pôncio Pilatos, sobretudo a crucificação de Jesus Cristo, que se apresenta aos judeus como um novo Messias, propondo uma religião diferente que pode pôr em causa o domínio romano no estratégico Mediterrâneo Oriental.
O advogado aceita a missão, que se estende pela Palestina, Síria, Nabateia, Chipre e Egipto, locais onde a nova religião cristã cresce pela acção dos apóstolos.
Júnio Graco e o Imperador Tibério têm diferentes visões do mundo romano e do futuro. Entre o advogado idealista e o imperador ambicioso o choque é inevitável.
Quando Júnio apresenta a Tibério o relatório da sua missão, o imperador decide acusá-lo de alta traição mas Júnio, conhecedor das leis da Cidade Eterna que ainda subsistem, desafia-o para um julgamento feito pelo Senado, perante o povo romano, para o efeito convocado e reunido no Fórum.
António Loja nasceu no Funchal, em 1934.
É licenciado em Ciências Históricas e Filosóficas, e em Ciências Pedagógicas, pela Universidade de Coimbra.
Em 1966, é chamado pela terceira vez a prestar serviço militar obrigatório, tendo sido destacado para a então colónia da Guiné, no comando duma companhia de Infantaria, onde permaneceu dois anos.
Após o seu regresso, participou na acção política, candidatando-se numa lista de Oposição Democrática pelo círculo do Funchal, nas “eleições” de 1969.
Foi nomeado Presidente da Comissão Administrativa da Junta Geral do Funchal, após o 25 de Abril de 1974, cargo do qual se demitiu em 1975, na perspectiva de uma nomeação baseada nos resultados eleitorais.
Foi deputado à Assembleia da República, entre 1976 e 1979, e à Assembleia Regional da Madeira entre 1980 e 1984.
Foi professor do ensino secundário entre 1972 e 2000, data em que se aposentou, com interrupções decorrentes do exercício de cargos políticos.
Editou e dirigiu a publicação de duas revistas: Atlântico e Arquipélago.
Publicou duas obras de investigação histórica: A Luta do Poder contra a Maçonaria e Crónica de uma Revolução – A Madeira na Revolução Liberal (Colecção Funchal 500 anos).
Relatando a sua experiência na guerra colonial, publicou As Ausências de Deus.
Na ficção, tem publicado: Como um Rio Invisível; Regressos (2 volumes) e Às Cinco da Tarde.
Analista de Interiores …Misteriosidade
Autor: Jaime Milheiro
ISBN: 978 972 780 513 6
Código: 9036
Colecção: Ágora
N.º páginas: 270
1.ª Edição: Setembro de 2015
Sinopse: Analista de Interiores é um conjunto de ensaios sobre o funcionamento dos seres humanos nalguns temas essenciais.
Misteriosidade é um conceito pessoal do autor e será uma faceta absolutamente determinante na construção da subjectividade de cada um. Suporte das suas perspectivas de vida e dos seus sentimentos de liberdade interior, antecedendo a religiosidade e as religiões que nela se sentam e socialmente a aproveitam, ninguém dela poderá abstrair-se (No Marulhar Compulsivo), sob pena de não sobrevivência.
Apresentam-se alguns ensaios sobre as organizações subjectivas da mudança (Na Debulha Primitiva), outros sobre a indispensabilidade das expressões culturais (Para que Servem os Intelectuais), outros ainda sobre a interrogação analítica dalgumas dessas expressões (Entrevistas).
Jaime Milheiro (Vila Nova de Gaia, 1935), psiquiatra e psicanalista, fez a sua preparação no Porto, Lisboa e Paris.
Numa carreira de 44 anos, bateu-se ininterruptamente pela humanização do doente e pela valorização dos factores psicossociais na Saúde Mental das pessoas e das comunidades. Disso fez o grande desígnio da sua vida profissional.
Fundou o Centro de Saúde Mental de Vila Nova de Gaia num registo de Psiquiatria Comunitária.
Fundou o Instituto de Psicanálise do Porto.
Escreveu dezenas de artigos científicos e centenas de artigos de opinião em revistas, livros colectivos e jornais.
Publicou até agora nove livros, numa progressiva reflexão sobre o funcionamento dos seres humanos. Aos temas da saúde e doença, sofrimento e psicossomática,sexualidade e comportamento, tem acrescentado, nos últimos anos, ensaios e conceptualizações sobre o que chama de misteriosidade, religiosidade e religião.
Foi agraciado, em 2006, com a Medalha de Ouro do Ministério da Saúde e a Medalha de Ouro do Município da sua cidade natal.
O PAIGC perante o dilema Cabo-Verdiano [1959-1974]
Autor: José Augusto Pereira
ISBN: 978-989-8465-23-8
Código: ALIV110
N.º páginas: 284
Edição: Julho de 2015
Distribuição: Âncora Editora
Sinopse: O PAIGC – Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde – conduziu, na Guiné, um processo de mobilização popular e de luta armada que desembocou na proclamação unilateral da independência a 24 de Setembro de 1973.
Cabo Verde veria confirmada a sua independência no decurso de uma cerimónia de transferência de poderes a 5 de Julho de 1975, na sequência de meses de negociações e agitação política na qual o PAIGC assumiu papel preponderante.
Um percurso similar ao da Guiné tinha sido idealizado por Amílcar Cabral em relação a Cabo Verde. Sob o signo da divisa Unidade e Luta, esboçaram-se planos, enviaram-se quadros políticos para o arquipélago e garantiu-se preparação militar tendo o desembarque no arquipélago como horizonte.
Este será o tópico central desta obra que procurará lançar um olhar sobre as dificuldades tremendas, quiçá intransponíveis, que se ergueram a este desiderato. Estamos, em suma, perante uma das faces do dilema cabo-verdiano, cujos contornos tornam-se mais marcados ante a impaciência manifestada por alguns militantes cabo-verdianos que não hesitaram em responsabilizar a direcção pelos escassos avanços registados pelos nacionalistas nas ilhas. Um sentimento de mal estar a que se soma a contestação, cada dia mais notória, protagonizada por sectores da ala guineense, que punham em causa o projecto de unidade Guiné˗Cabo Verde e a própria autoridade do secretário-geral do PAIGC.
José Augusto Pereira nasceu na Nazaré em 1977. Filho de pai são-tomense e mãe cabo-verdiana licenciou-se em história pela Universidade de Coimbra em 1999 e obteve o grau de mestre em história dos séculos XIX e XX pela Universidade de Lisboa em 2009.
A tese então defendida, O PAIGC perante o dilema cabo-verdiano, foi distinguida com uma menção honrosa atribuída pelo júri do Prémio de História Contemporânea Victor de Sá, instituído pelo Conselho Cultural da Universidade do Minho, em 2010.