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Poema e Poesia de José Carlos Ary dos Santos

Poeta é certo mas de cetineta 
fulgurante de mais para alguns olhos 
bom artesão na arte da proveta 
marciso de lombardas e repolhos. 

Cozido à portuguesa mais as carnes 
suculentas da auto-importância 
com toicinho e talento ambas partes 
do meu caldo entornado na infância. 

Nos olhos uma folha de hortelã 
que é verde como a esperança que amanhã 
amanheça de vez a desventura. 

Poeta de combate disparate 
palavrão de machão no escaparate 
porém morrendo aos poucos de ternura. 

em 'Fotosgrafias'

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