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Poema e Poesia de Vitorino Nemésio

Amor
Vitorino Nemésio

Quando Toda és Terra a Terra

Marga, teu busto tufa, 
Dois gomos e véus de ilhal 
Palpitam palmo de gente 
Nesse tefe-tefe igual 
E há qualquer coisa de ardente 
Que se endireita e que rufa 
Nem tambor a general. 

Marga, teu peitinho estringes, 
Toca a quebrados na praça 
De armas que empunham rapazes 
De guarda a uma egípcia esfinge, 
E um vento de guerra passa 
E o pau da bandeira ringe 
Antes de fazer as pazes. 

Marga, que deusa de guerra, 
A Miosótis se interpôs 
Quando toda és terra a terra 
Cálice de rododendro 
Zango nunca em ti se pôs 
Em estames senão tremendo... 

Em "Caderno de Caligraphia e outros Poemas a Marga"

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