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Notícias



Novidades das Edições Colibri para Janeiro

18 Jan, 2013

Conheça aqui as novidades das Edições Colibri em Janeiro. Faces de Eva – Estudos sobre a Mulher de Zília Osório de Castro; Diário de Bordo – Aspectos do Pensamento Contemporâneo de Christopher Damien Auretta; Erotismo e Sexualidade no Antigo Egito de Luís Manuel de Araújo; Escolas de Formação de Professores em Portugal de Joaquim Pintassilgo.

Faces de Eva – Estudos sobre a Mulher
Zília Osório de Castro

Desde a primeira hora que o objectivo de Faces de Eva tem sido dar visibilidade às mulheres, pretendendo quea memória se torne História. É neste sentido que aqui relembramos, mais uma vez, Carolina Beatriz Ângelo quando se completam cem anos da data da sua morte. Não se pode esquecer que depois de ter conseguido que lhe fosse reconhecido o direito de voto, votou na eleição de deputados para a primeira Assembleia Constituinte da República Portuguesa. (…)
É este o grande desafio da história das mulheres. Tendo sido socialmente silenciadas e invisibilizadas difícil se torna encontrar traços da sua presença, mas elas estiveram presentes na sociedade em que viveram. Só conhecendo-as a conhecemos. Só conhecendo-as conhecemos a História do devir humano, na complexidade da sua realidade histórica. As mulheres, tal como os homens, ao participarem na sociedade, marcaram-na com a sua presença o que torna evidente que a noção de sociedade depende do lugar que se reconhece às mulheres como seus membros. Se é certo que sem igualdade de género não existe democracia, é igualmente verdade que sem a sua presença a História não existe no seu significado global.

 

Diário de Bordo – Aspectos do Pensamento Contemporâneo
Christopher Damien Auretta

Este diário de bordo representa algo menos e algo mais do que uma disciplina. É algo menos do que uma disciplina completa porque o mapa da contemporaneidade é de uma complexidade em dinâmica e contínua evolução; limitamo-nos aqui, portanto, a assinalar alguns aspectos salientes. Além disso, recorde-se que uma área de indagação oriunda do âmbito das ciências sociais e humanas – como esta área de aspectos do pensamento contemporâneo – obedece à seguinte lei intrínseca: a construção de um saber para o exterior (o indivíduo, a comunidade, a sociedade, o mundo) e a elucidação do sujeito que realiza essa construção são actos correlatos e coevos. É algo mais porque a aprendizagem não se restringe, nem a um programa, nem a objectivos pré-fixados e previsíveis. Aprender é a consubstanciação do próprio drama de existir.
Um curso universitário é, desde sempre e também, um percurso vital. Assim, visite-se este volume ao modo de um mapa que convida a um espírito de itinerância aberta e de auto-descoberta. Nesta vida, cada leitor/a deve descobrir em si a sua própria bússola.
Derradeira nota: pensar, tal como amar, pede um acto de entrega.

 

Erotismo e Sexualidade no Antigo Egito
Luís Manuel de Araújo

Ainda hoje se mantém atual a frase que há cerca de vinte anos nos tinha despertado o interesse pelo tema que neste volume se apresenta com um novo título: «A análise do comportamento sexual dos antigos Egípcios e das suas reações mentais em relação à união carnal está por fazer» – escrevia, há algum tempo, o muito apreciado egiptólogo francês Jean Yoyotte (1927-2009).
Tal análise continuará entretanto à espera de investigador afoito, atendendo a que esta série de estudos reunidos neste volu-me mais não pretende que evocar certos aspetos e particularidades relacionados com o erotismo egípcio no seu precoce revestimento demiúrgico (e, como tal, sagrado) e o erotismo de timbre profilá-tico, salientando-se alguns motivos erotizantes e claramente mais porno-concupiscentes, em especial os que podem ser assinalados em acervos egiptológicos existentes em Portugal.

 

Escolas de Formação de Professores em Portugal
Joaquim Pintassilgo

Este livro representa o principal produto de um projeto de investigação, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), dedicado ao estudo, numa perspetiva histórica e para o caso português, das escolas de formação de professores para o tradicionalmente designado ensino primário. Inicialmente conhecidas por Escolas Normais Primárias, essas instituições passaram, em 1930, a denominar-se Escolas do Magistério Primário. Vieram a ser extintas, já em plena democracia, na segunda metade dos anos 80, vindo o lugar até aí por elas ocupado a ser preenchido pelas Escolas Superiores de Educação. Uma vez que a primeira Escola Normal a ser inaugurada foi a masculina de Marvila (Lisboa), em 1862, o estudo percorre um período de cerca de 125 anos. O projeto foi iniciado em 2010 e teve a duração de 3 anos. Da equipa fizeram parte 18 investigadores de várias universidades e de outras instituições espalhadas pelo país. A coordenação esteve a cargo de Joaquim Pintassilgo do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Pretendeu-se pesquisar um conjunto, regionalmente diversificado, de escolas de formação de professores, trabalho esse conducente à elaboração de monografias históricas sobre cada uma dessas escolas. Tendo em conta a composição da equipa e a importância relativa das instituições, foram, para o efeito, selecionadas nove cidades: Braga, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Faro, Funchal, Lisboa, Portalegre e Porto.

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