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Notícias



Novidades editoriais da Leya Maio

29 Abr, 2013

Novidades editoriais da Leya para o mês de Maio, entre elas, Viagens e Outras Viagens, de Antonio Tabucchi (D. Quixote), A Criação do Mundo, de Miguel Torga (D. Quixote), A Última Canção da Noite, de Francisco Camacho (D. Quixote), Que Importa a Fúria do Mar, de Ana Margarida de Carvalho (Teorema), O Retrato da Mãe de Hitler, de Domingos Amaral (Casa das Letras), Fala-lhes de Batalhas, de Reis e de Elefantes, de Mathias Énard.

Viagens e Outras Viagens
Antonio Tabucchi
D. QUIXOTE

“Sou um viajante que nunca fez viagens para escrever sobre elas, o que sempre me pareceu estúpido. Seria como se alguém quisesse apaixonar-se para escrever um livro sobre amor.”

Mas é verdade que Antonio Tabucchi viajou muito. E que escreveu sobre as suas viagens. Textos com destinos diversos e até agora inevitavelmente dispersos. Este livro inverte essa tendência: convoca os lugares visitados e revistados reunindo-os numa obra muito especial em que, sobre o mapa do mundo, se desdobram as vastas leituras que anteciparam, provocaram e sempre acompanharam as viagens.

E assim vemos Antonio Tabucchi sentado no pedestal da estátua do abade Faria em Goa; diante do templo de Poseidon no cabo Sunion, na Grécia; no “cemitério marinho” de Sète, no Languedoque. E aí, com ele, partilhamos as reminiscências d’O Conde de Monte Cristo, os versos de Sophia de Mello Breyner, o “mar que se repete” de Paul Valéry.

Livro inédito em Portugal.

Nas livrarias a 13 de Maio.

 

A Criação do Mundo
Miguel Torga
D. QUIXOTE

Romance autobiográfico dividido em seis dias, A Criação do Mundo, agora reeditado numa edição revista, com nova capa, foi publicado em cinco volumes, entre 1937 e 1981. «O Quarto Dia», um dos poucos testemunhos da Guerra Civil de Espanha publicados em Portugal durante o conflito, foi apreendido pela polícia política e levou Miguel Torga às cadeias de Salazar.

Nas livrarias a 27 de Maio.

 

A Última Canção da Noite
Francisco Camacho
D. QUIXOTE

Jack Novak – o conceituado guitarrista dos Bitters que há muito conquistou o respeito das elites e o coração das massas – desaparece misteriosamente durante uma digressão da banda pela Europa de Leste, numa madrugada pródiga em estranhos acontecimentos. O incidente dá, por isso, origem a uma onda de especulações e deixa uma multidão de fãs na expectativa de uma verdade que, todavia, tarda em chegar. Um desses admiradores é o português David Almodôvar, crítico de música desempregado e caído em desgraça, que atravessa uma crise existencial e tem um desafio quase impossível pela frente: descobrir o paradeiro de Vera e dar-lhe a derradeira prova de amor que ela lhe exige. Quando os destinos destes dois homens se cruzam, David vê-se confrontado com as motivações de dois desaparecimentos – o da mulher que ama e o do músico que idolatra – e empreenderá uma viagem que lhe permitirá conhecer um segredo que Jack já desistiu de guardar e, ao mesmo tempo, resolver o tremendo impasse em que se encontra.

Nas Livrarias a 20 de Maio.

 

Que Importa A Fúria do Mar
Ana Margarida de Carvalho
TEOREMA

Numa madrugada de 1934, um maço de cartas é lançado de um comboio em andamento por um homem que deixou uma história de amor interrompi­da e leva uma estilha cravada no coração. Na carruagem, além de Joaquim, viajam os revoltosos do golpe da Marinha Grande, feitos prisioneiros pela Polícia de Salazar, que cumprem a primeira etapa de uma viagem com destino a Cabo Verde, onde inaugurarão o campo de concentração do Tarrafal.

Dessas cartas e da mulher a quem se dirigiam ouvirá falar muitos anos mais tarde Eugénia, a jornalista encarregada de entrevistar um dos últi­mos sobreviventes desse inferno africano e cuja vida, depois do primeiro encontro com Joaquim, nunca mais será a mesma. Separados pelo tempo, pelo espaço, pelos continentes, pela malária e pelo arame farpado, os destinos de Joaquim e Eugénia tocar-se-ão, apesar de tudo, no pêlo de um gato sem nome que ambos afagam e na estranha cumplicidade com que partilham memórias insólitas, infâncias sombrias e amores decididamente impossíveis.

Livro finalista do Prémio Leya 2012.

Nas livrarias a 13 de Maio.

 

O Retrato da Mãe de Hitler
Domingos Amaral

CASA DAS LETRAS

No mesmo dia em que Hitler morreu, 30 de Abril de 1945, um coronel das SS chamado Manfred apodera-se de um valioso tesouro nazi, roubando um cofre em Munique, que contém alguns bens pessoais do próprio Führer, entre os quais uma pistola dourada e o retrato da mãe de Hitler.

Perseguido pelos judeus, Manfred acaba por chegar a Portugal, onde irá tentar vender o seu tesouro aos coleccionadores de relíquias nazis.

Jack Gil Mascarenhas Deane já não trabalha para os serviços secretos ingleses, pois a guerra acabou, mas a chegada do seu pai a Lisboa vai alterar a sua vida. O pai é um colecionador de tesouros nazis e vai obrigar Jack Gil a ajudá-lo na sua demanda pelos valiosos artefactos, que muitos nazis, como Manfred, tentam vender em Lisboa, antes de fugirem para a América do Sul.

Nas livrarias a 13 de Maio

 

Fala-lhes de Batalhas, de Reis e de Elefantes
Mathias Énard
D. QUIXOTE

13 de maio de 1506: ao desembarcar em Constantinopla, Miguel Ângelo sabe que enfrenta o poderio e a cólera de Júlio II, papa guerreiro e mau pagador, para quem deixou preparada a edificação de um túmulo em Roma. Mas como não havia de responder ao convite do sultão Bayazid, que, depois de ter recusado os planos de Leonardo da Vinci, lhe propõe a conceção de uma ponte sobre o Corno de Ouro?

Assim começa este romance, todo ele feito de alusões históricas, servindo-se de um facto concreto para expor os mistérios daquela viagem. Perturbante como o encontro do homem do Renascimento com as belezas do mundo otomano, exato e cinzelado como uma peça de ourivesaria, este retrato do artista em pleno trabalho é também uma fascinante reflexão sobre o ato de criar e sobre o simbolismo de um gesto inacabado para a outra margem da civilização.

O autor estará em Lisboa, de 23 a 26 de Maio, para promover este romance.

Nas livrarias a 20 de Maio.

 

Em Viagem de Uma Alemanha à Outra
G ünter Grass
D. QUIXOTE

No dia 1 de Janeiro de 1990, Günter Grass começou a redigir um diário que manteve durante treze meses. Ao longo desse período ocorre a reunificação alemã, que se torna a sua principal preocupação. Nesse mesmo ano, Grass desenha, reflecte, escreve, dialoga, lê, cozinha, faz jardinagem e viaja… viaja de uma Alemanha para a outra, da RFA para a RDA, da Alemanha de ontem para uma Alemanha renovada, com desvios momentâneos à sua Gdansk natal, à Dinamarca, a Portugal, a Praga e a Paris, onde escreveu O Tambor. Foi tempo também de retractar intelectuais e políticos com quem se reuniu por diversas ocasiões. Sente-se, neste seu diário, um pro­cesso de divórcio com o seu próprio país, com anotações que revelam controvérsias, fontes de desespero, mas também a sua sin­gularidade literária, pontuadas por dezanove ilustrações do próprio autor.

Nas livrarias a 27 de Maio.

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