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Novidades editoriais da Leya para Março
Novidades editoriais da Leya para o mês de Março, entre elas, Manual de Felicidade para Neuróticos, de Nuno Amado (Oficina do Livro), Judith Teixeira, Poesia e Prosa, organização e estudos introdutórios de Cláudia Pazos Alonso e Fabio Mario da Silva (Dom Quixote), Veio Depois a Noite Infame, de Margarida Palma (Casa das Letras), Dias Comuns VII - Rasto Cinzento, de José Gomes Ferreira (Dom Quixote), A Vida Amorosa de Nathaniel P., de Adelle Waldman (Teorema), O Monte dos Vendavais, de Emily Brontë (Dom Quixote) e As Cidades Invisíveis, de Italo Calvino (Dom Quixote).
Manual de Felicidade para Neuróticos
Nuno Amado
OFICINA DO LIVRO
O escritor Gaspar Stau e o psiquiatra Amadeu Amaro são encarregados pela União Europeia de realizar um Manual de Felicidade para Neuróticos. Pelas suas conversas, viagens e encontros passam as mais variadas pessoas e histórias que inspiram ao estranho duo estratégias criativas de buscar a felicidade. Mas não poderá ela encontrar-se também em estudos científicos, na nostalgia proustiana de um publicitário ou mesmo num prato de carne de alguidar com migas de espargos? Entre o neurótico Gaspar, que duvida constantemente da possibilidade de terminarem o Manual, e o espalhafatoso Amadeu, que a maior parte das vezes nem se lembra do seu nome, vai nascendo uma amizade singular, alimentada pelo fascínio que ambos sentem pelas coisas boas da vida.
É um romance que, em diferentes vozes e estilos, numa narrativa em que cabem Paris e Lisboa, prostitutas e filósofos, redenção e desespero, Oscar Wilde e cozido à portuguesa, procura o encanto, a melancolia e o humor que existem na busca da felicidade.
Nas livrarias a 10 de Março
Judith Teixeira - Poesia e Prosa
Cláudia Pazos Alonso e Fabio Mario da Silva
(Organização e estudos introdutórios)
DOM QUIXOTE
"Com esta edição, propositadamente publicada no ano em que se comemora o primeiro centenário do Orpheu, pretende-se combater uma certa amnésia cultural marcada pelo género nas letras portuguesas, arquivar o longo "processo disciplinar" desta pioneira, e desvendar materiais inéditos, no intuito de confirmar o lugar de comprovada importância simbólica ocupado por Judith Teixeira no palco modernista português."
da introdução de Cláudia Pazos Alonso
Nascida em 1888, tal como Fernando Pessoa, e contemporânea de Florbela Espanca, outra mulher a quem quiseram aplicar o rótulo de "poetisa", Judith Teixeira rompeu corajosamente com o padrão do silenciamento das mulheres no contexto de Portugal das anées folles, para se tornar um sujeito activo, que desvendou o corpo feminino sem pejo. Esta edição traz a lume cerca de vinte poemas desconhecidos e uma conferência inédita, além de reunir cinco obras de poesia e prosa que a autora publicou em vida. No seu conjunto, o presente volume permite-nos situar devidamente esta escritora no lugar que lhe pertence por direito próprio, ou seja, em plena vanguarda modernista.
Nas livrarias a 24 de Março
Veio Depois a Noite Infame
Margarida Palma
CASA DAS LETRAS
Lisboa, 1921.Vivem-se ainda as sequelas da Grande Guerra e os temores causados pela Revolução Russa, mas sente-se sobretudo o descrédito dos políticos, responsáveis por uma crise sem fim à vista que mergulha o País na miséria e acende, por todo o lado, focos de violência. O assunto é tema de conversa em casa do advogado viúvo Eugénio Furtado – o «palacete» onde reside com as irmãs e a sua bela e encantadora filha Madalena –, mas também no prédio ao lado, do qual são inquilinos um casal de aristocratas russos refugiados, um velho fidalgo monárquico, uma prima de Eugénio e a famosíssima Elisa, actriz de grande talento mas reputação duvidosa, que organiza continuamente festas e jantares.
Com um riquíssimo leque de personagens – republicanos convictos e saudosos do rei, devotos de Fátima e ateus, aristocratas, burgueses e populares –, Margarida Palma parte do microcosmos de um bairro lisboeta para nos dar conta de como se vivia e amava em Portugal no mais violento período da I República.
Nas livrarias a 24 de Março
Dias Comuns VII - Rasto Cinzento
José Gomes Ferreira
DOM QUIXOTE
O diário Dias Comuns, de José Gomes Ferreira, começou a ser publicado em 1990, cinco anos após a sua morte.
Este sétimo volume, Rasto Cinzento, debruça-se no período entre 1 de Janeiro e 17 de Agosto de 1969. Aqui se revela muitíssimo da vida do autor, da sua obra e pensamentos mais íntimos, mas também histórias e momentos do panorama literário e político português de finais da década de 60. Naturalmente são referidas figuras e nomes dos meios político e culturais da época, como por exemplo: Amália Rodrigues; Alexandre Pinheiro Torres; Ary dos Santos; Augusto Abelaira; Carlos de Oliveira; Fernando Lopes Graça; Fernando Namora; José Cardoso Pires; Maria Teresa Horta; Mario Cesariny, Mário Dionísio; Mário Soares; Miguel Torga; Natália Correia; Nikias Skapinakis; Óscar Lopes; Sophia; Urbano Tavares Rodrigues, entre outros.
Nas livrarias a 10 de Março
A Vida Amorosa de Nathaniel P.
Adelle Waldman
TEOREMA
Nathaniel (Nate) Piven é uma estrela em ascensão. O seu primeiro livro vai ser publicado por uma editora importante, a sua reputação como crítico literário é irrepreensível, as mulheres adoram-no. Vive em Brooklyn há alguns anos, mas em termos sociais é como se tivesse acabado de chegar. Com estrondo. Nate deveria, pensamos, estar feliz.
Mas ele é demasiado obsessivo para se limitar a apreciar a vida. Uma noite, ao sair de casa, Nate é (mais uma vez) vítima desse campo minado de ex-amantes que é Nova Iorque. Entre acusações e tentativas de fuga, ele prevê (corretamente) que "a noite acabará como tantas outras, em lágrimas". Mas essa é também a noite em que conhece Hannah Leary. Como ele, Hannah vai ter a sua obra publicada por uma editora de renome. Nate fica fascinado. Ela é atraente, culta e sofisticada. Melhor do que todas as outras. Uma mulher, acredita, à sua altura. Hannah é já o objeto do seu desejo. Será também aquilo que ele realmente quer?
Nas livrarias a 10 de Março
O Monte dos Vendavais
Emily Brontë
DOM QUIXOTE
Único romance de Emily Brontë, publicado em 1847, um ano antes da sua morte, O Monte dos Vendavais foi considerado lúgubre e chocante pelos padrões de meados do século XIX. No entanto, esta história sombria de paixão e vingança, ambientada nas charnecas solitárias do Norte da Inglaterra, provou ser um dos clássicos mais duradouros da literatura inglesa. A turbulenta e tempestuosa história de amor de Catherine Earnshaw e Heathcliff abrange duas gerações: desde o tempo em que Heathcliff, um rapaz grosseiro e estranho, é adoptado pelo patriarca da família Earnshaw – o senhor do Monte dos Vendavais –, passando pelo casamento de Cathy com Edgar Linton e a terrível vingança de Heathcliff, até à morte de Cathy, anos mais tarde, e à eventual união dos herdeiros das famílias Earnshaw e Linton.
Uma das mais maravilhosas histórias de amor de todos os tempos, O Monte dos Vendavais permanece hoje tão comovente e convincente como quando foi publicado pela primeira vez.
Nas livrarias a 10 de Março
As Cidades Invisíveis
Italo Calvino
DOM QUIXOTE
"Se o meu livro As Cidades Invisíveis continua a ser para mim aquele em que penso haver dito mais coisas, será talvez porque tenha conseguido reunir numa única representação todas as minhas reflexões, experiências e conjecturas."
Assim se refere o próprio Italo Calvino – um dos escritores mais importantes e estimulantes da segunda metade do século xx – a este livro surpreendente, em que a cidade deixa de ser um conceito geográfico para se tornar o símbolo complexo e inesgotável da existência humana.
Nas livrarias a 17 de Março
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