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Nobel da Literatura para Kazuo Ishiguro

09 Out, 2017

A Academia Sueca distinguiu o escritor inglês, que se tornou globalmente conhecido com Os Despojos do Dia, pela "força emocional" dos seus romances.

O escritor nipo-britânico Kazuo Ishiguro, autor de livro como Não me Abandone Jamais e Noturnos, foi o vencedor do Nobel de Literatura de 2017. A Academia Sueca anunciou o prémio dizendo que "nos seus romances de grande força emocional, Ishiguro revelou o abismo sob nossa sensação ilusória de conexão com o mundo".

Ishiguro é o celebrado autor de Os Despojos do Dia (1989), um romance onde são bem visíveis os seus temas de eleição, "a memória, o tempo e a auto-ilusão", como escreve a Academia Sueca na pequena biografia do autor disponível no site. Com ele venceu o Booker Prize; o livro viria a ser adaptado ao cinema em 1993 por James Ivory. Ishiguro escreveu também Os Inconsolados (1995, vencedor do Cheltenham Prize), Quando Éramos Órfãos (2000, nomeado para o Booker Prize e para o Whitbread Prize), Nunca me Deixes (2005, nomeado para o Booker Prize; adaptado ao cinema), Nocturnos (2009) e O Gigante Enterrado (2015), publicados em Portugal pela Gradiva. O seu primeiro romance, As Colinas de Nagasaki, foi traduzido em 1989 pela Relógio D´Água.

Minutos após o anúncio, Sara Danius explicou numa curta entrevista difundida em directo que o Nobel da Literatura de 2017 distingue "um escritor de grande integridade" e "um romancista absolutamente brilhante" que "desenvolveu um universo estético só seu". "Kazuo Ishiguro está muito interessado em compreender o passado. Não para o redimir, mas para revelar o que temos de esquecer para podermos sobreviver enquanto indivíduos e enquanto sociedade", acrescentou, confessando que o seu romance favorito do autor britânico é o recente O Gigante Enterrado. A secretária permanente da Academia Sueca não quis porém deixar de mencionar Os Despojos do Dia, "uma verdadeira obra-prima que começa como uma comédia de costumes de P.G. Wodehouse e acaba num registo kafkiano". Kafka, assim como Jane Austen, apontou ainda, são as suas influências mais visíveis – mas para obter a receita completa da escrita de Ishiguro será preciso "acrescentar um pedacinho de Marcel Proust e depois agitar, mas não muito".

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