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Notícias



Novidades das Edições Colibri para Abril

10 Abr, 2019

Conheça aqui as novidades das Edições Colibri para o mês de Abril.

A Leitura na Biblioteca Escolar – Atouguia da Baleia
Autora: Carla Maria Gomes de Andrade

Este é um estudo de caso – A Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas de Atouguia da Baleia – sobre a promoção de práticas da leitura na Biblioteca Escolar, que analisa o papel desta no envolvimento da comunidade escolar, da família e da comunidade local e na criação de um ambiente favorável ao desenvolvimento da literacia da leitura. Um estudo cientificamente estruturado e desenvolvido exemplarmente, que permite alcançar resultados e conclusões surpreendentes: o papel fulcral da Biblioteca Escolar na implementação e na promoção de práticas de leitura, envolvendo todas as áreas disciplinares, bem como a comunidade; a existência de um ambiente favorável à leitura e ao desenvolvimento da comunidade escolar com ações e experiências de leitura, que permite contrariar o efeito do contexto social; a definição de perfis de leitor; a valorização e o acompanhamento de percursos individuais de leitura; a aproximação aos resultados dos relatórios internacionais – PISA e PIRLS – com a tendência para um desempenho superior das raparigas face aos rapazes, o efeito do contexto social da escola, que minimiza os constrangimentos socioeconómicos dos alunos a nível individual, e a influência dos ambiente positivo para a aprendizagem, a literacia da leitura e outras literacias e, consequentemente, o sucesso escolar; por fim, o reconhecimento externo desse papel pelo Plano Nacional de Leitura, enquanto
Agrupamento a Ler+, e pela Rede de Bibliotecas Escolares, em projetos no âmbito da “Medida Ideias com Mérito”.
[MARIA MARGARIDA PINO]



A Noite que Mudou a Revolução de Abril – A Assembleia Militar de 11 de Março de 1975
(transcrição da gravação original)
Coord.: Carlos de Almada Contreiras
Participação: Vasco Lourenço; Jacinto Godinho

Tenha-se sempre presente que a Assembleia de 11 de Março de 1975 se realizou poucas horas depois de ter ocorrido um ataque armado violento, com meios aéreos e terrestres, contra uma Unidade à qual pertenciam militares participantes nessa mesma Assembleia. Mas, e tal é liminarmente claro na gravação, uma ou outra intervenção mais emocionada ou desabrida, ou até apelo a retaliação violenta sobre os chefes golpistas, fruto da situação recém-vivida, não tiveram qualquer eco no coletivo e nas decisões tomadas, bem pelo contrário, nem consequências, nem ecos externos imediatos. [CARLOS DE ALMADA CONTREIRAS]

Em 25 de Abril de 1974, os Capitães de Abril prometeram aos portugueses um novo Portugal. (…)
Gostaríamos de recordar apenas as boas – onde a aprovação da Constituição da República em 2 de Abril de 1976, depois das primeiras eleições livres (Assembleia Constituinte) em 25 de Abril de 1975, ocupa lugar cimeiro – mas, para que os erros no passado nos ajudem a construir um futuro melhor, não podemos ignorar os acontecimentos que poderiam mesmo ter inviabilizado a consumação do projeto de Abril. [VASCO LOURENÇO]

A transcrição das gravações permite desfazer alguns equívocos, boatos efalsidades sobre o que efectivamente se passou na Assembleia. (…)
Este é um momento importante da história da Revolução de Abril, já que uma parte, ainda que bastante minoritária da Assembleia, procurou radicalizar a revolução, aproveitando a vitória em dia de golpe militar, levando- a para um regime de terror e possivelmente para uma guerra civil. Essa possibilidade foi tratada num momento-chave em que o poder (Presidente da República, JSN, Governo e Coordenadora) se expôs directamente, corpo a corpo, a uma assembleia bastante numerosa, onde estavam presentes as mais variadas tendências políticas, com soldados armados na sala e muitos nervos à flor da pele. Por estas circunstâncias já seria histórica esta Assembleia, o que aumenta o valor documental da gravação que a registou. [JACINTO GODINHO]



Angola – A Hora da Mudança
Autor: Adolfo Maria

Este livro é uma esclarecida compreensão, análise e postura, feita por quem nos habituou a tanto. Uma recensão sobre a actualidade e a virtude de não se inibir de soluções que provêm dos princípios amplamente defendidos por Adolfo Maria, na sua vida cívica, nos seus livros de que vale a pena recordar: “Angola, no percurso de um nacionalista”, “Angola: sonho e pesadelo”, “Angola, contributos à reflexão”, “Naquele dia, naquele Cazenga”, a par de outros de prosa e poesia.
Um texto pragmático, fora da retórica académica, procurando sempre o sentido da coesão necessária para um todo nacional que só pode existir na diversidade das suas comunidades e na fusão necessária na chamada angolanidade. Um chamamento à liberdade responsável e responsabilizadora, bem como a saudável procura da melhoria de um sistema político. Mas também a mostra de um poeta da fraternidade. Não pelo lirismo das suas ideias, mas pelo espírito de irmandade que busca na sociedade angolana, na inclusão dos excluídos, na aproximação plena entre governantes e governados. Adolfo Maria é bem a expressão desse ideário, como ilustra este excerto do texto “Como se envelhece jovem”: “Como se vê, temos vindo a encontrar-nos [Adelino Torres] e a reencontrar-nos ao longo de quase sessenta anos, ou seja, desde a primeira nossa juventude até à actual nossa juventude. Sim, porque continuamos com as manias de jovens: – uma dessas manias é desejar que acabem as profundas desigualdades no mundo e contribuir para que isso aconteça (mesmo nem sabendo quando e como será possível); – outra, é a vontade de expressar o nosso pensamento e a teimosia de querermos ser livres a pensar; – uma outra mania de jovem é querer saber o porquê das coisas (…)”
Saibam ter os leitores, especialmente os jovens empenhados no desenvolvimento e progresso em democracia desta Angola que se mostra agora acreditar na correcção de tantos erros do passado recente, tirar o mesmo ensinamento que colhemos na leitura reflectida dos textos escritos por Adolfo Maria. É que o conhecimento é a melhor forma de chegar à razão. [DO PREFÁCIO]



Diário Diversificado – Poesia – Considerandos (Tomo IV)
Autor: João d’Alcor

A obra poética de João d’Alcor surpreende, a cada tomo publicado, pela sabedoria das palavras, pela originalidade e pelo estilo literário que preserva a tradição da poesia portuguesa.
As mensagens da sua temática são tão intensas, que por vezes permaneço a meditar nelas, por algum tempo, como se estivesse a puxar um fio que me eleva à verdade suprema, a nível de uma consciência superior.
Sendo que, por muitos anos, viveu este autor nas dependências de um moinho de vento, no ambiente lírico da Serra da Arrábida, apraz-me compará-lo, pelo misticismo da sua poesia, ao seu confrade franciscano Frei Agostinho da Cruz lídimo poeta de outrora. Residira este, também, em faldas da mesma serra, em que o mar e a terra fraternalmente se abraçam.
No Diário Diversificado de João d’Alcor, se patenteia o enlevo do estro em mensagens de teor ao mesmo tempo positivo, fraterno, sublime, perene e universal. A gratidão é o sentimento que adequadamente me ocorre, relativamente a este autor inspirado e inspirador, digno que é de ser apelidado o Pai dos Sonetilhos.

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