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Notícias



Novidades Antígona

14 Jan, 2022

Conheça aqui algumas das novidades Antígona para o primeiro sementre de 2022.

A Eliminação
Rithy Panh com Christophe Bataille
Tradução Paulo Faria

Autobiografia
17 de Janeiro

Trinta anos depois da queda do regime de Pol Pot, um sobrevivente tornado cineasta regressa à terra natal para confrontar os seus carrascos. A Eliminação (2012) é a autobiografia da infância do aclamado cineasta Rithy Pahn, entrecortada pelos diálogos do realizador na cela de um dos maiores responsáveis pelo genocídio – Duch, director do campo de extermínio S-21, que se esquiva à verdade para reconstruir a história e uma imagem de si. Recusando tanto a ideia de banalidade do mal como o mito de um povo que se exterminara a si próprio, Rithy Panh não renuncia a ouvir, da boca do condenado à sua frente, as palavras que lhe devolvam a humanidade.




Comboios Rigorosamente Vigiados
Bohumil Hrabal
Tradução do checo Anna Almeida

Romance
21 de Fevereiro

Pérola de humor, heroísmo e humanidade, Comboios Rigorosamente Vigiados (1965) leva-nos a uma pacata estação ferroviária na Checoslováquia ocupada pelos nazis, nos últimos dias da guerra na Europa. Entre o ramerrame de chegadas e partidas, gélidos cais e vagões, esvoaçam os pombos predilectos do chefe de estação, asas de aviões tombam no jardim do reitor da vila, a telegrafista arrebata corações e Miloš Hrma morre de amores pela bela Máša. Este jovem tímido – que herdou um hilariante historial de família, saborosamente contado por Hrabal, no qual assoma um avô que quis deter os tanques alemães pelo poder da hipnose – também um dia se decide a desafiar os invasores, demonstrando que a resistência habita por vezes os homens e os locais mais improváveis.



Malina
Ingeborg Bachmann
Tradução Helena Topa
Posfácio Elfriede Jelinek

Romance
21 de Fevereiro

No 51.º aniversário da publicação de Malina (1971), uma nova tradução deste clássico feminista moderno.

«Ingeborg Bachmann é a primeira mulher da literatura do pós-guerra, no espaço de língua alemã, a retratar, através de meios radicalmente poéticos, a continuação da guerra, da tortura, da aniquilação na sociedade e nas relações entre homens e mulheres.» Elfriede Jelinek

«Em Malina, não há nada que Bachmann não consiga fazer com as palavras.» The New York Review of Books

«O fascismo é a coisa primeira a vigorar na relação entre um homem e uma mulher. Eu quis dizer que aqui, nesta sociedade, a guerra é constante. Não há guerra e paz, há só guerra.» Ingeborg Bachmann

Clássico adaptado ao cinema por Werner Schroeter em 1991, com guião de Elfriede Jelinek, e Isabelle Hupert como protagonista, Malina (1971) é uma das grandes apostas editoriais deste ano da Antígona. Triângulo amoroso numa Viena decadente, viagem aos limites da linguagem e da loucura de uma mulher, mas, sobretudo, um retrato existencial lúcido e poderoso, Malina é o único romance de Ingeborg Bachmann, pensado como primeiro volume de uma trilogia interrompida pela morte da autora. Um romance de culto e aclamado, pela «mão da mulher mais inteligente e importante que a Áustria deu ao mundo», segundo Thomas Bernhard.



Betão
Arma de Destruição Maciça do Capitalismo
Anselm Jappe
Tradução Miguel Serras Pereira

Ensaio
7 de Março

Uma reflexão que congrega a crítica do capitalismo, da arquitectura citadina e do betão armado por um autor da casa, Anselm Jappe. Partindo do episódio da queda da Ponte Morandi, em Génova, em 2018, como caso exemplar da obsolescência programada, e da premissa de que o betão – um dos materiais mais utilizados no planeta, produzido em quantidades astronómicas e com terríveis consequências ambientais – encarna por excelência a lógica do capitalismo, e traçando também o historial deste material, Betão (2020) é um protesto contra a uniformização capitalista do mundo.



Assim lhes fazemos a guerra
Joseph Andras
Tradução Luís Leitão

Novela
21 de Março

Depois da publicação de Dos Nossos Irmãos Feridos, em 2020, Joseph Andras continua a não dar tréguas na sua mais recente novela e a afirmar-se como uma das vozes mais combatentes e literárias da nova ficção francesa. Tríptico «dedicado aos rebeldes, aos desertores, aos sabotadores e aos pacifistas», no qual se cruzam tempos e causas – a feminista, a animal e a social –, Assim lhes fazemos a guerra (2020) conta-nos o destino de um cão em Londres, em 1903, de um macaco na Califórnia, em 1985, e de uma vaca nas Ardenas em 2014. Três histórias, entre muitas, de vidas que tiramos em nome do progresso, e que revelam a bestialidade humana e a passividade e a indiferença de muitos, questionando o domínio do homem sobre os animais, as mulheres e as minorias.



O fim do mundo não terá acontecido
Patrik Ouředník
Tradução Júlio Henriques

Novela
4 de Abril

O fim do mundo não terá acontecido (2017) apresenta-nos o tradutor Gaspard Boisvert, bisneto de Hitler (um segredo de família) e ex-conselheiro do «presidente norte-americano mais estúpido na história dos Estados Unidos». Em Paris, Boisvert sofre de incontroláveis enervamentos perante aquilo que tem de ouvir ou ler no seu dia-a-dia («a excisão do clítoris é um facto cultural que deve ser respeitado», assevera um conferencista; «nos países democráticos os média são independentes», sustenta uma socióloga; «a democracia ocidental é o derradeiro estádio de uma sociedade avançada», aventa alguém), situação que o conduz a uma forte amnésia, deixando mesmo de saber quem é. Na senda de Europeana (2017), Patrik Ouředník, aliando humor à Hasek e ironia à Rabelais, lança-se com unhas e dentes à estupidificação pela linguagem e ao cretinismo ascendente nos nossos dias.



En Avant Dada
Uma história do Dadaísmo
Richard Huelsenbeck

Ensaio
4 de Abril

«Fazer literatura com um revólver no bolso foi durante algum tempo o meu maior desejo.»
Em En avant Dada (1920), Richard Huelsenbeck – co-fundador do Cabaret Voltaire em 1916, figura central do dadaísmo, cronista da vanguarda e autor de vários artigos, panfletos e poemas que contribuiriam para a disseminação do espírito DADA – traça a história do movimento dada. Uma história parcial e polémica, por um dos seus principais intervenientes, e, neste sentido, plenamente dadaísta.



As Prisões Estão Obsoletas?
Angela Davis
Tradução Sadiq Habib

Ensaio
18 de Abril

Depois da publicação de A Liberdade é uma Luta Constante, a Antígona dá à estampa As Prisões estão Obsoletas? (2003). Nesta obra, Angela Davis, estudiosa, activista, ícone dos movimentos negro e feminista, debruça-se sobre o conceito de encarceramento como punição, apontando-o como herança do modo de pensar esclavagista nos EUA, nação com a maior população carcerária do mundo, propondo uma transformação radical da forma como a sociedade contempla a punição, o desmantelamento de estruturas que condenam minorias ao encarceramento e a procura de formas alternativas aos actuais sistemas prisionais.



A Fábrica do Absoluto
Karel Čapek
Tradução do checo Anna Almeida
Ilustrações Josef Čapek
Nota prévia Mário de Carvalho

Romance
9 de Maio

Quando, na senda do progresso, o mundo assiste à descoberta de um engenho capaz de produzir energia ilimitada por tuta-e-meia, poucos adivinhariam que esta maravilha moderna teria um grave efeito secundário: a libertação do Absoluto, a essência espiritual contida em toda a matéria, que converte todos os seres – dos mais mundanos aos levianos – em fervorosos fanáticos religiosos e nacionalistas convictos. Rapidamente o planeta vê a sua população transformada em multidões que ora fazem curas milagrosas, ora caminham sobre as águas e que em breve querem converter por todos os meios as nações vizinhas à sua verdade, indiscutivelmente a suprema e a melhor, desencadeando uma inevitável guerra global. A Fábrica do Absoluto (1922), sátira brilhante e premonitória que não ganhou uma ruga, é agora publicada em tradução directa do checo, com ilustrações do irmão do autor, retiradas da edição original, e prefaciada por Mário de Carvalho.



As Convidadas
Silvina Ocampo
Tradução Guilherme Pires

Contos
23 de Maio

Depois da publicação d’A Fúria e Outros Contos, a Antígona prossegue a edição de obras-chave de Silvina Ocampo, praticamente inédita em Portugal até 2021. Obra de maturidade e um dos livros mais aplaudidos da autora, As Convidadas (1961) reúne, no bom estilo ocampiano, contos e relatos inquietantes sobre temas como a infância, o amor e a loucura, entre os quais «O Diário de Porfíria» e o conto que dá nome à colectânea.



Afrotopia
Felwine Sarr
Tradução Marta Lança

Ensaio
20 de Junho

Afrotopia (2016) é um apelo convincente e uma reflexão importante sobre a necessidade de reinvenção e autodescoberta de um continente no século XXI: África, com trilhos a percorrer que não os impostos pela economia global. O académico, filósofo e músico Felwine Sarr conduz o leitor numa viagem por este continente – dos valores e tradições profundamente enraizados às filosofias comunitárias e ao seu rico universo mitológico –, revelando os contornos de uma africanidade contemporânea e incitando à valorização desta consciência colectiva.

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