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Novidades LeYa para Janeiro
Novidades editoriais da LeYa para o mês de Janeiro, entre elas, O Jardim sem Limites, de Lídia Jorge (DOM QUIXOTE - 5.ª Edição); (Às) Contas com Almas Penadas e Diabos, Bruxas e Maus-Olhados, de Roberto Afonso (OFICINA DO LIVRO); Beco das Almas Perdidas, de William Lindsay Gresham (DOM QUIXOTE); Ele o Outro, de Hermann Hesse (DOM QUIXOTE); O Último Xeque-Mate, de Gabriella Saab (CASA DAS LETRAS).
O Jardim sem Limites
– Prémio Bordallo Pinheiro de Literatura da Casa da Imprensa
Lídia Jorge
DOM QUIXOTE
Instalada numa antiga hospedaria de Lisboa, uma romancista observa a vida dos restantes moradores – jovens que vivem em bando, enredados nas malhas do desejo de independência e sede de protagonismo, sendo a figura central Leonardo, o homem-estátua que quer quebrar recordes de quietude, aquele a quem todos os outros admiram e procuram seguir no seu exemplo de superação e resistência.
Romance de matriz urbana, cuja acção decorre em espaços reconhecíveis de Lisboa, como a zona da Baixa e alguns bairros centrais da capital, O Jardim sem Limites, publicado pela primeira vez em 1995, fala-nos sobre jovens do nosso tempo, heróis sem pátria, filhos sem família, mártires sem Deus.
Na verdade, a Casa da Arara, essa espécie de antro de experimentação de viver que o grupo habita, acabará por ser o palco onde a metáfora da dispersão acontece.
Mas este livro não se limita a colocar em acção os caminhos do desencontro.
5.ª Edição
Nas livrarias a 25 de Janeiro
(Às) Contas com Almas Penadas e Diabos, Bruxas e Maus-Olhados
Roberto Afonso
(Texto)
Alberto Lebreiro, Ana Paula Ortega e Rui Correia (Ilustrações)
OFICINA DO LIVRO
Em tempos idos, quando luzes eram avistadas durante a noite, barulhos assustadores irrompiam, soalhos rangiam, portas se abriam, fantasmas e espíritos pareciam habitar nas casas, lobisomens deambulavam, demónios encarnavam em pessoas ou animais, bruxas voavam ou almas penadas se passeavam, as gentes contavam contos e acrescentavam pontos.
Estas páginas são feitas dos muitos dos relatos que esse povo contava, recorrendo aos fenómenos sobrenaturais para explicar o que parecia não ter explicação. Narrativas sem espaço concreto, comuns a muitas geografias. Manifestações populares, com origem em forças ocultas que a noite despertava estão agora reunidas neste volume.
Na ancestral tradição dos contadores de histórias, este livro deve ser lido à volta da lareira, com ouvidos atentos e crenças afiadas, com o coração cheio de fé e o conhecimento de quem viveu antes de nós. Pois dos antigos vieram estas histórias que tantas vezes foram contadas e recontadas.
Nas livrarias a 25 de Janeiro
Beco das Almas Perdidas
William Lindsay Gresham
DOM QUIXOTE - Tradução de Francisco Silva Pereira
Beco das Almas Perdidas começa com a extraordinária descrição de um tragabichos – alcoólico e abjeto, alvo do deleitado nojo e escárnio da multidão voyeurista – durante a sua atuação numa feira de província.
O jovem Stan Carlisle também trabalha nessa feira e pergunta a si mesmo como é que um homem pode descer tão baixo. Nunca na vida, jura ele, lhe há de acontecer tal coisa. E uma vez que, além de esperteza e ambição, Stan não é desprovido de um vantajoso laivo de falta de compaixão, em breve começa a dar-se bem. Em palco, ele é o mentalista com uma bonita assistente (que não tarda a tornar-se a sua atormentada mulher), sendo que depois se converte num consumado espiritista, ao serviço dos ricos e crédulos nas suas casas bem mobiladas. Parece que o mundo está ao dispor de Stan. Pelo menos por enquanto.
Inédito em Portugal, Beco das Almas Perdidas é um dos grandes clássicos do noir americano da década de 1940. Uma obra-prima comparável a romances como As Vinhas da Ira, de Steinbeck, pela sua capacidade de traduzir literalmente as sombras da Grande Depressão.
Nas livrarias a 25 de Janeiro
Ele e o Outro
Hermann Hesse
DOM QUIXOTE - Tradução de Manuela Sousa Marques
Ele e o Outro relata a história de Friedrich Klein, um escriturário de meia-idade que desvia dinheiro ao patrão e foge para Itália. No entanto, Klein não é um criminoso comum, mas um burguês autoalienado e atormentado, que apenas procura paz e realização pessoal.
Enquanto reflete sobre o seu destino, Klein reconhece que a sua principal motivação foi a compulsão e o desejo de matar a mulher e os filhos, e que tal só poderá ser evitado se abandonar totalmente a sua antiga vida. Esta viagem sombria está associada ao nome de Wagner, o famoso compositor, e igualmente a um professor alemão que, em 1913, assassinou a mulher e os filhos. Apesar da sua fuga, Klein não consegue ultrapassar a sua dor. Em vez de se sentir liberto, sente-se uma vítima dos seus próprios pensamentos e vê o seu cérebro como um caleidoscópio no qual as diversas imagens que rodam são orientadas pela mão de outra pessoa.
Nas livrarias a 31 de Janeiro
O Último Xeque-Mate
Gabriella Saab
CASA DAS LETRAS - Tradução de Pedro Branco
Maria Florkowska é muitas coisas: filha, jogadora ávida de xadrez e, como membro do grupo clandestino de resistência polaco numa Varsóvia ocupada pelos Nazis, uma jovem com uma coragem para lá da sua idade.
Capturada pela Gestapo, é detida em Auschwitz, mas enquanto a sua família é enviada para a morte, Maria é poupada. Apercebendo-se da sua capacidade de jogar xadrez, o sádico delegado do campo, Karl Fritzsch, decide usá-la como adversária para entreter os guardas. No entanto, quando se cansar de explorar as suas capacidades, tem intenção de a matar.
Com o apoio de um padre católico, Maria tenta ultrapassar a sua dor, jura vingar o homicídio da sua família, e joga pela sua vida. Durante quatro anos sombrios e esgotantes, a sua estratégia é simples: Viver. Lutar. Sobreviver. Ao provocar de forma inteligente a natureza volátil de Fritzsch à frente dos seus superiores, Maria tenta orquestrar a sua queda. Só assim terá a oportunidade de se evadir ao destino que a espera e ver Fritzsch punido pela sua maldade.
Nas livrarias a 25 de Janeiro