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Poema e Poesia de Teixeira de Pascoais

Não posso crêr na morte do Menino! 
E julgo ouvi-lo e vê-lo, a cada passo... 
É ele? Não. Sou eu que desatino; 
É a minha dôr soffrida, o meu cansaço. 

Delirio que me prendes num abraço, 
Emendarás a obra do Destino? 
Vê-lo-ei sorrir, de novo, no regaço 
Da mãe? Verei seu rosto pequenino? 

Misterio! Sombra imensa! Alto segredo! 
Jamais! jamais! Quem sabe? Tenho mêdo! 
Que vejo em mim? A treva? a luz futura? 

Ah, que a dôr infinita de o perder 
Seja a alegria de o tornar a ver, 
Meu Deus, embora noutra creatura! 

Teixeira de Pascoaes, in 'Elegias'

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