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Poema e Poesia de Antero de Quental

Liberdade
Antero de Quental

Mors Liberatrix

(A Bulhão Pato) 

Na tua mão, sombrio cavaleiro, 
Cavaleiro vestido de armas pretas, 
Brilha uma espada feita de cometas, 
Que rasga a escuridão como um luzeiro. 

Caminhas no teu curso aventureiro, 
Todo involto na noite que projectas... 
Só o gládio de luz com fulvas betas 
Emerge do sinistro nevoeiro. 

— «Se esta espada que empunho é coruscante, 
(Responde o negro cavaleiro-andante) 
É porque esta é a espada da Verdade. 

Firo, mas salvo... Prostro e desbarato, 
Mas consolo... Subverto, mas resgato... 
E, sendo a Morte, sou a Liberdade.» 

Antero de Quental, in "Sonetos"

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