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Poema e Poesia de Antero de Quental

Ideal
Antero de Quental

Tormanto do Ideal

Conheci a Beleza que não morre 
E fiquei triste. Como quem da serra 
Mais alta que haja, olhando aos pés a terra 
E o mar, vê tudo, a maior nau ou torre, 

Minguar, fundir-se, sob a luz que jorre: 
Assim eu vi o mundo e o que ele encerra 
Perder a côr, bem como a nuvem que erra 
Ao pôr do sol e sobre o mar discorre. 

Pedindo à fórma, em vão, a idea pura, 
Tropéço, em sombras, na materia dura. 
E encontro a imperfeição de quanto existe. 

Recebi o baptismo dos poetas, 
E assentado entre as fórmas incompletas 
Para sempre fiquei palido e triste. 

Antero de Quental, in 'Sonetos'

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