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Poema e Poesia de Eugénio De Andrade


Ignoro o que seja a flor da água
mas conheço o seu aroma:
depois das primeiras chuvas
sobe ao terraço,

entra nu pela varanda,
o corpo inda molhado
procura o nosso corpo e começa a tremer:
então é como se na sua boca

um resto de imortalidade
nos fosse dado a beber,
e toda a música da terra,
toda a música do céu fosse nossa,

até ao fim do mundo,
até amanhecer.

 

em BRANCO NO BRANCO (Limiar, 1984), POESIA-EUGÉNIO DE ANDRADE

 

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