loading gif
Loading...

Poema e Poesia de Florbela Espanca

Diluído numa taça de oiro a arder 
Toledo é um rubi. E hoje é só nosso! 
O sol a rir... Vivalma... Não esboço 
Um gesto que me não sinta esvaecer... 

As tuas mãos tacteiam-me a tremer... 
Meu corpo de âmbar, harmonioso e moço 
É como um jasmineiro em alvoroço 
Ébrio de sol, de aroma, de prazer! 

Cerro um pouco o olhar onde subsiste 
Um romântico apelo vago e mudo, 
- Um grande amor é sempre grave e triste. 

Flameja ao longe o esmalte azul do Tejo... 
Uma torre ergue ao céu um grito agudo... 
Tua boca desfolha-me num beijo... 

em "Charneca em Flor"

Voltar

Faça o login na sua conta do Portal