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Poema e Poesia de Fernando Namora

Ténue é o cais 
no Inverno frio. 
Ténue é o voo 
do pássaro cinzento. 
Ténue é o sono 
que adormece o navio. 
No vago cais 
do balouço da bruma 
ténue é a estrela 
que um peixe morde. 
Ténue é o porto 
nos olhos do casario. 
Mas o que em fora nos dilui 
faz-nos exactos por dentro. 

Em 'Marketing'

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