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Poema e Poesia de Vitorino Nemésio

Amor
Vitorino Nemésio

Que Bem Sabe o Amor Constante

Até no carro te canto, 
Fala a fala, seio a seio, 
Espantado de um encanto 
Que mais parece receio 

De te perder à partida 
Pra te ganhar à chegada, 
Pois tu és a minha vida 
Na ida e volta arriscada. 

Vai o Godinho ao volante 
Com seu ar de conde antigo 
Que bem sabe o amor constante 
Que me aparelha contigo. 

Poupado na gasolina, 
Discreto na confidência, 
Navegador à bolina 
Dos rumos da nossa ausência. 

Leva-me à Embaixada, ao almoço: 
Travou, mas não sei que tenho: 
Um resto de ardor de moço 
Contigo no meu canhenho. 

Em "Caderno de Caligraphia e outros Poemas a Marga"

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