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Folheando com... Romana Petri


Um local de regresso

2006-10-19

O recente livro de Romana Petri é um regresso à Ilha do Pico, um romance de lembranças e emoções que se encaixa e completa o best-seller A Senhora Dos Açores. Leia a entrevista pelo Portal da Literatura.


Há oito anos a Romana procurava um lugar que não fosse longe de mais mas que fosse longe do mundo. Foi assim que foi parar aos Açores. Reencontrou-o novamente agora? O que é que mudou em oito anos?

Nada, os Açores são sempre iguais. O meu é um sentimento que se agarra às lembranças, e à memória. Nunca considerei os Açores como um lugar onde ir, para mim foi sempre um local de regresso.

O que é que a motivou quando decidiu escrever este livro?

Desejava rever o João Freitas. Estava na ilha de Faial para o lançamento de «A Senhora dos Açores», mas não tive tempo de ir no Pico. Assim imaginei a minha conversa com o João e escrevê-la foi uma coisa natural.

João já não está dentro do primeiro livro, enviuvou, casou com outra que tomou o lugar da primeira, encetou uma nova vida. Reencontrou um outro João ou é o romantismo da autora para quem um amor só é grande se for para toda a vida?

A minha não é uma visão romântica, os românticos mudam de mulher com grande facilidade, a minha é uma visão medieval, muito antiga, onde o amor verdadeiro tem que ser eterno, insubstituível.


É possível que haja um terceiro regresso à Ilha do Pico? É possível que haja um reencontro com João, em que desta vez é a autora a falar do que lhe corre na alma?


Geralmente não sou uma escritora autobiográfica. Gosto mais de falar dos outros do que de mim. Nos meus livros a minha vida aparece só de vez em quando. Não sei se vou escrever mais um livro sobre dos Açores, mas se o João aparecer mais uma vez num dos meus livros, a autora terá que contar-lhe um pouco da sua vida.


Dos livros que já escreveu há algum do qual guarde uma recordação peculiar? Porquê?

Tenho boas recordações de todos. Mas há um livro que ainda não está publicado em Portugal que eu sinto como “o meu livro”, uma espécie de testamento da minha poética pessoal. Chama-se “Agoberto Babilonio, um destino”, é uma homenagem ao Don Quixote, um Don Quixote moderno.


Fale-nos um pouco da literatura italiana, de obras recentes que possam interessar os leitores portugueses.


Há muitos escritores que vale a pena serem publicados. A literatura italiana é muito rica nesta altura. Laura Pariani, Rocco Carbone, Roberto Parpaglioni são alguns dos nomes mais interessantes.

Por último, Romana Petri, quer falar-nos de novos projectos?

Estou a escrever um livro, mas estou no principio e prefiro não falar. No entanto posso dizer que tenho uma editora em Itália que publica só literatura de língua portuguesa, mais uma prova do meu amor para com Portugal.

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