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Folheando com... Luísa Costa Gomes


Às vezes, no entanto, o pior é o melhor que pode acontecer

2006-11-27

Entrevista a Luísa Costa Gomes no âmbito do seu romance A PIRATA. Leia a entrevista pelo Portal da Literatura.

«Às vezes, no entanto, o pior é o melhor que pode acontecer.
...
Mas Bastian já estava com a pulga atrás da orelha (e mais pulgas pelo corpo e piolhos, como era normal naquele tempo), e pôs-se a olhar para o Mark com muita atenção e com tanta sorte que o mesmo alguém que tinha passado com a candeia acesa no outro dia voltou a passar e ele viu que o bravo camarada Mark Read tinah no peito dois montezinhos que não devia ter, se fosse o rapaz que dizia ser»


Sabemos que na história da pirataria houve mulheres que foram piratas. Quando é que a Luísa Costa Gomes descobriu Mary Read e decidiu romancear a sua história?

No livro do Capitão Johnson, História Geral dos Piratas. Aí aparecem as duas mulheres que foram piratas nas Caraíbas, no séc. XVIII, Anne Bonny e Mary Read. A Mary Read teve uma vida muito movimentada, atravessando vários conflitos na Europa e na América. 

A Pirata é um romance irónico e delicado que nos faz sorrir de ponta a ponta. Presumo que chegaram até si muitos comentários. Houve algum surpreendente que nos queira relatar?

Todos são surpreendentes, na medida em que quem escreve tem uma fantasia sobre o seu leitor e muitas vezes esse leitor sai-lhe bastante pior que a encomenda – ou melhor, como tem sido o caso com A Pirata. Tenho tido reacções de crianças, adolescentes e adultos, e todos parecem gostar e ligar-se ao livro pelo seu carácter de aventura e divertimento.


Na sua obra há livros de ficção, peças de teatro e vários contos, novelas e crónicas. Do que é que mais gosta de escrever? Dos livros que escreveu de qual guarda melhor recordação. Porquê?

Todos são diferentes e cada projecto tem as suas dificuldades e as suas compensações. Gosto, sobretudo, de variar...Se acabo um romance, apetece-me escrever contos e se acabo um livro de contos, gostaria de recomeçar o teatro...Muitas vezes tenho projectos em paralelo, como presentemente.

Os visitantes do Portal da Literatura devem certamente querer saber mais sobre a autora de A Pirata. Quer falar-nos um pouco de si? Que falar-nos nos projectos que tem em curso e, quem sabe, das piratarias que vêm a seguir?

Não há muito a dizer. Trabalho muito, tenho dois filhos, um com dezoito e outro com dezasseis anos, e a minha vida divide-se entre o trabalho e acompanhá-los.
Neste momento tenho um romance começado, um guião de cinema quase em produção, outro guião a começar, um livro de contos e um livro de crónicas para publicar.

Para terminar gostávamos que nos falasse de como é que vê a literatura portuguesa e que nos dissesse que livros recentes, de escritores nacionais ou estrangeiros, seria capaz de recomendar. 

Recomendo o último livro de Maria Velho da Costa e de Armando Silva Carvalho, O Livro do Meio e A Vítima de Saul Bellow, para além da tradução de José Lima
do livro de Salinger intitulado Carpinteiros, Levantai Alto O Pau De Fileira.

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