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António Tavares vence Prémio Leya 2015
É autarca e é escritor. O prémio foi atribuído ao romance inédito "O Coro dos Defuntos".
O júri decidiu distinguir, por unanimidade, o romance inédito O Coro dos Defuntos. Sucede a Afonso Reis Cabral, que no ano passado venceu com o romance O Meu Irmão.
António Tavares queria que este fosse o seu segundo romance, depois de ter sido já finalista do Prémio Leya em 2013 com o seu primeiro romance, As Palavras que me Deverão Guiar um Dia pela Teorema (do Grupo Leya). Sentiu, como disse ao PÚBLICO uma hora depois do anúncio do seu nome como vencedor deste prémio, que "era inevitável" escrever sobre o período de intensas mudanças que o país e o mundo sofreram entre 1968 e 1974.
O premiado foi seleccionado por um júri presidido por Manuel Alegre e composto pelos escritores Nuno Júdice, Pepetela e José Castello, e ainda por José Carlos Seabra Pereira, ensaísta e professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Lourenço do Rosário, reitor do Instituto Superior Politécnico e Universitário de Maputo, e Rita Chaves, professora da Universidade de São Paulo. O anúncio foi feito na manhã desta terça-feira em Alfragide, na sede do grupo editorial.
O júri elogia não só a “construção sólida” do romance que em momentos toca “o fantástico”, que conduz “o leitor através de uma escrita que inscreve em paralelo o percurso do país e o do mundo ficcional”, mas também a “diversidade de personagens” e “o recurso a uma forma inovadora na apresentação da voz narrativa” por António Tavares. A obra que toca “a província beirã e o mundo da emigração na Suíça e nos Estados Unidos”.