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Alvalade presta homenagem a Lídia Jorge

21 Set, 2020

Organizada pela respectiva Junta de Freguesia, a 4.ª Edição da Alvalade Capital da Leitura, que decorre de 21 a 26 de Setembro, presta este ano homenagem à escritora Lídia Jorge.

Uma iniciativa que visa assinalar, também, os 40 anos de vida literária da autora que se estreou, em 1980, com a publicação de O Dia dos Prodígios, ainda hoje considerado um dos livros inauguradores de uma nova fase, de grande qualidade, na literatura portuguesa.

Com a curadoria do jornalista Carlos Vaz Marques, a Alvalade Capital da Leitura vai acontecer em vários espaços daquela freguesia, entre eles, a Biblioteca Nacional de Portugal, que serão o palco do evento, durante o qual poderemos assistir a momentos de interpretação musical, fado, à leitura de poesia, à inauguração de um mural, tertúlias, debates e cinema. Tudo isto, claro está, em torno da obra de Lídia Jorge.

O momento alto, digamos assim, desta 4ª Edição da Alvalade Capital da Leitura será o colóquio que, decorrendo na Biblioteca Nacional, logo no primeiro dia do evento, às 10h00, partirá do tema “As Inquietações de Janus – rostos antológicos e sociais na obra de Lídia Jorge” e contará com as participações de, entre outros, Carlos Reis, Fernando Pinto do Amaral, Guilherme d’Oliveira Martins, Isabel Pires de Lima, António Carlos Cortez, Pierre Léglise Costa, Maria Graciete Besse, José Cândido Oliveira Martins, Isabel Cristina Rodrigues.

Igualmente se salienta, na quarta-feira, dia 23, no Centro Cívico Edmundo Pedro, a partir das 21h30, a conferência “A Voz Feminina: Literatura e Identidade de Género”, na qual participam, moderadas por Pilar del Rio, as escritoras Isabel Rio Novo, Filipa Leal e Ana Luísa Amaral.

Meia hora antes, ou seja, por volta das 21h00, também no Centro Cívico Edmundo Pedro, vamos poder ouvir falar de fados e das letras de Lídia Jorge que foram adaptadas ao fado, que ali serão cantados pela fadista Mísia, para além de um recital a quatro mãos interpretado por Mariana Soares e Manuela Fonseca.

Esta homenagem prestada a Lídia Jorge pela Junta de Freguesia de Alvalade, onde a escritora reside, acontece poucos dias depois da atribuição do Prémio da Feira do Livro Internacional de Guadalajara, no México.

Lídia Jorge, recorde-se,estreou-se com a publicação de O Dia dos Prodígios, em 1980, um dos livros mais emblemáticos da literatura portuguesa pós-revolução. Desde então tem publicado vários títulos nas áreas do romance, conto, ensaio e teatro.

Aos seus livros têm sido atribuídos os principais prémios nacionais, alguns deles pelo conjunto da obra, como o Prémio da Latinidade, o Grande Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores ou o Prémio Vergílio Ferreira de 2015.

No estrangeiro, para além do já referido Prémio da Feira do Livro Internacional de Guadalajara, Lídia Jorge venceu em 2006 a primeira edição do prestigiado prémio ALBATROS da Fundação Günter Grass e, em 2015, o Grande Prémio Luso-Espanhol de Cultura.

O seu mais recente romance, Estuário(2018), recebeu o XXIV Grande Prémio de Literatura dst e foi finalista, em França, do Prémio Médicis 2019.Em 2019, publicou a sua primeira obra de poesia, O Livro das Tréguas, e, já em 2020, o seu primeiro livro de crónicas - Em Todos os Sentidos.

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