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Poema e Poesia de Antero de Quental

Destino
Antero de Quental

Das Unnennbare

Oh quimera, que passas embalada 
Na onda de meus sonhos dolorosos, 
E roças co'os vestidos vaporosos 
A minha fronte pálida e cansada! 

Leva-te o ar da noite sossegada... 
Pergunto em vão, com olhos ansiosos, 
Que nome é que te dão os venturosos 
No teu país, misteriosa fada! 

Mas que destino o meu! e que luz baça 
A d'esta aurora, igual à do sol posto, 
Quando só nuvem lívida esvoaça! 

Que nem a noite uma ilusão consinta! 
Que só de longe e em sonhos te presinta... 
E nem em sonhos possa ver-te o rosto! 

Antero de Quental, in "Sonetos"

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