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Poema e Poesia de Maria Teresa Horta

São tuas as pálpebras 
dos meus dias 

tal como a laranja do lago 
estagnado 
é a lua do lago ao meio dia 
quando o sol dos ombros está 
rasgado 

São teus os cílios 
que as noites utilizam 
é tua a saliva dos meus 
braços 

é teu o cacto que no ventre 
incerto 
debruça levar os seus 
orgasmos 

Não tenho mais que te dizer 
das coisas 
que tudo o mais te faço eu 
deitada 

enquanto sentes que o teu corpo 
cresce 
por dentro do mundo 
na minha mão fechada 

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