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Poema e Poesia de Maria Teresa Horta

Conduzes na saliva 
um candelabro aceso 

um chicote de gozo 
nas palavras 

E a seda do meu corpo 
já te cede 
neste odor de borco em que me abres 

Sedenta e sequiosa 
vou sabendo 
a demorar o tempo que se espraia 
ao longo dos flancos que vou tendo: 

as tuas pernas 
vezes teu ventre 

A tua língua 
vezes os teus dentes 

na pressa veloz com que me rasgas 

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