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Poema e Poesia de Manuel Maria Barbosa du Bocage

Campo
Manuel Maria Barbosa du Bocage

Olha, Marília, as flautas dos pastores

Olha, Marília, as flautas dos pastores 
Que bem que soam, como estão cadentes! 
Olha o Tejo a sorrir-se! Olha, não sentes 
Os Zéfiros brincar por entre as flores? 

Vê como ali beijando-se os Amores 
Incitam nossos ósculos ardentes! 
Ei-las de planta em planta as inocentes, 
As vagas borboletas de mil cores. 

Naquele arbusto o rouxinol suspira, 
Ora nas folhas a abelhinha pára, 
Ora nos ares sussurrando gira. 

Que alegre campo! Que manhã tão clara! 
Mas ah! Tudo o que vês, se eu não te vira, 
Mais tristeza que a noite me causara. 

em "Incultas produções da mocidade"

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