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Poema e Poesia de Eugénio De Andrade

Tu eras neve.

Branca neve acariciada.

Lágrima e jasmim

no limiar da madrugada.

 

Tu eras água.

Água do mar se te beijava.

Alta torre, alma, navio,

adeus que não começa nem acaba.

 

Eras o fruto

nos meus dedos a tremer.

Podíamos cantar

ou voar, podíamos morrer.

 

Mas do nome

que maio decorou,

nem a cor

nem o gosto me ficou.

 

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