loading gif
Loading...

Poema e Poesia de António Nobre

Alma
António Nobre

O Sr. Abbade

Quando vem Junho e deixo esta cidade, 
Batina, Caes, tuberculozos céus, 
Vou para o Seixo, para a minha herdade: 
Adeus, cavaco e luar! choupos, adeus! 

Tomo o regimen do Sr. Abbade, 
E faço as pazes, elle o quer, com Deus. 
No seu direito olhar vejo a bondade, 
E ás capellinhas vou ver os judeus. 

Que homem sem par! Ignora o que são dores! 
Para elle uma ramada é o pallio verde, 
Os cachos d'uvas são as suas flores! 

Ao seu passal chama elle o mundo todo... 
Sr. Abbade! olhe que nada perde: 
Viva na paz, ahi, longe do lodo. 

António Nobre, in 'Só'

Voltar

Área de utilizador

Top 10 de vendas

Novidades

Faça o login na sua conta do Portal