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Joaquim Murale


1953

Biografia

Joaquim Murale, pseudónimo literário de António José Rocha, nasceu na cidade de Estremoz, Alto Alentejo, em 18 de março de 1953.

Aos catorze anos de idade, acompanhando a família na busca de melhores condições de vida, migrou para os concelhos periféricos da capital. Atualmente reside em Lisboa.

Iniciou a vida profissional com dezasseis anos. Após cerca de duas décadas de interrupção na vida estudantil, entrou, aos quarenta anos, no ISPA-Instituto Superior de Psicologia Aplicada, onde se licenciou em Psicologia Social e das Organizações. Entre 2000 e 2002 realizou uma pós-graduação em Consulta Psicológica e Psicoterapia. É cooperador da SPA-Sociedade Portuguesa de Autores desde 1979. Em 2016 desvinculou-se da APE-Associação Portuguesa de Escritores, da qual havia sido membro desde 1978.

Adquiriu muito novo o gosto pela leitura que, na sua cidade natal, exercitava graças às bibliotecas itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian. A sua juventude e a entrada na idade adulta coincidiram com os últimos anos do Estado Novo. O ambiente de trabalho, os meios estudantis e a existência da guerra colonial colaboraram na formação da sua consciência política.

Toda a sua obra manifesta a preocupação de intervir no momento atual. A sua escrita percorre os caminhos do Realismo na medida em que se assume como agente transformador da realidade a favor do sonho e do novo, recusando-se a ser um olhar meramente fotográfico, contemplativo, lamentoso e passadista.

O seu estilo reflete uma grande economia de meios através de uma assinalável capacidade de síntese e fluência nos diálogos. A sua escrita cinge-se ao indispensável, sem quebras nem tempos mortos, quer na apresentação dos quadros, quer no desenho das personagens, em que a vertente psicológica se sobrepõe.

As suas peças "Ao Atiçar do Lume", "Até às Cinzas", "Diálogos da Sala de Fumo" e "Para Romper o Cerco" foram levadas à cena por diversos grupos de teatro, profissionais e amadores, de norte a sul do país.

Vários espetáculos foram ainda construídos com inclusão de excertos de algumas das suas peças, como são os casos de "O Silêncio da Multidão", colagem e adaptação de José Maria Dias e Kevin Moore de textos de Daniel Filipe, Joaquim Murale e Adele Adelach, com encenação de Kevin Moore e representação pelo Teatro Estúdio Fontenova, de Setúbal, e "Cântico Triste à Liberdade Perseguida", adaptação e encenação de José Manuel Fazenda de textos de M. L. Martins Marcelo e Joaquim Murale, levado à cena em Paris pela Compagnie Espace-Temps.

Na Galiza, no ano 2013, foi construída a peça "Fervenza Onírica", que bebeu da obra de vários autores, de entre os quais Neira Vilas, Celso Emilio Ferreiro, Joaquim Murale, Castelao, Núñez Singala, Rosalía de Castro, Albert Camus e Osvaldo Dragún. Este espetáculo - da responsabilidade de Aula de Teatro do I.E.S. Antón Losada Diéguez, "Avelaíñas Teatro"; Obradoiro Municipal de Teatro de Palas de Rei; Aula de Teatro do C.P.I. de Touro - viajou por regiões de Espanha e de Portugal, pisou palcos e, como animação à leitura, visitou escolas e bibliotecas.

A Associação de Teatro Paulo Claro - Rapazes d´Aldeia, de Glória do Ribatejo, levou ao palco "Oh Atear do Lume", uma adaptação ao dialeto local da peça "Ao Atiçar do Lume", com que aquele grupo teatral assinalou a passagem de quarenta anos sobre o 25 de Abril.

"Ao Atiçar do Lume" foi ainda distinguida no Concurso para Peças de Teatro Inéditas para Espectáculo Não Inteiro organizado pela Secretaria de Estado da Cultura no ano de 1979.



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