Sinopse
Um ensaio breve e intimista sobre a língua, a identidade e o sentimento de pertença. Leïla Slimani parte da sua experiência pessoal, entre culturas e línguas, para refletir sobre as fronteiras que nos separam, mas também sobre as possibilidades de encontro que a literatura nos oferece. Gostei da forma como a autora explora a língua não apenas como instrumento de comunicação, mas como lugar de memória, de identidade e, por vezes, de exclusão. A escrita é sensível e convida à reflexão, sobretudo sobre o que significa crescer entre diferentes mundos e procurar um lugar a que possamos chamar nosso. Talvez esperasse um pouco mais de profundidade no desenvolvimento de algumas ideias, mas é uma leitura que deixa questões interessantes e que nos acompanha para lá da última página. Um pequeno livro sobre fronteiras visíveis e invisíveis, e sobre a possibilidade de as atravessar através das palavras.