Loading...

Notícias



Novidades LeYa para Maio

02 Mai, 2018

Novidades editoriais da Leya para o mês de Maio, entre elas, Estuário, de Lídia Jorge (Dom Quixote), Jogos de Raiva, de Rodrigo Guedes de Carvalho (Dom Quixote), Vozes e Percursos, O Caminho dos Outros I, de Marcello Duarte Mathias (Dom Quixote), Comer Como Uma Rainha, de Guida Cândido (Dom Quixote), Nada é Por Acaso, de Maria Roma (Oficina do Livro), O Rapaz Selvagem, de Paolo Cognetti (Dom Quixote),. Fora de Si, de Sasha Marianna Salzmann (Dom Quixote), Fabián e o Caos, de Pedro Juan Gutiérrez (Dom Quixote) e Praça do Rossio, N.º 59, de Jeannine Johnson Maia (Casa das Letras).

Estuário
Lídia Jorge
DOM QUIXOTE
Edmundo Galeano andou pelo mundo, esteve numa missão humanitária e regressou à casa do pai sem parte da mão direita. Regressou com uma experiência para contar e uma recomendação a fazer por escrito, e na elaboração desse testemunho passou a ocupar por completo os seus dias.
Porém, ao encontro deste irmão mais novo da família, vêm ter sem remédio as vicissitudes diárias que desequilibram a grande casa do Largo do Corpo Santo. Edmundo vai-se apercebendo, então, que as atribulações longínquas mantêm uma relação directa com as batalhas privadas que são travadas a seu lado.
E a sua mão direita, desfigurada, transforma-se numa defesa da invenção literária perante a crueza da realidade.
Em outros dos seus livros costuma Lídia Jorge dar rosto à modernidade para dela desocultar os seus efeitos escondidos. Mas neste caso promete mais. Estuário pertence à categoria dos livros de premonição, através do enlace entre o desenho do futuro e a Literatura.
Nas livrarias a 22 de Maio

Jogos de Raiva
Rodrigo Guedes de Carvalho
DOM QUIXOTE
Um homem levanta a voz acima da algazarra de conversas. E pede que ponham mais alto o som do televisor do restaurante. É então que todos reparam no que ele vê. Não percebem ou não acreditam. E na rua, no bairro, na cidade, no país, homens, mulheres e crianças vão-se calando. Está por todo o lado, a imagem horrível e hipnotizante.
O homem que pediu silêncio leva as mãos à cara e pensa: como chegámos aqui? A era da comunicação global trouxe inimagináveis maravilhas. Partilhas imediatas de ensinamentos, denúncias e solidariedades. Mas permitiu também que saísse das cavernas uma realidade abjecta. Insultos, ameaças, ironias maldosas. Nunca, como hoje, a semente do ódio foi tão espalhada. É sobre este pano de fundo que se conta a história de uma família. Três gerações a olhar para um futuro embriagado num estado de guerra. Uma família que esconde, enquanto puder, um segredo.
Jogos de Raiva traça duros retratos sem filtro sobre medos e remorsos, sobre o racismo, a depressão, a sexualidade, o jornalismo, a adopção, a arte e a amizade. É um livro sobre todos nós, à deriva num novo mundo.
Nas livrarias a 8 de Maio

Vozes e Percursos - A Memória dos Outros (1)
Marcello Duarte Mathias
DOM QUIXOTE
Editado em 2001, A Memória dos Outros, depressa esgotou, tendo sido entretanto distinguido com o prémio Jacinto Prado Coelho da Secção Portuguesa da Associação Internacional de Críticos Literários bem como com o Prémio D. Dinis da Fundação Casa de Mateus (ex-aequo).
É agora reeditado com o título Vozes e Percursos – A memória dos outros I. De Raymond Aron a Kissinger, de Matisse a Rothko, de Almada Negreiros a Miguel Torga e Vitorino Nemésio, de Woody Allen à Geração Perdida, sem esquecer a paixão pela diarística e o jogo de xadrez, reúnem-se aqui algumas dezenas de textos que, sob aparência diversa, exprimem uma visão rica de análises, comentários e interrogações que é também, como o título o indica, evocação e convívio. Conjunto que constitui afinal um património de encontros e afinidades, porquanto a memória dos outros é por igual parte da nossa.
Em 2017, Marcello Duarte Mathias publicou novo livro de ensaios e crónicas com o título Caminhos e Destinos – A Memória dos Outros II onde, a par da limpidez da escrita, se evidencia na variedade dos temas abordados a mesma pertinência do olhar.
Nas livrarias a 8 de Maio

Comer Como Uma Rainha
Guida Cândido
DOM QUIXOTE
D. Catarina de Áustria; D. Maria Francisca de Sabóia; D. Maria Ana de Aústria; D. Maria I; D. Maria Pia.
«Perante este grupo de rainhas, com personalidades fortes e distintas, resta a legítima curiosidade de conhecermos o seu quotidiano, os seus gostos e preferências alimentares. Recuando alguns séculos, e apoiados nos receituários da época, entremos nas suas cozinhas, vislumbremos as mesas, as baixelas e os alimentos que encerram um cerimonial sem igual. Esta jornada inicia-se no século xvi e termina de forma gloriosa com a mesa bragantina do século xx. Fica o convite para nos sentarmos à mesa das rainhas.»
O receituário real do Século XVI ao Século XX
Nas livrarias a 15 de Maio

Nada é por Acaso
Maria Roma
OFICINA DO LIVRO
Não é só um romance sobre o amor, a paixão, o desamor ou os encontros fortuitos, intensos e arrebatadores. Procura, também, retratar uma realidade extremamente actual, em que as circunstâncias e os sentimentos das personagens estão longe de se situar no domínio da razão. Pelo contrário: reina a imprevisibilidade bem como a força de uma natureza de beleza ímpar e de locais como Verona, Paris ou Nova Iorque, que marcam profundamente os intervenientes e contribuem para enriquecer a diversidade de cada um deles.
Tal como o belo lago de Sirmione, que muda bruscamente de uma calma plácida e de um calor intenso para uma tempestade arrasadora, também as personagens ganham força e solidez: numas prevalece a amizade, o amor intenso e a compaixão e noutras, o ciúme, a raiva, a inveja e até a vontade de prejudicar os outros com acinte premeditado são tão naturais como respirar.
Mas Nada é por Acaso é sobretudo uma história envolvente sobre a felicidade – perdida ou conquistada – em que o passado e o presente se entrelaçam num objectivo que todos, de formas diversas, anseiam alcançar.
Nas livrarias a 15 de Maio

O Rapaz Selvagem
Paolo Cognetti
DOM QUIXOTE
- Tradução de Mário Severo
Um verão em que se sente perdido e sem forças, o protagonista deste «caderno de montanha» decide abandonar a cidade onde nasceu, e instala-se a dois mil metros de altitude, num local próximo daquele em que passava as férias com os pais quando era criança. Procura um lugar que lhe permita ser feliz e, como acumula recordações de muitas semanas de liberdade que corriam sem regras e sem quem as ditasse, sonha com recuperar as experiências da infância.
Mas agora está sozinho. E nessa solidão, na qual porém surgem presenças imprevistas, como os animais que povoam a montanha e também dois vizinhos com quem trava relações, deverá ajustar contas consigo mesmo. O rapaz ocupa o seu tempo a ler e, nos livros de Rigorni Stern, Primo Levi, Thoreau e Antonia Pozzi, encontra com quem conversar. Mas a literatura não se converte num refúgio contra a natureza hostil nem num antídoto contra os excessos da civilização, apenas num impulso para desenvolver um ponto de vista pessoal, nada ingénuo nem complacente.
Nas livrarias a 15 de Maio

Fora de Si
Sasha Marianna Salzmann
DOM QUIXOTE
- Tradução de Paulo Rêgo
Quem nos diz quem somos?
No presente romance, Sasha Marianna Salzmann explora esta questão, mostrando como a vida é um imenso desafio e os nossos anseios muitas vezes insaciáveis.
Fora de Si explica como alguns episódios do século xx influenciaram decisivamente o novo milénio. Conta a história de quatro gerações de uma família – a história do anti-semitismo latente e indisfarçado na União Soviética; a história da emigração e da esperança de uma vida melhor num país estrangeiro; a história de uma geração educada no país de acolhimento que perdeu o rasto da pátria e procura, mesmo assim, um lugar de pertença; a história de uma busca: de um irmão desaparecido, de auxílio, de identidade e, claro, de resposta para a pergunta: quem somos?
O romance vai de Odessa, na época da Revolução Russa, até Istambul, nas vésperas do golpe de Estado de 2016.
Nas livrarias 29 de Maio

Fabián e o Caos
Pedro Juan Gutiérrez
DOM QUIXOTE
- Tradução de Jorge Pereinha Pires
Cuba na década de 1960. A revolução triunfou e dois jovens que aparentemente não têm nada em comum tornam-se amigos. Pedro Juan, um velho conhecido dos leitores do autor, é atlético, corpulento e tornar-se-á um sedutor amante de mulheres voluptuosas. Fabián é exatamente o oposto: fracote, assustadiço e míope, toca piano, é homossexual e a sua família – uma mãe madrilena e um pai catalão que emigrou para a ilha nos anos vinte – viveu tempos melhores na Cuba pré-revolucionária. Esta amizade improvável é resistente ao tempo, e as vidas destes dois rapazes voltam a cruzar-se passados anos. Pedro Juan é agora um hedonista que desfruta do sexo com mulheres de seios generosos e que não pedem compromissos, incluindo uma sexagenária desaforada. Fabián tornou-se um artista sem capacidade para enfrentar uma realidade hostil: tendo sido preso pela sua homossexualidade, o medo apodera-se dele e vive cada vez mais fechado sobre si próprio. Ambos se reencontram numa fábrica de conservas de carne, onde trabalham os párias da nova sociedade revolucionária, mas o destino de cada um será irremediavelmente diferente.
Nas livrarias a 29 de Maio

Praça do Rossio, n.º 59
Jeannine Johnson Maia
CASA DAS LETRAS
- Tradução de Ana Lourenço
Lisboa, abril de 1941. Em apenas nove dias, as vidas de uma mulher e de um homem mudarão para sempre. Vinda de Marselha, Claire, uma franco-americana de 17 anos, desembarca do comboio na estação do Rossio. À chegada, o seu caminho cruza-se – de maneira pouco agradável – com o de um jovem empregado do café Chave d’Ouro. Desenhador (e carteirista) nos tempos livres, António testemunha em primeira mão e tira partido dos conluios entre os espiões que se passeiam livremente pela capital portuguesa.
Enquanto aguarda pela família, na esperança de poderem partir juntos para os EUA, Claire vai à procura de duas crianças separadas dos pais à força e abandonadas à sua sorte, que transportam, sem saber, um segredo perigoso. António, chocado com o assassinato de um amigo, refugiado alemão raptado pela PVDE, tenta descobrir o responsável pelo crime.
As investigações de ambos – e as suas vidas – vão cruzar-se, sem apelo nem agravo, à medida que descobrem que os desaparecimentos estão relacionados com um objeto que os nazis procuram em Lisboa.
Nas livrarias a 22 de Maio

Comente esta notícia


Ainda não existem comentários para esta notícia.

Voltar

Faça o login na sua conta do Portal