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Novidades Almedina – Setembro de 2025
Novidades Almedina – Setembro
A Minha Vida
Lev Trótski
DESTAQUE
A autobiografia de um dos líderes da Revolução de Outubro de 1917 e um dos principais opositores de Estaline.
Humano, demasiado Humano I
Um livro para espíritos livres
Friedrich Nietzsche
DESTAQUE
O primeiro livro da fase madura de Nietzsche. Primeira tradução integral em Portugal de uma obra incontornável da Filosofia.
O Essencial de Drucker
Uma seleção das melhores teorias do pai da Gestão moderna
Peter F. Drucker
DESTAQUE
O livro que transmite o melhor de 60 anos das obras essenciais de Peter F. Drucker. Os ensinamentos do pai da Gestão moderna.
Vítimas Perfeitas
A Condição Palestiniana
Mohammed El-Kurd
DESTAQUE
Uma afirmação urgente da condição palestiniana de recusa e resistência e uma ode à perseverança de uma
Cultura
Terry Eagleton
DESTAQUE
Do autor de Porque é que Marx Tinha Razão e Como Ler Literatura.
Um dos intelectuais mais lidos e comentados da atualidade.
Gaspar Ruiz e Um Par de Outras Histórias
Joseph Conrad
DESTAQUE
Do autor de Coração das Trevas.
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Novidades editoriais Leya - Setembro de 2025
Novidades editoriais do Grupo Leya - Setembro 2025
Introdução ao Liberalismo, de Miguel Morgado (Dom Quixote) - Depois de ter escrito sobre o conservadorismo, o professor universitário regressa com uma introdução à ideologia que parecia ter-se estabelecido como o «consenso indestrutível», mas que atravessa uma grave crise. À venda a 23 de setembro.
O Poder das Nossas Palavras, de Sandra Duarte Tavares (Oficina do Livro) - As palavras são muito mais do que simples veículos de comunicação: são verdadeiros gatilhos químicos, capazes de moldar emoções, comportamentos e até a nossa saúde. Basta uma pergunta aparentemente inofensiva, dita ao telefone – «Tens a porta trancada?» – para fazer disparar o batimento cardíaco em poucos segundos. Cada palavra que ouvimos ou lemos ativa circuitos cerebrais que moldam o que pensamos, sentimos e como reagimos ao mundo à nossa volta. À venda a 9 de Setembro.
O Urso e a Águia, de Helena Ferro Gouveia (Oficina do Livro) - Uma história das relações atribuladas entre a Rússia e a Alemanha. À venda a 23 de setembro.
Capitalismo Abutre, de Grace Blakeley (Casa das Letras) - Tudo o que sabe sobre o capitalismo está errado. A jornalista britânica desmantela o mito do «mercado livre» e revela como as crises modernas não são falhas do sistema, mas o resultado pretendido de um capitalismo desenhado para beneficiar corporações e os ultra-ricos. Revelando mais de um século de manobras políticas e económicas, demonstra como as elites usaram a seu favor aquilo que nos apresentavam como concorrência livre, empurrando a economia global para um sistema de monopólio e oligarquia. À venda a 23 de Setembro.
O Cérebro Ideológico de Leor Zmigrod (Dom Quixote) - António Damáso diz que este livro é de "leitura obrigatória". A neurocientista revela como as ideologias moldam não apenas as crenças, mas também a estrutura dos nossos cérebros. Explica porque é que algumas pessoas se radicalizam? E como é que podemos libertar as nossas mentes de dogmas tóxicos? À venda a 2 de setembro.
"As Últimas Linhas Destas Mãos", Susana Amaro Velho (Casa das Letras) - Da autora de "Descansos" e "Inquieta" esta é a história de uma mulher que todos julgavam conhecer, mas esconde segredos capazes de tudo mudar. À venda a 30 de Setembro.
Confissões de uma Livreira, de Nanako Hanada (Casa das Letras) - Oferecendo um vislumbre do mundo livreiro no Japão e do lado mais excêntrico de Tóquio, o primeiro romance da livreira Nanako Hanada tornou-se um inesperado bestseller que a levou a ser descrita como sucessora de Murakami e permitiu que abrisse a sua própria livraria. À venda a 2 de Setembro.
Todos os Amantes da Noite, de Mieko Kawakami (Casa das Letras) - Da autora de "Seios e Óvulos" surge agora uma história sobre solidão e isolamento social e uma crítica feroz ao modo de vida actual da sociedade japonesa. À venda a 16 de Setembro.
Ler mais sobre «Novidades editoriais Leya - Setembro de 2025»Novidades LeYa - Agosto de 2025
Nada Cresce ao Luar
Torborg Nedreaas
Dom Quixote
Nas livrarias a 26 de Agosto
Um clássico da literatura nórdica, publicado pela primeira vez em 1947, de uma das mais importantes escritoras norueguesas do século XX.
No crepúsculo azul de uma noite de primavera, um homem sente-se atraído por uma bela e solitária desconhecida que vê no átrio de uma estação ferroviária, e a quem oferece ajuda. Ela acompanha-o até casa e, durante uma noite inebriante de vinho e cigarros, conta-lhe a história devastadora da sua vida. Ela precisa desesperadamente de alguém com quem falar. Ele ouve-a, fascinado, e a partir dessa noite será assombrado para sempre pela revelação clara e honesta de uma alma despedaçada – tal como o leitor o será.
Aos dezassete anos, ela torna-se amante do professor de liceu, e a sua vida fica fora de controlo, dando lugar à gravidez, à pobreza e à alienação. Aqui, a escuridão e a luz convergem, e o amor não correspondido floresce no meio das sombras das injustiças sociais, enquanto ela luta pela autonomia: da sua vida, da sua mente e do seu corpo. Consumida por uma paixão obsessiva, regressa continuamente a situações em que é abusada. Por fim, ao confrontar o seu passado sem autocomiseração, sem negar a sua responsabilidade pessoal, apercebe-se do quanto o seu comportamento autodestrutivo se deve a um sistema capitalista e patriarcal que obriga as mulheres a desempenhar papéis que as tornam emocional e economicamente dependentes.
Cativante, visceral e repleto de emoções, Nada Cresce ao Luar é uma obra imprescindível sobre o que significa navegar numa sociedade opressiva feita para homens, mas também uma ode intransigente ao amor, à saudade e ao desejo.
"Interpretações do Amor"
Jane Campbell.
Dom Quixote
Nas livrarias a 26 de Agosto
Depois dos contos reunidos em Escovar a Gata (2024) este é um romance marcante e cheio de ironia sobre como o amor afecta de forma tão variada pessoas que pertencem à mesma família.
Há mais de cinquenta anos que o professor Malcolm Miller guarda uma carta que a sua irmã Sophy lhe entregou pouco antes do acidente de viação que lhe tirou a vida e que deixou Agnes órfã ainda pequena. Ele prometera que a faria chegar às mãos do jovem médico que Sophy conhecera nos anos 1940, na Liverpool devastada pela guerra, numa noite que mudaria para sempre o rumo da sua vida. Mas Malcolm acabou por não enviar a carta e, decorridos tantos anos de hesitações, resolve finalmente partilhar o segredo de Sophy com a sobrinha, Agnes Stacey, justamente no dia em que esta casa a filha.
Mas será uma celebração íntima do amor o melhor pretexto para expor fracassos e segredos do passado? Para acordar recordações e também o remorso do que não se chegou a viver?
Abordando as muitas formas diferentes que o amor pode assumir e contado de múltiplas perspetivas, Interpretações do Amor é um romance envolvente sobre como pessoas que têm todas as ferramentas para analisar a vida amorosa das outras são tantas vezes incapazes de lidar com a sua.
"A Rapariga com Gelo nas Veias", de Karin Smirnoff.
Nas livrarias a 31 de Agosto
A inesquecível Lisbeth Salander está de volta, neste oitavo volume da saga Millennium, num thriller surpreendente, vertiginoso e brutal, que instila nova vida à série e às personagens de Stieg Larsson, agora pela mão de Karin Smirnoff.
O extremo norte da Suécia está a arrefecer. Na primavera, a vila de Gasskas continua debaixo de uma implacável camada de neve. À medida que as temperaturas diminuem, aumentam as tensões entre uma multinacional que explora despudoradamente os recursos naturais da região e os habitantes prudentes, que têm contas a ajustar.
Uma bomba destrói uma ponte que é um local de passagem crucial. Pouco tempo depois, é assassinada uma jovem jornalista.
Entretanto, Lisbeth está na sua casa de Estocolmo, a tentar preencher o vazio deixado pela sua última relação amorosa. Mas quando descobre que o seu amigo hacker Praga foi raptado e encontra a sobrinha, Svala, no patamar à sua porta, não tem outro remédio senão voltar a Gasskas – com Mikael Blomkvist a seu lado. Blomkvist assume a direção do jornal de Gasskas e Lisbeth tenta localizar Praga.
É então que Svala desaparece, e os maiores medos de Lisbeth regressam para a assombrar…
Atraídos de novo à vila sem lei onde predadores se disfarçam de salvadores e inimigos se fingem de amigos, Salander e Blomkvist veem-se obrigados a deslindar uma história de violência numa corrida contra o tempo.
Edição especial
"Os Filhos da Meia-Noite", de Salman Rushdie
Dom Quixote
Nas livrarias a 26 de Agosto
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Novidade Almedina – Maio de 2025
Novidade Almedina – Maio de 2025
Edição a 1 de Maio:
- “O Manual Escolar – Como conceber, selecionar e utilizar um bom manual para uma aprendizagem ativa” de Nuno Crato (Edições Almedina):
Estruturado para apoiar pais, alunos, professores e editores.
- “As Minhas Primeiras Moedas” de Mara Harvey (Minotauro):
Literacia financeira para os mais novos
Um livro infantil que prepara para lidar com dinheiro
- “Estou a Aprender a Poupar” de Mara Harvey (Minotauro):
Dicas de poupança para os mais pequenos
Um livro muito útil para ensinar às crianças como gerir dinheiro
Edição a 8 de Maio:
- “Espiões – A épica guerra de espionagem entre o Leste e o Ocidente” de Calder Walton (Edições 70):
Livro do ano para a Foreign Policy e a Foreign Affairs
A história fascinante da guerra entre os serviços secretos da Rússia e do Ocidente
«Explosivo» CNN
Edição a 22 de Maio:
- “Hannah Arrendt – A biografia” de Thomas Meyer (Edições 70):
A biografia intelectual da pensadora mais importante para o nosso tempo
Bestseller na Alemanha e já vendido para 30 países
- “Visões da Desigualdade” de Branko Milanovic (Actual Editora):
Livro do ano para o Financial Times
Uma história da desigualdade contada através de seis figuras-chave
Do premiado autor de Capitalismo e Liberdade e A Desigualdade no Mundo
Ler mais sobre «Novidade Almedina – Maio de 2025»Novidades Guerra e Paz - Abril 2025
Os meus livros de Abril nascem das mãos como lilases da chuva da Primavera
A nossa pequena vida e o nosso pequeno mundo diluem-se como a miragem de uma cidade irreal. Agarremo-nos como náufragos aos cabelos húmidos da ficção. Neste Abril (o mais cruel dos meses, chamou-lhe alguém), escolho como meus livros esse terrível O Jogo Mais Perigoso, que a prosa certeira e implacável de Richard Connell armadilhou entre caçador e presa. É uma caçada, um jogo mortal: mas quem caça e quem é caçado? Junto-lhe o agitado Amok, do prodigioso vidente que foi Stefan Zweig, livro que nos agarra em peso pondo-nos na fímbria do sacrifício e à beira do alto penhasco do suicídio.
São duas perturbantes narrativas a que se junta o angolano José Luís Mendonça, vencedor com mérito do prémio Guerra Junqueiro. Escreveu agora Um Pássaro na Lua, seu segundo romance na Guerra e Paz, história quase sobrenatural de Kahitu, que nasceu com a síndrome de tetra-amélia, sem braços, nem pernas, mas chega a presidente de Angola. Se queremos falar de tolerância, comecemos por este tão mágico romance de Mendonça.
E agora paremos um minuto, para falar com a figura cordial de António Saraiva. Foi sindicalista e acabou patrão dos patrões. Era preciso fazer-lhe a biografia. Pedro T. Neves assina este António Saraiva, Um Certo Perfil, a que o Presidente Ramalho Eanes acrescenta o prefácio. A Jaba Recordati e Nelson Pires foram nossos bravos parceiros neste projecto.
Há vários anos que, com a Sociedade Portuguesa de Autores, editamos a colecção «o fio da memória». Hoje a colecção transfigurou-se. Entrou nela um pequeno livro, Uma Mesa de Pingue-Pongue e um Pequeno Lago, de que é protagonista Gonçalo M. Tavares. Em diálogo com José Jorge Letria, Gonçalo M. Tavares revela-se. Deixa-nos ver que já foi o rapaz que gostava de «treinar futebol à chuva», que gosta de ter frases «viradas do avesso», e que na infância lhe saiu a sorte de ter uma biblioteca «de filme, com dois pisos e uma escadinha». Sim, também se fala de Céline.
A solo, José Jorge Letria oferece aos leitores as Novas Greguerías. É um livro que nos faz rir, desnorteando-nos. Parecem ser só frases loucas, mas há nelas a paixão do paradoxo, do humor e da intempestiva metáfora, como se a realidade tropeçasse na linguagem: «Quando o mar se evaporar os peixes ganharão asas» ou «A girafa diz à pulga: “Conheço a selva muito por alto.”» são apenas dois exemplos da arte retórica deste livro de engenho e arte.
E se a conversa é de lilases e jacintos, venham comigo à China. Shen Fu foi um simples funcionário público no século XIX. Amou a sua mulher. E a beleza batia nos dois como o sol espanca as manhãs de Verão. Escreveu um livro soberbo de graça, com pingos de erotismo e digressões por leves montanhas e por rios distraídos. No Fio Inconstante dos Dias, Memórias de Uma Vida Flutuante é hoje um (belo, muito belo) clássico traduzido em todo o mundo. Faltava Portugal. História de amor, história de sofrimento: uma pérola comovente.
Continuo assim: Jesus, o Jesus histórico, nasceu fora do casamento. Era um bastardo, um «mamzer», por isso um excluído. O historiador e teólogo Daniel Marguerat escreveu Vida e Destino de Jesus de Nazaré. Num ensaio de alta exigência histórica e filosófica, Marguerat investiga, como num romance policial, a vida de Jesus e o essencial da mensagem que dela resulta: a pureza não é o que entra no ser humano, é o que sai dele! É da colecção Os Livros Não Se Rendem, de que a Fundação Manuel António da Mota e a Mota Gestão e Participações são os grandes mecenas.
Da novíssima colecção, A Minha Estante, chega a História de Jerusalém, assinada pelo arqueólogo francês Michaël Jasmin. É uma expedição a quatro mil anos de vida dessa cidade que já escutou mil sermões de fogo. Cidade Santa – ou será maldita? – magnética, centro dos três explosivos monoteísmos, este pequeno livro é a sua fascinante antecâmara.
E acabo com o livro de uma filósofa portuguesa, Mafalda Blanc, vencedora do Prémio Pen Club para o ensaio. Da Ontologia à Poética é o segundo livro que escreve para a Guerra e Paz. Centrado na sua paixão por Heidegger, Blanc alarga os seus temas ontológicos e metafísicos a Hegel e a Hölderlin, interrogando-se sobre o Ser, o Sentido, a Poética.
E termino. Sei que são estes os meus livros de Abril, mas sei lá bem, como perguntava Séneca «que lugar é este, que reino, que território do mundo? Onde estou? Sob o nascente do sol, ou sob o polo da Ursa glaciar?» Não sei, sei que leio.
Ler mais sobre «Novidades Guerra e Paz - Abril 2025»Novidades Almedina - Março de 2025
Novidades para o mês de Março:
Edição a 6 de março:
Ø “Semper Dolens - História do Suicídio no Ocidente” de Ramón Andrés (Edições 70):
Um dos maiores escritores espanhóis contemporâneos
Reflexão histórica, filosófica e poética sobre a condição humana e a sua fragilidade
Ø “A Solução da Inovação - Crescer de forma sustentável e bem-sucedida” de Clayton M. Christensen e Michael Raynor (Actual):
Do autor de O Dilema da Inovação (eleito pelo The Economist um dos melhores livros de negócios de sempre)
Um dos pensadores de Gestão mais influentes de sempre.
Edição a 20 de março:
Ø “Mania” de Lionel Shriver (Minotauro):
Da autora de Vamos ou Ficamos e de Precisamos de Falar Sobre o Kevin
Autora bestseller do New York Times
Ø “Do Prazer de Odiar e Outros Ensaios” de William Hazlitt (Edições 70):
Clássico inédito em Portugal
Ø “Lengalengas sem Palavras Molengas” de Suzana Ramos e Marta Torrão (Minotauro):
Um livro que celebra a musicalidade das palavras
Ideal para uma leitura em família
Ø “Nada Menos que a Liberdade” de Américo Brás Carlos (Minotauro):
Do autor de O Riso dos Dias
Uma história de intriga e amor no alvor da democracia
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Novidades Penguin - Janeiro
Novidades Penguin Random House – mais de 50 nomes a destacar e novas coleções icónicas
São várias as novidades que temos para estes primeiros meses do ano. Na literatura internacional: novos livros de Abdulrazak Gurnah, Clarice Lispector, Samanta Schweblin, Georges Simenon, Fernanda Melchor, Leïla Slimani, Slavoj Žižek. Mas não faltarão bons livros de autores portugueses: Rita Redshoes, Maria Francisca Gama, Hugo Gonçalves, Cláudia Andrade, Dino D’Santiago, entre muitos outros.
As novidades da Penguin Random House para o 1.º semestre de 2025 celebram a literatura em vários géneros, de origens diversas e em formatos adaptados a diferentes públicos. Onde estiver um leitor, estão os nossos livros.
Na Alfaguara tudo começa com o regresso triunfal de Elizabeth Strout, num romance que junta as suas duas heroínas, Olive Kitteridge e Lucy Barton.
Registam-se dois autores em estreia no catálogo - Virginia Tangvald e Andrea Bajani – e novos livros de nomes já firmados, como Virginia Feito, Jamaica Kincaid, Fleur Jaeggy e Leïla Slimani, bem como a continuação da edição da obra de James Baldwin.
A Companhia das Letras orgulha-se de dar início à publicação de toda a obra de Clarice Lispector, em novas edições que incluem textos de apresentação de vários escritores e académicos de relevo.
Margarida Ferra estreia-se na coleção de não-ficção literária com um retrato da vida contemporânea; e Eliane Brum publica o seu segundo livro nesta série, dedicado à Amazónia.
A estreia da brasileira Juliana Leite, da portuguesa Ana Cláudia Santos, o regresso de Ricardo Adolfo, e novos livros de Hugo Gonçalves e Jeferson Tenório, são também destaques num catálogo de excelência em língua portuguesa.
A Cavalo de Ferro assume, já a partir de março, a publicação dos mais famosos e inéditos romans durs de George Simenon, «o mais extraordinário criador de ficção do nosso tempo», nas palavras de George Steiner. O catálogo da grande literatura contará ainda com novas obras de Abdulrazak Gurnah, Carmen Laforet, Irena Solà, Jon Fosse e Péter Nádas.
A Elsinore vê chegar a estreia em prosa da poeta belga Charlotte Van den Broeck, com uma obra original que cruza biografia e ensaio. Outra estreia é a da argentina Ariana Harwicz, com três romances sobre a maternidade e os seus tabus, reunidos num só volume. De assinalar ainda os regressos de Samanta Schweblin e Fernanda Melchor, da portuguesa Cláudia Andrade, com A Ressurreição de Maria, e ainda a nova edição do premiado romance de estreia de Tatiana Salem Levy, A chave de casa.
Na Penguin Clássicos, é de destacar o lançamento de duas coleções icónicas, Penguin Great Ideas e Little Black Classics, com textos fundamentais da não-ficção e da ficção, respetivamente. Coleções que dão a conhecer o trabalho dos grandes pensadores, pioneiros, radicais e visionários cujas ideias abalaram a civilização e ajudaram a trilhar o caminho que percorremos até aqui.
E ainda, a poesia toda de António Maria Lisboa, Kallocaína, o romance distópico de 1940, de Karin Boye, e Henry James, com Na Gaiola.
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A Suma de Letras continua a apostar em novas vozes nacionais. Rita Redshoes e Pedro Miguel Ribeiro são dois nomes bem conhecidos a integrar o catálogo, que irá apresentar também a escritora e jornalista brasileira Vanessa Barbara, num relato pungente e doloroso do pós-parto, além de uma nova incursão de Mafalda Santos pelas histórias sombrias.
Na Topseller destacam-se dois romances envolventes: o original Beautyland: Terra Bela, de Marie-Helene Bertino, sobre a fragilidade da existência; e Jogos da Prisão, de Nana Kwame Adjei-Brenyah, finalista do National Book Award.
Na novela gráfica, a Iguana publica um novo livro de Keum Suk Gendry-Kim, a premiada autora de Erva e A Espera, um retrato do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un.
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Na não-ficção, e pela Objetiva, teremos um novo ensaio de Antonio Monegal, O Silêncio e a Guerra; a denúncia e exposição do racismo em Portugal por Gisela Casimiro, em Privilégio Negro. Esta chancela estreia ainda a coleção de ensaios Objetivamente, com textos incisivos do pensamento contemporâneo. Os primeiros quatro serão de Daniel Cohen, Anna Pacheco, Lucía Lijtmaer e Slavoj Žižek. Pela Vogais, chega-nos um ensaio, Fronteiras, de Lewis Baston sobre a reconfiguração das fronteiras da Europa.
Pela Nascente, já está em todas as livrarias a autobiografia do Papa Francisco, Esperança.
A Arena publica o autorretrato de Dino D’Santiago, num livro autobiográfico «sem cronologia».
O segmento infantojuvenil traz novas coleções (a série de origem francesa Cão Pulgão vai dar que falar), novos títulos de autoras nacionais (Adélia Carvalho, Ana Markl, Capicua, Raquel Patriarca), álbuns e narrativas premiadas, num catálogo dos 0 aos 80, para todos os leitores.
Ler mais sobre «Novidades Penguin - Janeiro»Novidades Porto Editora - Janeiro de 2025
Grupo Porto Editora lança 140 novidades com foco em autores portugueses
O Grupo Porto Editora reforça o seu compromisso com a literatura nacional através do lema «Palavras que são nossas», acolhendo novas vozes e celebrando autores consagrados. O catálogo apresenta um leque diversificado de novidades em ficção e não ficção, com destaque para Germano Almeida, Catarina Maldonado Vasconcelos, Amílcar Correia, Rui Miguel Nabeiro, Manuel Catarino, Rui Miguel Pinto, Maria Isaac e António Breda Carvalho.
Para além da forte aposta em autores nacionais, o catálogo internacional traz aos leitores portugueses uma diversidade de obras marcantes. Os autores estrangeiros em destaque incluem Bill Gates, Leonardo Padura, Marta Pérez-Carbonell, Emilia Hart, Anthony Passeron, Percival Everett, Ken Kesey, Peter Flamm, Jacqueline Harpman, Ada D’Adamo, Jan Gradvall, Ilan Pappé e Kerry Brown.
FICÇÃO NACIONAL - MAS NÃO SÓ
A 23 de Janeiro, a Porto Editora publica Se perguntarem por mim, não estou seguido de Haja harmonia, de Mário de Carvalho, duas peças teatrais premiadas e reunidas num só volume.
A ficção portuguesa também estará em destaque com o thriller histórico O Segredo de Tomar, que marca a estreia de Rui Miguel Pinto, com o lançamento do quarto romance de Maria Isaac, Histórias que nos matam, e com O Censor Antifascista, de António Breda Carvalho, uma biografia invulgar que retrata o período salazarista.
Na ficção internacional destacam-se Nada mais ilusório, romance de estreia da espanhola Marta Pérez-Carbonell, e As Sereias, de Emilia Hart, autora do sucesso Weyward.
CONFISSÕES DE VARIADAS ESPÉCIES
Dois novos títulos da coleção Contemporânea chegam neste início de 2025: As Crianças Adormecidas, de Anthony Passeron que aborda o impacto da heroína e da sida nos anos 80, e James, do aclamado Percival Everett, uma reinvenção multipremiada de As Aventuras de Huckleberry Finn.
Clássicos inéditos chegam finalmente a Portugal, como Eu?, de Peter Flamm, Voando sobre Um Ninho de Cucos, a célebre história de Ken Kesey, e Eu Que não Conheci os Homens, de Jacqueline Harpman, um texto inquietante sobre companheirismo, liberdade e o que faz de nós humanos.
Entre as reedições destacam-se A Escolha de Sofia, de William Styron, e Confissões de Uma Máscara, no âmbito do centenário do nascimento de Yukio Mishima.
NÃO FICÇÃO: A VERDADE NUA E CRUA
O início de 2024 destaca obras de grande impacto na não ficção. Em Como o Ar, Ada D’Adamo conta à filha – marcada à nascença por múltiplas deficiências físicas e mentais – a história de ambas. Ir a la Habana, de Leonardo Padura, leva os leitores numa viagem única pela capital cubana, enquanto The Story of ABBA: Melancholy Undercover, de Jan Gradvall, revela histórias inéditas sobre a famosa banda sueca.
Sob a chancela Ideias de Ler, será publicada a tão aguardada autobiografia de Bill Gates, Código-Fonte, com lançamento mundial a 4 de fevereiro, e Desperte o génio financeiro do seu filho, de Cristina Judas, um guia de literacia financeira para pais. O legado do meu avô – Lições de Liderança e de Gestão, de Rui Miguel Nabeiro homenageia o fundador da Delta Cafés e Personal Branding, de Raquel Soares, ensina como destacar-se num mercado competitivo e construir uma marca pessoal memorável. Por fim, Porque Sou Assim?, de Gemma Styles (irmã de Harry Styles), ajuda os Gen Z e os Millenials a compreenderem as suas emoções.
LER O MUNDO COM OUTRO OLHAR
Israel vs Palestina, de Ilan Pappé analisa o conflito no Médio Oriente e apresenta possíveis soluções para a paz. Em A Mais Breve História de Taiwan, Kerry Brown explora a complexidade geopolítica da ilha, enquanto Catarina Maldonado Vasconcelos aborda o papel do Líbano em A Mais Breve História do Líbano. Já Germano Almeida, em O Colapso da Verdade, reflete sobre a reeleição de Trump e os riscos para a democracia global.
Com publicação em Março, A Mais Breve e Divertida História de Portugal Manuel Catarino, oferece um olhar leve e rigoroso sobre a história nacional, enquanto Amílcar Correia, em A Mais Breve História de Um Conflito: da Jugoslávia ao Kosovo, revisita as marcas de um conflito ainda por resolver.
ASSÍRIO & ALVIM: VERSOS PRINCIPAIS
As manhãs que não conheces, de Luís Filipe Castro Mendes, é o primeiro título de poesia inédita portuguesa no catálogo de 2025 da Assírio & Alvim. Até à primavera haverá ainda tempo para nos rendermos aos livros de Frederico Pedreira – À Solta no Exército de Salvação –, Manuel Afonso Costa – Epoché – e António Franco Alexandre – Objectos Principais.
Obra-prima de Charles Baudelaire, As Flores do Mal surge numa edição revista e aprimorada, recuperando-se a premiada tradução de Fernando Pinto do Amaral, de 1992. Destaque ainda para Sou Certamente Um Monstro, a poesia reunida de Jacques Prevel, e Lamento por Uma Pedra, a antologia da poesia de W.S. Merwin, numa tradução e seleção de Jorge Sousa Braga.
INFANTOJUVENIL: AVENTURAS E IMAGINAÇÃO SEM LIMITES
Em Fevereiro, David Pintor apresenta O meu pai não sabe desenhar, uma história bem-humorada sobre a relação entre um ilustrador e a sua filha, mostrando como a imaginação pode transformar qualquer pedido.
Em Março, chega Super-Charlie, de Camilla Läckberg, uma coleção divertida sobre um bebé transformado em herói após uma colisão de estrelas. No mesmo mês, os fãs de fantasia poderão explorar Asas de Fogo, de Tui T. Sutherland, com os volumes A profecia dos dragonetes e A herdeira perdida, que misturam lendas, dragões e outros seres mágicos.
Álvaro Magalhães volta a brindar-nos com a sua liberdade criativa sem limites com a nova coleção Malik e os Dinossauros, que leva os leitores 70 milhões de anos atrás, explorando a vida no tempo dos dinossauros.
Em Abril, chega The Creakers, do autor bestseller de livros infantis e músico Tom Fletcher, uma aventura emocionante em que Lucy Dungston enfrenta o mundo dos monstros debaixo da cama para encontrar a sua mãe. Com humor, suspense e ilustrações de Shane Devries, a obra promete conquistar os jovens leitores.
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