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Novidades Almedina - Maio
Edição a 07 de Maio
Ø “Fósforos Riscados no Vento – Crónicas” de Mário Cláudio (Minotauro)
Crónicas de um nome maior da literatura portuguesa.
Ø “A Justiça no 25 de Abril e o Caso José Diogo” de Luís Eloy Azevedo (Almedina)
Obra sobre um caso histórico do Direito, com prefácio de José Pacheco Pereira.
Ø “Diário de um Melga - 3,2,1… Férias!” de Vanessa Jesus (Minotauro)
Acompanha as aventuras do Óscar... porque ser adolescente não é nada fácil.
Primeiro título de uma nova coleção.
Edição a 14 de Maio
Ø “Hamlet” de William Shakespeare (Edições 70)
Edição bilingue.
Tradução de Daniel Ramalho que preserva a métrica original, aliando literalismo a musicalidade.
Ø “O Pior Livro do Mundo” de Joey Acker (Minotauro)
Mais de 100 000 cópias vendidas em todo o mundo.
Mais de 7000 avaliações/classificações na Amazon com uma média excelente de 4,5 a 5,0 estrelas.
Viral no YouTube e no TikTok.
Edição a 21 de Maio
Ø “Juja” de Nino Haratischwili (Minotauro)
Primeiro romance publicado em Portugal de uma escritora multipremiada internacionalmente.
Uma história que revela o poder que a ficção pode ter na vida.
Ø “Escritos Políticos” de Nicolau Maquiavel (Edições 70)
As lições de um dos maiores cientistas políticos da história sobre «a arte do Estado».
Edição a 28 de Maio
Ø “As Palavras Debaixo da Cama” de Sofia Fraga e Ricardo Ladeira (Minotauro)
Uma história para todos os meninos e meninas que comem os verbos. E para os pais que os tentam encontrar.
Da autora de O Avô Jacinto e os Macaquinhos do Sótão e Julião, o Melro-poeta.
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Novidades de Maio - Leya
Sangue e Silêncio no Poço dos Mortos, de Francisco Moita Flores (Casa das Letras) - Numa madrugada de fevereiro de 1969, em plena primavera marcelista, um contínuo da PIDE é violentamente assassinado. Estará a chave do caso na edição desse mesmo dia do Diário de Notícias dedicada a Salazar? Uma viagem pelas ruas lisboetas do final dos anos 60 num policial na linha de "O Mistério do Caso de Campolide", que o escritor publicou em 2018. À venda a 12 de Maio.
Maite, de Fernando Aramburu (Dom Quixote) - Os quatro dias gravados a fogo na memória coletiva dos espanhóis, o sequestro e assassinato do jovem vereador do Partido Popular em Ermua, Miguel Ángel Blanco, em julho de 1997, cuja morte marcou para sempre a reação basca à ETA. Os acontecimentos históricos decorrem em paralelo com a intimidade de Maite, uma mulher presa a convenções que a impedem de abrir os olhos e enfrentar a realidade. O regresso ao universo do magistral "Pátria". O autor virá a Lisboa à Feira do Livro de Lisboa e estará disponível para entrevistas no dia 15 de junho. À venda a 19 de Maio.
Aliados em Guerra, Os Rivais que Venceram Hitler, de Tim Bouverie (Dom Quixote) - A aliança entre britânicos, americanos e soviéticos, em 1942, tentou derrotar Hitler, mas foi marcada por fortes divergências ideológicas e estratégicas, que influenciaram tanto o andamento da guerra quanto a ordem mundial pós 1945. Somente observando as suas áreas de conflito, bem como de cooperação, podemos compreender o curso da guerra e o mundo que se desenvolveu após o seu fim. À venda a 12 de Maio.
Para as Gerações Futuras, de Simone Veil (Dom Quixote) - Inédito até agora, o texto constitui uma verdadeira carta à juventude e é uma palestra que deu a alunos em 2025. Evoca a sua deportação e da sua família, mas também os temas e preocupações como a memória do Holocausto e a sua transmissão às futuras gerações, o destino das crianças escondidas, a reconciliação e união da Europa. Um documento e testemunho excecionais com posfácio de Dan Arbib, professor de Filosofia na Universidades de Sorbonne. À venda a 12 Maio.
Mitos e Lendas da Antiguidade Sem Homens, de Mara Gold (Casa das Letras ) - Será que Circe era apenas uma sedutora? Seriam as Amazonas apenas guerreiras sanguinárias? E seria realmente Atena o modelo de referência de que as mulheres da Antiguidade precisavam? Desde as histórias de deusas virgens como Ártemis, às representações contrastantes do dever conjugal em Clitemnestra e Penélope, e aos êxtases frenéticos das Ménades, de Equidna – a chamada mãe de todos os monstros – e da incompreendida Medusa, revela-se um mundo em que as mulheres poderosas eram, simultaneamente, veneradas e temidas. À venda a 19 de Maio.
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Novidades Almedina - Abril
Edição a 02 de abril:
Ø “Tratado de Economia Herética – Para Acabar com o Discurso Dominante” de Thomas Porcher (Edições 70)
Um anti-manual de economia — por uma voz heterodoxa.
Ø “Os Bastardos de Hayek - As Raízes Neoliberais da Direita Populista” de Quinn Slobodian (Edições 70)
Um livro que desfaz as alegações enganosas da extrema-direita sobre rutura e novidade.
Estamos todos a viver num mundo que está a ser saqueado pelos bastardos de Hayek.
Ø “50 anos da Constituição da República Portuguesa (1976-2026)” de Nuno Estêvão Ferreira (Coord.) (Edições 70)
Edição comemorativa dos 50 anos da lei fundamental de Portugal.
Inclui textos de António Araújo, António Costa Pinto, Helena Roseta, Jorge Miranda, Jerónimo de Sousa, Maria Inácia Rezola e muitos outros.
Edição a 09 de abril:
Ø “O Final Escreve-se Sozinho” de Evelyn Clarke (Minotauro)
Começar é, muitas vezes, a parte mais difícil. Mas chegar ao fim pode ser mortal.
Um dos livros mais aguardados do ano.
Colaboração entre V.E.Schwab e Cat Clarke.
Ø “O Valor da Liberdade” de Isabel Ricardo (Minotauro)
Uma fábula sobre a história da Liberdade que Portugal alcançou no 25 de abril de 1974.
Da autora de O Fantasma das Cuecas Rotas.
Edição a 23 de abril:
Ø “Da Influência das Paixões na Felicidade dos Indivíduos e das Nações” de Madame de Staël (Edições 70)
Lições sobre a forma como as emoções podem ser exploradas para fins políticos, com os resultados catastróficos que conhecemos.
Uma das primeiras vozes femininas importantes no debate político e cultural europeu.
Ø “O Longe e a Miragem” de Ricardo Mangerona (Minotauro)
Pode a morte ser a derradeira pedagogia? Que pode o suicídio de um professor em plena sala de aula ensinar a um bando de miúdos anestesiados pela voracidade do tempo?
A estreia arrebatadora de uma voz que vai seguramente marcar a ficção portuguesa nas próximas décadas.
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Novidades de Abril - Leya
LX90, a Lisboa Em que Tudo Era Possível, de Joana Stichini Vilela e Pedro Fernandes (Dom Quixote) - De temas incontornáveis como a Expo 98, os escândalos do último Governo de Cavaco Silva ou referendo sobre o aborto, Lx90 transporta-nos à década do optimismo financeiro, das grandes mudanças sociais e das últimas novidades tecnológicas. É lançado quase dez anos depois de Lx80 - Lisboa Entra Numa Nova Era. «A altura certa. Passaram mais de 25 anos desde 1999 e esta é uma década fundamental para reflectirmos sobre o país do presente» À venda a 14 de Abril.
As Filhas do Terramoto, de Domingos Amaral (Casa das Letras) - Lisboa, 1758. Sete raparigas desaparecem misteriosamente. Os corpos nunca aparecem. Que terrível conspiração domina a cidade ainda a recuperer do terramoto? Romance histórico do autor de "Quando Lisboa Tremeu". À venda a 14 de Abril.
Esta Coisa da Vida Não é Nada Fácil, de José Bouza Serrano (Oficina do Livro) - Memórias incovenientes de um diplomata de carreira. Uma homenagem mordaz à arte das aparências – um ofício secreto e muito trabalhoso. À venda a 28 de Abril.
Indignidade, Uma Vida Reimaginada, de Lea Ypi (Casa das Letras) - Quando a autora de "Livre" descobre uma fotografia da avó Leman, em lua de mel nos Alpes, em 1941, embarca numa viagem pelo mundo desaparecido da aristocracia otomana, pela formação da Grécia e da Albânia modernas, pelos horrores da guerra e pelo eclodir do comunismo nos Balcãs. Com que autoridade moral julgamos os atos de gerações anteriores? O que sabemos, realmente, sobre os que nos são próximos? À venda a 21 de Abril.
Antissemitismo, uma Palavra na História, de Mark Mazower (Dom Quixote) - Do que falamos quando falamos de antissemitismo? O historiador norte-america traça, neste que foi consideradado o livro do ano para a revista "The New Yorker", a evolução do significado da palavra, desde a invenção do termo, no final do século XIX, até ao presente. À venda a 14 de Abril.
A Pornografia no Teu Cérebro, de Gary Wilson (Dom Quixote) - Pode o consumo de pornografia online afetar o cérebro? Tornar-se num comportamento viciante e provocar disfunções sexuais? E estará a afectar para sempre a sexualidade dos jovens. Este estudo, com milhares de relatos na primeira pessoa, demonstra que o cérebro humano não está preparado pela pornografia que povoa a Internet. À venda a 21 de Abril.
Breve História dos Estados Unidos, de Don Watson (Casa das Letras) - Da declaração de independência ao "Maga": 250 anos de convulsões, conquistas e recuos. À venda a 21 de Abril.
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Novidades de Março - D. Quixote
Novidades de Marçoi:
Triunfo do Triunfo
e outros contos escolhidos
Luísa Costa Gomes
Dom Quixote
Nas livrarias a 10 de Março
O regresso de Luísa Costa Gomes ao género que a notabilizou, depois de Visitar Amigos e outros contos, vencedor do Prémio dst e considerado, pela generalidade da crítica, o livro do ano em 2024.
Triunfo do Triunfo reúne pela primeira vez em livro contos dispersos em periódicos e antologias. Uns de veia mais abertamente satírica, como a noveleta que dá título à colectânea, muito refundida para esta edição, outros de tom ambíguo, humor vago, à procura de definição. Chamem-lhe fantasista, também pode ser.
Trata-se de uma escolha da autora, que decidiu, necessária e caprichosamente, diz ela, incluir os contos de que ainda gosta, com que ainda se identifica e que não se envergonha de assinar.
Entra-se na Casa Pelo Pátio
Carla Louro
Dom Quixote
Poesia
Nas livrarias a 17 de Março
Eis o vencedor da 1.ª Edição do Prémio de Poesia Nuno Júdice.
A Península das Casas Vazias
David Úcles
Dom Quixote
Literatura Traduzida
Tradução de J. Teixeira de Aguilar
Nas livrarias a 24 de Março
Ainda hoje, dois anos depois de ter sido publicado, não há em Espanha quem não fale deste romance, já considerado um dos mais importantes sobre a Guerra Civil espanhola, com mais de 300 mil exemplares vendidos, prémios atrás de prémios, assim se tornando num dos maiores acontecimentos literários dos últimos tempos.
David Úcles, a nova estrela das letras espanholas, estará em Lisboa, em Abril, para falar desta história apaixonante.
Estamos em presença da história da decomposição total de uma família, da desumanização de um povo, da desintegração de um território e de uma península de casas vazias.
A história de um soldado que retalha a pele para deixar sair a cinza acumulada, de um poeta que cose a sombra de uma menina a seguir a um bombardeamento e de um professor que ensina os seus alunos e fazerem-se de mortos; de um general que dorme junto da mão cortada de uma santa, de um menino cego que recupera a vista durante um apagão e de uma camponesa que pinta de preto todas as árvores do seu quintal; de um fotógrafo estrangeiro que pisa uma mina perto de Brunete e não levanta o pé durante quarenta anos, de um habitante de Guernica que conduz até ao centro de Paris uma furgoneta com os restos fumegantes de um ataque aéreo e de um cão ferido cujo sangue tingirá a última faixa de uma bandeira abandonada em Badajoz.
Estamos, pois, em presença da história total da Guerra Civil espanhola e de uma Ibéria agonizante onde o fantástico escora a crueza do real; onde os anónimos membros de um extenso clã de olivicultores de Jándula cruzam os seus destinos com os de Alberti, Lorca e Unamuno; Rodoreda, Zambrano e Kent; Hemingway, Orwell e Bernanos; Picasso e Mallo; Azaña e Foxá; onde o épico e o costumbrista se entrelaçam para tecer uma portentosa tapeçaria, poética e grotesca, bela e delirante.
Um Chapéu de Leopardo
Anne Serre
Dom Quixote
Literatura Traduzida
Tradução de Rui Elias
Nas livrarias a 24 de Março
Escrito após o suicídio da irmã mais nova de Anne Serre, que tinha um problema de saúde mental, Um Chapéu de Leopardo pode ser lido como a celebração de uma vida tragicamente interrompida ou como uma despedida incrivelmente bela e sensível.
Prémio da Fundação Cino del Duca; Finalista do Man Booker Prize Internacional.
Aclamado como o romance mais comovente de Anne Serre até ao momento e uma «obra-prima de simplicidade, emoção e elegância», Um Chapéu de Leopardo é a história de uma intensa amizade entre o Narrador e Fanny, sua amiga de infância, que sofre de doença psíquica.
Vivendo sempre entre a esperança e o desespero, Fanny deixa transparecer, de forma intermitente, várias facetas da sua personalidade, como a Fanny divertida que um dia roubou um chapéu de leopardo. Porém, essa faceta permanece quase sempre oculta, revelando sobretudo uma Fanny que carrega o peso insuportável da tristeza.
É uma pessoa diferente – e essa diferença é aquilo que o Narrador questiona incansavelmente, tal como a autora questiona de um modo lúdico a própria forma do romance, levando-nos frequentemente a pensar que o Narrador é, no fundo, o seu alter ego.
Clareiras
Iris Wolff
Dom Quixote
Literatura Traduzida
Tradução de Paulo Rêgo
Nas livrarias a 24 de Março
Uma viagem ao passado para melhor compreender o presente da Europa.
Finalista do Prémio do Livro Alemão 2025.
Na Roménia comunista com o seu legado multiétnico, cuja diversidade é uma riqueza silenciada, o destino aproxima Lev – um rapaz acamado – de Kato, uma rapariga que gosta de desenhar e veste demasiado cedo o casaco da solidão. Kato vai ajudar Lev com a matéria das aulas, mas o que começa como um gesto imposto pela escola torna-se, para ambos, uma amizade inesperada que devolve a Lev a saúde e oferece a Kato um lugar onde finalmente pode repousar.
Anos depois, já adultos, os caminhos de sempre continuam a chamar por Lev, como um pássaro que não tem coragem de sair da gaiola mesmo com esta aberta, enquanto Kato voou e partiu para o Ocidente, à procura de um horizonte mais vasto. O que os une agora são apenas os postais que ela lhe envia – pequenas janelas para vidas que poderiam ter sido partilhadas. Até ao dia em que chega um postal de Zurique, com uma pergunta simples e desarmante: «Quando vens?» E então reabre-se a porta para o passado, vivo, íntimo, incontornável.
Este é um romance luminoso sobre a forma como duas vidas podem tocar-se e transformar-se para sempre, em que a memória se entrelaça com a História, e cada gesto, cada silêncio e cada paisagem – até cada clareira na floresta – transporta a polifonia de um país e as vidas daqueles que sobreviveram aos regimes e às suas fragilidades com a força dos laços humanos e dos reencontros.
Autorretrato
Instruções para Sobreviver à Máfia
Davide Enia
Dom Quixote
Literatura Traduzida
Tradução de Ana Pereirinha
Nas livrarias a 17 de Março
A Dom Quixote, que o apresentou aos leitores portugueses em 2021, com Notas Sobre Um Naufrágio, publica agora este livro que é também uma peça de teatro que conta a experiência de Davide Enia desde criança com a máfia em Palermo.
Ao regressar a casa depois da escola, um menino de oito anos vê a sua primeira vítima assassinada pela máfia, enquanto as bolas dos colegas batem nas persianas fechadas e os cromos de futebol passam de mão em mão. Esses «encontros» acabam por tornar-se quase banais – e é só como adolescente que descobre, em conversa com um colega que foi a Londres, que as mortes da Cosa Nostra são um exclusivo da cidade onde cresceu.
Num passeio organizado pelo professor de Religião e Moral, decide então escrever as suas instruções para sobreviver a Palermo e entrega-as ao padre que, pouco depois, acabará morto com um tiro na nuca. No ano em que faz os exames de admissão à universidade, Davide fica sozinho na cidade, e a família, de férias nas Dolomitas, ouve a notícia da bomba que matou o juiz cuja vivenda fica mesmo em frente da sua casa e apanha o maior susto da sua vida.
Davide Enia conta-se a si próprio neste texto belíssimo, que já foi levado à cena no seu país e no qual ele empresta a voz a três investigadores policiais que, como uma obsessão, uma vocação, um dever, lutaram e derrotaram o braço armado da máfia.
As suas palavras correm por estas páginas como pelas ruas e vielas de uma cidade tão acostumada ao silêncio quanto ao rugido das bombas e onde o reflexo numa poça de sangue é o seu autorretrato.
A Vida Secreta de Úrsula Bas
Arantza Portabales
DQ.NOIR
Literatura Policial
Tradução de Rui Elias
Nas livrarias a 10 de Março
Após o sucesso de Beleza Vermelha, que publicámos em 2025, um novo caso da dupla Abad e Barroso: uma excecional intriga de ciúmes e vinganças, pela mão da nova senhora do romance policial espanhol.
Úrsula Bas, escritora de sucesso, leva uma vida aparentemente monótona em Santiago de Compostela. Numa sexta-feira de Fevereiro, sai de casa para dar uma palestra numa biblioteca e não regressa. O seu marido, Lois Castro, denuncia o seu desaparecimento ao fim de vinte e quatro horas.
Úrsula, que se encontra fechada numa cave, conhece bem o seu sequestrador — um admirador cujas redes a envolveram sem que ela opusesse a menor resistência — e sabe que, mais cedo ou mais tarde, ele a matará.
O inspetor Santi Abad, reintegrado na polícia após um ano e meio de licença psiquiátrica, e a sua colega Ana Barroso, que acaba de ser nomeada subinspetora, iniciam uma busca incansável com a ajuda do novo comissário, Álex Veiga.
Todos os seus passos os conduzem a outro caso não resolvido: o de Catalina Fiz, desaparecida em Pontevedra três anos antes, e a um assassino que parece estar a fazer justiça com as próprias mãos.
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Novidades Almedina - Março
Novidades do mês de Março
Edição a 05 de março:
Ø “Entardecer em Veneza” de John Banville (Minotauro)
O novo romance do vencedor do Booker Prize e autor do bestseller Neve.
Ø “Impossível” de Erri de Luca (Minotauro)
Um dos maiores escritores italianos da atualidade.
Uma iluminação arrebatadora da fraternidade política e a mais subtil das histórias de detetives.
Ø “Retornados” de Morgane Delaunay (Edições 70)
A análise de um dos fenómenos mais marcantes da história contemporânea em Portugal.
Ø “Endireitar a Economia - Uma economia de Direitos Humanos centrada nas pessoas e no planeta” de Erri de Luca (Minotauro)
A defesa de uma nova economia, centrada na justiça social, direitos humanos e na sustentabilidade ambiental.
Edição a 12 de março:
Ø “Espíritos do Presente – Os Últimos Anos da Filosofia e o Princípio de Um Novo Iluminismo 1948–1984” de Wolfram Eilenberger (Edições 70)
Último título da trilogia sobre os grandes filósofos do século XX que conquistou os tops de vendas dos países de língua alemã e traduzida em dezenas de línguas.
Ø “Vinícius Jr.” de Steve George (Minotauro)
Da mesma coleção de «Cristiano Ronaldo» e «Messi»
A história do astro da seleção brasileira que enfrenta dois desafios: no campo e fora dele, na sua luta contra o racismo.
Edição a 19 de março:
Ø “Ludwig Wittgenstein”de Anthony Gottlieb (Edições 70)
A mais completa biografia de um dos maiores filósofos de todos os tempos.
Edição a 26 de março:
Ø “A Constituição Explicada às Crianças – Um livro, um jogo, um país” de Sara Rodi e Sofia Cardoso (Minotauro)
Ideal para uma leitura acompanhada por pais e professores.
A Lei Fundamental de Portugal explicada em linguagem clara e acessível, para que todos conheçam os seus direitos e deveres.
Ø “Os Irresponsáveis – Quem pôs Hitler no poder?” de Johann Chapoutot (Edições 70)
« Implacável.» — Télérama
Uma poderosa acusação ao “extremo-centro” de ontem e de hoje.
Um livro que sublinha as analogias com o período contemporâneo.
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Novidades do mês de Março de 2026
Novidades do mês de Março de 2026
O Efeito Matilda, As Mulheres Cientistas Que a História Tentou Esquecer, de Filipa Almeida Mendes (Oficina do Livro) - Tendo como pano de fundo o chamado «efeito Matilda», termo usado em homenagem a uma sufragista para designar a discriminação das mulheres no mundo da ciência, este livro revela as histórias de 18 investigadoras responsáveis por notáveis descobertas científicas – como o desenvolvimento da bomba atómica, a vacina contra a Covid-19 ou a identificação da estrutura do ADN – cujo reconhecimento tardou pelo simples facto de não serem homens.Com prefácio de Elvira Fortunato. À venda a 3 de Março.
Águas de Bacalhau, Do Advento da Gerigonça à Ascensão do Chega, de Nuno Gonçalo Poças (Dom Quixote) - Conjunto de crónicas publicadas ao longo de uma década (2015 a 2025) que faz um retrato político e moral de uma geração e de um tempo, feito por quem observa a realidade como uma forma de resistência. "Não foi um período especialmente dramático, nem particularmente inspirador. Estes textos, julgo, reflectem-no: o desencanto e a indiferença, a esperança tímida e uma fadiga profunda. São as Águas de Bacalhau de sempre que resumem a sensação de que muito do que discutimos, do que tememos ou do que prometemos a nós próprios acaba por se dissolver antes de produzir qualquer resultado, como um naufrágio permanente". À venda a 17 de março.
Portugal e o Ocidente, de Tom Galagher (Dom Quixote) - Do ultimato britânico e de Salazar à revolta utópica o historiador britânico, autor de "Quando Salazar Dormia", analisa o complexo papel de Portugal durante o período transformador da história ocidental desde 1890 até 1975, quando os conflitos ideológicos e os realinhamentos geopolíticos reformularam a ordem global. À venda a 10 de Março.
História Concisa da União Europeia, de Kiran Klaus Patel (Casa das Letras) - Com um prefácio dedicado à edição portuguesa, o professor universitário e fundador e diretor do Project House Europe - uma plataforma que promove investigação interdisciplinar sobre a Europa - explica os problemas, perigos, riscos e ameaças que a integração europeia enfrentou e enfrenta. À venda a 24 de Março.
Sétimo Homem e Outros Contos, de Haruki Murakami com J.C. Deveney e PMGL (Casa das Letras) - Novela gráfica que adapta nove contos do escritor japonês que recriam um cenário poético e barroco, situado precisamente na fronteira, tão cara a Murakami, onde o quotidiano se funde com o fantástico. À venda a 24 de Março.
10 755: Caminhos Que se Cruzam, de Eduardo Pinheiro (Casa das Letras) - Escrito na sequência de duas viagens ao Japão e da peregrinação em Kumano Kod, Eduardo Pinheiro é um entusiasta da montanha e apaixonado pela natureza, fez trekking nos Andes e nos Himalaias, e descobriu cedo o Caminho de Santiago, peregrinando pela primeira vez em 1993. Desde então, tem percorrido numerosas rotas — partindo de Saint-Jean-Pied-de-Port, Lisboa, Porto, Oviedo e Ferrol — à descoberta do espanto e da essência da vida. À venda a 17 de março.
Economia Comestível, Um Economista Faminto Explica o Mundo, de Ha- Joon Chang(Casa das Letras) - O que terá o quiabo a ver com a economia de mercado livre? Sabia que a história do camarão na alimentação pode servir de exemplo para demonstrar a relevância do protecionismo económico nos países em desenvolvimento? E que o frango nos pode ensinar o significado da igualdade e justiça económica? Um economista faminto explica o mundo através de um "um fascinante guisado de comida, história e economia". À venda a 10 de Março.
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Novidades Guerra e Paz - Janeiro
Os meus livros de Janeiro
Quero lá, querem lá os meus leitores saber do frio de Janeiro quando têm à mão as edições afrodisíacas da Guerra e Paz, a começar por A Mitologia Grega de A a Z, de Luc Ferry, obra povoada de Afrodites (ou Vénus), de Eros e da embriaguez de Dionísio: a desordem e a volúpia dos deuses gregos, a companhia de sereias e musas faz deste livro e dos seus mistérios uma leitura abrasadora. De Os Livros Não se Rendem, colecção patrocinada pela gentileza e amor aos livros da Fundação Manuel António da Mota e da Mota Gestão e Participações.
Agora encostem-se sem preconceitos a António Botto se querem sentir o calor do que era um escândalo para o Portugal dos anos 50: no Caderno Proibido, como lhe chamou Botto, há nudez e abraços violentos, mas também a ternura de, e cito, «foder um corpo delgado, / Seios duros, pequeninos […]/ Ancas descidas de mocinho…». Nunca publicado até hoje, este erotíssimo inédito foi organizado e prefaciado pelo professor Victor Correia.
Um muito mais contemporâneo afago dos corpos, eis o que inunda as narrativas ficcionadas (ficcionadas?) que o romancista Virgílio Castelo (sim, também é actor) assina em Consumo Obrigatório. Uma viagem por boîtes, discotecas, bares bem ou mal-afamados, viagem que é a autobiografia de toda uma geração: a sua, caro leitor?
Depois disto, de que outra coisa vos iria falar que não fosse de lendas e contos de fadas. Só queria que tivessem o livro na mão. É das coisas mais bonitas que já fiz na vida: chama-se Lendas e Contos de Fadas Japoneses e das suas 144 páginas, 47 são de ilustrações japonesas deslumbrantes, de cores arrebatadoras. Por este livro, Deus e os demónios perdoar-me-ão todos os desacatos que me queiram arrolar: quem não quer ler contos como «O cortador de bambu e a criança da lua» ou «O pardal com a língua cortada»? É o primeiro de uma série: a seguir vêm aí os contos de fadas chineses.
Parece também um conto de fadas: um homem fala a uma multidão e declara bem-aventurados os mansos e humildes, os perseguidos e os que sofrem. O homem tem 30 anos, dá pelo nome de Jesus Cristo, e essa pequena maravilha retórica, o Sermão da Montanha, que nos instiga a amar os nossos inimigos e a oferecer a outra face a quem nos agrida, é uma das mais belas utopias já ditas e escritas por nós, os humanos. Agora, com uma apresentação que eu, Manuel S. Fonseca, assino, o Sermão da Montanha junta-se ao Cântico dos Cânticos ou à Alegoria da Caverna, na colecção Livros Brancos.
O professor de filosofia Alexander Douglas dá, creio eu, eco ao Sermão, quando nos avisa contra a obsessão do eu. Leiam um dos mais lúcidos livros do ano passado no Reino Unido: Contra a Identidade, A Sabedoria de Escapar do Eu, diagnóstico de uma das grandes aflições contemporâneas.
Venha de lá o passado. De um historiador medievalista, Pierre Bauduin, Os Vikings é uma magnífica e actualizadíssima apresentação de uma civilização que nos desafia. Não se esqueçam das violências e pilhagens, mas leiam-no para descobrir mil outras facetas de uma civilização pletórica.
Em Janeiro, dois estudos e um sombreiro? De provérbios nada sei, mas sei que vou publicar dois estudos com mérito. Macau: A Última Transição – Vasco Rocha Vieira (1991-1999), é um rigoroso trabalho de fundo do historiador Alfredo Gomes Dias. Temos a honra de o publicar em parceria com a Fundação Jorge Álvares.
Tal como em parceria com a Academia Militar e o Instituto Universitário Militar se publica Guerra e Disrupção, textos de dez especialistas sobre estratégia e ciência militar, com coordenação de Luís Barroso, António Paulo Duarte e Pedro Ferreira.
Reservo os últimos suspiros de Janeiro para duas fortes e convictas apostas polémicas. Primeiro para o extraordinário e tocante Refém, de Eli Sharabi. Eli foi um dos judeus raptados pelo Hamas no 7 de Outubro e esteve em cativeiro 491 dias. Narra esse tormento de forma crua, directa, sem rodeios. Terão a mulher e as duas filhas sobrevivido? Um documento que dói e fere muito mais do que qualquer ficção.
Ecrãs, um desastre sanitário, da neurologista Servane Mouton, é um panfleto brilhante sobre o uso dos ecrãs, dos smartphones, e sobre os terríveis efeitos detectados. Baseado nos mais recentes estudos, este livrinho, que se lê de um fôlego, com bela tradução de Miguel Graça Moura, é um vivíssimo alerta: «antes que seja tarde demais.»
A chancela que a Rita Fonseca criou ganhou a carta de alforria. Cresceu em 2025 213% em relação ao ano anterior e tem um público definido, muito específico. Passa por isso, agora, a ter uma newsletter própria, tal como terá o seu próprio site.
Despeço-me, ainda assim, dizendo-vos que em Janeiro há dois romances sufocantes. Em Tóxico, de Nicole Blanchard, a heroína casa primeiro com um homem abusivo e apaixona-se, depois, por um recluso perigoso. Se há beijos intoxicantes? Bom, no mínimo.
Já a autora Navessa Allen (há 52 semanas no top do NYT bestsellers) oferece-nos O Crime de São Valentim e deixa-nos uma inquietação: pode alguém ser enterrado vivo por mero acaso?
Que 2026 seja o ano de alguns prodígios e que esses prodígios sejam da nossa GRADIVA.
Começa, agora, em Janeiro de 2026, a nova Gradiva, e da mão de Guilherme Valente, seu fundador, para a minha mão passa o mesmo testemunho, como se estivéssemos numa corrida de estafetas. O livro que inaugurou esta casa editora há 45 anos é o primeiro livro desta nova vida da Gradiva: Delírio e Sonhos na Gradiva de Jensen, de Sigmund Freud. Tal como o Guilherme, acredito no valor simbólico de um livro que exala o perfume do que Freud chamou a «cura pela sedução e pelo amor». Para começar em beleza, é este o primeiro dos oito títulos Gradiva deste mês.
E agora aligeiremos: tem estado um frio de rachar. Para aplacar os lobos de Inverno pedi ajuda ao Calvin & Hobbes, de Bill Watterson. À lareira ou entre cobertores, Calvin & Hobbes, O Ataque dos Demónio da Neve resgata-nos e devolve-nos a alegria, o riso e o sorriso, desenho a desenho, em edição novinha em folha.
Passam os Invernos e o nosso descontentamento não nos deslarga: tanta é a sede e fome de plenitude, a sede e fome de perfeição! E é sobre essa busca espiritual, essa busca de uma harmonia universal, que nos escreve Luís Portela, em Ser Espiritual, da Evidência à Ciência. Prometo-vos uma viagem de um prazer inebriante – e de um rigoroso desafio – do que a série da RTP, «Para Além do Cérebro», foi há pouco veículo, uma viagem que nos religa a uma outra dimensão, a da Energia Universal. Utopia? E será que viver sem utopia é viver?
E por que utopia – ou só realidade – nos guia Carlos Fiolhais em A Inteligência Artificial de A a Z? Com mestria, Fiolhais, porventura o nosso melhor pedagogo, leva-nos da entrada «agentes inteligentes» à entrada «Zuckerberg», preparando-nos para o avassalador mundo de amanhã: a inteligência de Fiolhais disseca a complexa Inteligência Artificial. Um choque? Sim, enciclopédico.
E há um novo livro na colecção Ciência Aberta: de Elói Figueiredoe C. Matias Ramos, A Ciência Descobre, a Engenharia Cria. O subtítulo, «uma visão em doze axiomas e meio» deixa-me tão perplexo como encantado, e o que me tranquiliza é que Carlos Fiolhais, no posfácio, me jura tratar-se de «uma magnífica introdução à engenharia». Com o apoio mecenático do dstgroup e o patrocínio da Ordem dos Engenheiros, este é o livro que nos ensina que a função da engenharia é simplificar, mas que se o risco se minimiza, tal não significa que se anule. Axiomas.
Há dois livros de Janeiro que nos fazem pensar a Europa, a do passado e a do futuro. Um, O Esplendor das Amizades: A experiência portuguesa de Edgar Morin, é coordenado por Guilherme d’Oliveira Martins e é um esplêndido relato do que era o Portugal da ditadura e de como os católicos do Tempo e o Modo descobriram a Europa através deEdgar Morine de como Morin descobriu, em amizade, o melhor de Portugal.
Já em O Mundo de Amanhã: Uma Europa Soberana e Democrática, o austríaco Robert Menassepartilha a morna angústia do nosso tempo europeu, cheio de dúvidas, défices e conflitos, procurando, ainda assim, arrancar desse pântano um frágil módico de esperança. A fragilidade será uma arma?
Onde começa e onde acaba a fragilidade em Ian McEwan? Na delicadeza das ideias ou na argúcia psicológica? Na sua narrativa tão minudente? E de onde surge, abrupto, o simbolismo quase brutal desses Cães Pretos, que dão título a este romance humano, demasiado humano? Que cães são esses? Autênticos, só cosa mentale, metafóricos? A verdade é que são vorazes e ferozes.
São os livros Gradiva de Janeiro. Oito: da ciência ao cartoon, do pensamento à grande ficção.
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