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Poema e Poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen

Teu canto justo que desdenha as sombras 
Limpo de vida viúvo de pessoa 
Teu corajoso ousar não ser ninguém 
Tua navegação com bússola e sem astros 
No mar indefinido 
Teu exacto conhecimento impossessivo. 

Criaram teu poema arquitectura 
E és semelhante a um deus de quatro rostos 
E és semelhante a um de deus de muitos nomes 
Cariátide de ausência isento de destinos 
Invocando a presença já perdida 
E dizendo sobre a fuga dos caminhos 
Que foste como as ervas não colhidas.

em "Livro sexto", 1962

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