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Poema e Poesia de Manuel Maria Barbosa du Bocage

Amor
Manuel Maria Barbosa du Bocage

Ó tranças de que Amor prisões me tece

Oh tranças de que Amor prisões me tece, 
Oh mãos de neve, que regeis meu fado! 
Oh tesouro! Oh mistério! Oh par sagrado, 
Onde o menino alígero adormece! 

Oh ledos olhos, cuja luz parece 
Tênue raio de sol! Oh gesto amado, 
De rosas e açucenas semeado, 
Por quem morrera esta alma, se pudesse! 

Oh lábios, cujo riso a paz me tira, 
E por cujos dulcíssimos favores 
Talvez o próprio Júpiter suspira! 

Oh perfeições! Oh dons encantadores! 
De quem sois? Sois de Vênus? — É mentira; 
Sois de Marília, sois dos meus amores. 

em "Citações e Pensamentos de Bocage"

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