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Poema e Poesia de Álvaro de Campos

Sensibilidade
Álvaro de Campos

A Sensibilidade Humanizada

Que lindos olhos de azúl inocente os do pequenito do agiota! 
Santo Deus, que entroncamento esta vida! 
Tive sempre, feliz ou infelizmente, a sensibilidade humanizada. 
E toda a morte me doeu sempre pessoalmente, 
Sim, não só pelo mistério de ficar inexpressivo o orgânico, 
Mas de maneira directa, cá do coração. 

Como o sól doura as casas dos réprobros! 
Poderei odiá-los sem desfazer no sol? 

Afinal que coisa a pensar com o sentimento distraído 
Por causa dos olhos de criança de uma criança ... 

em "Poemas" 

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