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Amuleto



Sinopse

A voz arrebatadora de Auxílio Lacouture narra um crime atroz e longínquo, que só será desvelado nas últimas páginas deste romance - no qual, de resto, não escasseiam crimes do quotidiano e crimes da formação do gosto artístico.
Uruguaia de meia-idade, alta e magra como Dom Quixote, Auxilio ficara escondida na casa de banho das mulheres durante a ocupação da Faculdade de Letras pela polícia, no México, em 1968. Nesses dias, os lavabos que lhe serviram de esconderijo converteram-se num túnel do tempo, a partir do qual se poderá avistar os anos vividos no México e os anos por viver.
No seu discurso rememora a poeta Lilian Serpas, que foi para a cama com Che, e o seu desafortunado filho; os poetas espanhóis León Filipe e Pedro Garfias, a quem auxílio serviu como empregada doméstica voluntária; a pintora catalã Remedios Varo e a sua legião de gatos; o rei dos homossexuais da colónia Guerrero e o seu reino de terror gestual; Arturo Belano, uma das personagens centrais de Detetives Selvagens; e a última imagem de um assassínio esquecido.

Extras

«Um romance belo e comovente. O seu criador consegue dar vida a uma personagem que ficará gravado na memória do leitor.»
Ignacio Martínez de Pisón, ABC

«Uma obra arriscada de uma concisão excecional.»
Mihály Dés, Lateral

«Com 2666, Roberto Bolaño redefiniu a forma do romance; com a narrativa delirante de Amuleto, reinventa aquilo em que a literatura se poderá transformar.»
New Statesman

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